Mesmo depois de anunciado o aumento do vale alimentação para os servidores do Poder Executivo Federal em todo o Brasil para este mês, a categoria não está satisfeita. O governo federal divulga em alto e bom som que unificou o valor do benefício em todos os Estados. Mesmo assim o servidor do executivo recebe o menor valor entre os poderes.
Para o coordenador geral do Sintufsc, Celso Ramos Martins, a categoria quer a isonomia com o Legislativo e Judiciário. “Esses outros poderes recebem, em média, cerca de setecentos reais de vale alimentação e nós queremos que os valores sejam iguais”, explica.
A Fasubra e a administração federal estão divulgando que este aumento é uma vitória para a classe, mas não é bem assim, conta Martins. “Eles estão fazendo média. A Fasubra está defendendo o governo neste ano eleitoral. Temos que lutar pela isonomia dos valores entre os poderes”, ressalta. O valor do auxílio alimentação dos servidores do executivo, também conhecido como vale-coxinha, não sofria reajuste desde 2004.
Fonte: Sintufsc
segunda-feira, 1 de março de 2010
SINTE/Chapecó denuncia desperdício de alimentos nas escolas da rede estadual
Com a terceirização da alimentação escolar na rede pública estadual de Chapecó, a coordenação regional do SINTE passou a fiscalizar o setor. Além da falta de qualidade dos alimentos, foi observado o desperdício dos alimentos.
Conforme denúncias que tem chegado ao SINTE de Chapecó, a comunidade escolar está indignada com a alimentação oferecida aos alunos. “O que era para ser alimentação escolar está sendo merenda escolar e de péssima qualidade; não se pode dizer que pão, banana e café com leite em pó componham alimentação balanceada e com aprovação nutricional”, denuncia Alvete Bedin, coordenadora regional do Sinte/Chapecó.
Ela acrescenta que o Sindicato tem recebido denúncias de todas as escolas sobre a rejeição dos alunos à alimentação escolar.“Lamentavelmente, a terceirização trouxe prejuízos enormes, não só para a agricultura familiar da região, que não atua mais junto às nossas escolas; mas, principalmente, à saúde dos nossos alunos”, alerta.
O SINTE Regional manterá a fiscalização sobre a qualidade dos alimentos da merenda escolar, e também documentando através de fotos para comprovar denúncia que deve ser oferecida ao Ministério Público. “Não podemos permitir o desperdício de alimentos, que, rejeitados pelos alunos, são jogados no lixo, conforme registrado na Escola de Educação Básica Lara Ribas”.
Fonte
Conforme denúncias que tem chegado ao SINTE de Chapecó, a comunidade escolar está indignada com a alimentação oferecida aos alunos. “O que era para ser alimentação escolar está sendo merenda escolar e de péssima qualidade; não se pode dizer que pão, banana e café com leite em pó componham alimentação balanceada e com aprovação nutricional”, denuncia Alvete Bedin, coordenadora regional do Sinte/Chapecó.
Ela acrescenta que o Sindicato tem recebido denúncias de todas as escolas sobre a rejeição dos alunos à alimentação escolar.“Lamentavelmente, a terceirização trouxe prejuízos enormes, não só para a agricultura familiar da região, que não atua mais junto às nossas escolas; mas, principalmente, à saúde dos nossos alunos”, alerta.
O SINTE Regional manterá a fiscalização sobre a qualidade dos alimentos da merenda escolar, e também documentando através de fotos para comprovar denúncia que deve ser oferecida ao Ministério Público. “Não podemos permitir o desperdício de alimentos, que, rejeitados pelos alunos, são jogados no lixo, conforme registrado na Escola de Educação Básica Lara Ribas”.
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Servidores da saúde denunciam administração do Hospital Regional
O calendário de mobilizações do SindSaúde começou definitivamente na tarde desta quinta-feira (25). E o primeiro ponto foi o Hospital Regional de Joinville. Os aposentados de Florianópolis reforçaram o coro dos trabalhadores da cidade, que usaram a tarde para denunciar questões graves que estão acontecendo na administração do hospital como perseguição a funcionários, doação de patrimônio público e a ameaça da gestão da OS declarada com a abertura do edital publicado pela SES.
O diretor da subsede de Joinville, Valério Rodrigues, tomou à frente nas denúncias que foram expostas na entrada da emergência do hospital. Ele disparou que alguns servidores da instituição estão sofrendo perseguição por parte da administração após o período de greve. Os dirigentes do mesmo hospital contrariaram o acordo firmado após a paralisação, e foram descontos os dias parados no contracheque dos trabalhadores engajados ao movimento.
A diretoria do SindSaúde teve que buscar junto a SES o pagamento destes valores, que já estão regularizados. Mais um golpe foi o corte da HP para alguns funcionários. A doação da casa que foi construída para servir de creche para os filhos dos servidores e que foi entregue a Irmandade pelo projeto do deputado estadual Darcy de Mattos.
Outra reclamação é em relação à triagem realizada pela emergência. Enquanto estava acontecendo o ato público uma senhora – que visivelmente passava mal, teve atendimento negado e foi obrigada a procurar mesmo debilitada o posto de saúde mais próximo. A cena foi registrada pela TV Record que se encontrava no local na hora. A ameaça da OS – Organização Social, também preocupa a categoria. Os servidores temem pela privatização e precarização dos serviços públicos. Na próxima quinta-feira (04), a categoria da saúde irá se reunir na Capital para participar de assembléia geral, a partir das 14h, no auditório do antigo Cine Ritz.
Fonte
O diretor da subsede de Joinville, Valério Rodrigues, tomou à frente nas denúncias que foram expostas na entrada da emergência do hospital. Ele disparou que alguns servidores da instituição estão sofrendo perseguição por parte da administração após o período de greve. Os dirigentes do mesmo hospital contrariaram o acordo firmado após a paralisação, e foram descontos os dias parados no contracheque dos trabalhadores engajados ao movimento.
A diretoria do SindSaúde teve que buscar junto a SES o pagamento destes valores, que já estão regularizados. Mais um golpe foi o corte da HP para alguns funcionários. A doação da casa que foi construída para servir de creche para os filhos dos servidores e que foi entregue a Irmandade pelo projeto do deputado estadual Darcy de Mattos.
Outra reclamação é em relação à triagem realizada pela emergência. Enquanto estava acontecendo o ato público uma senhora – que visivelmente passava mal, teve atendimento negado e foi obrigada a procurar mesmo debilitada o posto de saúde mais próximo. A cena foi registrada pela TV Record que se encontrava no local na hora. A ameaça da OS – Organização Social, também preocupa a categoria. Os servidores temem pela privatização e precarização dos serviços públicos. Na próxima quinta-feira (04), a categoria da saúde irá se reunir na Capital para participar de assembléia geral, a partir das 14h, no auditório do antigo Cine Ritz.
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Sindprevs/SC realiza Plenária Sindical de Base Ampliada Voltar
Sindprevs/SC inicia o ano com um grande evento para a categoria: uma Plenária Sindical de Base Ampliada, que será realizada nos dias 17 e 18 de março, em Florianópolis. Pela primeira vez na história do Sindicato, o Sindprevs/SC realiza uma Plenária Sindical de Base que é voltada para os Diretores de Base e Representantes dos Aposentados e Pensionistas e desta vez será aberta à participação de servidores da base. O objetivo é ampliar a discussão sobre a criação de uma nova Central Sindical no País. A Plenária também debaterá outros assuntos de interesse da categoria.
Os Diretores de base devem organizar as inscrições dos servidores nos locais de trabalho e as inscrições devem ser enviadas ao Sindicato para o endereço eletrônico: vanessa@sindprevs-sc.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . As vagas para a participação dos servidores que não são Diretores de Base e/ou Representantes de Aposentados e Pensionistas serão limitadas. O prazo de encerramento das inscrições é 8 de março. A Plenária será realizada no Praia Brava Hotel (Rua Prof. Ari Kardec Bosco de Melo, 64, Praia Brava, Florianópolis). Confira abaixo a programação da Plenária Sindical de Base Ampliada e organize seu local de trabalho para participar deste importante evento.
Plenária Sindical de Base Ampliada do Sindprevs/SC
17/3 - quarta-feira
8h30min - Papel e importância da Central Sindical e Conjuntura
Palestrantes: Afrânio Boppré (professor de economia) e representantes das tendências políticas
11h - Debate
12h30min – Almoço
13h30min - Trabalho em grupos
Tema: A central que queremos
• Sindical (mundo do trabalho) ou de movimentos
• classista?
• relação da central sindical com partidos e governos
• relação internacional
• imposto sindical
• estrutura e organização sindical (por setor, por ramo ou região?)
16h30min - Intervalo
17h - Apresentação dos trabalhos dos grupos e encaminhamentos
18/3 - quinta-feira
9h - Informes
9h30min - Análise de conjuntura
10h30min - Debate
12h30min – Almoço
14h - Apresentação do parecer do Conselho Fiscal sobre o Plano Orçamentário para 2010 e sobre os balanços patrimoniais de 2009, conforme artigo 63, do Estatuto do Sindprevs/SC
15h30min - Complexo Esportivo e de Lazer Ademir Rosa
16h30min - Intervalo
17h - Outros encaminhamentos para a Assembléia Estadual Geral Ordinária do dia 19/03/201
Fonte
Os Diretores de base devem organizar as inscrições dos servidores nos locais de trabalho e as inscrições devem ser enviadas ao Sindicato para o endereço eletrônico: vanessa@sindprevs-sc.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . As vagas para a participação dos servidores que não são Diretores de Base e/ou Representantes de Aposentados e Pensionistas serão limitadas. O prazo de encerramento das inscrições é 8 de março. A Plenária será realizada no Praia Brava Hotel (Rua Prof. Ari Kardec Bosco de Melo, 64, Praia Brava, Florianópolis). Confira abaixo a programação da Plenária Sindical de Base Ampliada e organize seu local de trabalho para participar deste importante evento.
Plenária Sindical de Base Ampliada do Sindprevs/SC
17/3 - quarta-feira
8h30min - Papel e importância da Central Sindical e Conjuntura
Palestrantes: Afrânio Boppré (professor de economia) e representantes das tendências políticas
11h - Debate
12h30min – Almoço
13h30min - Trabalho em grupos
Tema: A central que queremos
• Sindical (mundo do trabalho) ou de movimentos
• classista?
• relação da central sindical com partidos e governos
• relação internacional
• imposto sindical
• estrutura e organização sindical (por setor, por ramo ou região?)
16h30min - Intervalo
17h - Apresentação dos trabalhos dos grupos e encaminhamentos
18/3 - quinta-feira
9h - Informes
9h30min - Análise de conjuntura
10h30min - Debate
12h30min – Almoço
14h - Apresentação do parecer do Conselho Fiscal sobre o Plano Orçamentário para 2010 e sobre os balanços patrimoniais de 2009, conforme artigo 63, do Estatuto do Sindprevs/SC
15h30min - Complexo Esportivo e de Lazer Ademir Rosa
16h30min - Intervalo
17h - Outros encaminhamentos para a Assembléia Estadual Geral Ordinária do dia 19/03/201
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Encontro Estadual das Assistentes Sociais
Encontro Estadual dos(as) Assistentes Sociais será para os(as) assistentes sociais filiados(as) ao Sindprevs/SC do INSS, do Ministério da Saúde e da Anvisa. Conforme deliberação da Plenária Nacional da Fenasps e do Encontro Nacional de Assistentes Sociais, realizados, respectivamente, de 11 a 13/12/2009 e 6/2/2010, o Sindprevs/SC convoca a todos(as) os(as) assistentes sociais filiados(as) ao Sindprevs/SC do INSS, do Ministério da Saúde e da Anvisa a participarem do Encontro Estadual de Assistentes Sociais no dia 13 de março (sábado), em Florianópolis.
O Encontro discutirá sobre Condições de Trabalho e Carreira e será realizado das 8h30min às 13h, no Hotel Fayal (Rua Felipe Schmidt, 603, Centro), em Florianópolis. As inscrições para o evento devem ser realizadas até o dia 8 de março, pelo endereço eletrônico vanessa@sindprevs-sc.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
Informamos ainda que a hospedagem do evento também será no Hotel Fayal, com entrada no dia 12 de março, a partir das 12 horas e saída no dia 13 de março, às 12 horas. Por favor, divulguem amplamente estas informações aos(às) colegas assistentes sociais do seu local de trabalho.
Fonte
O Encontro discutirá sobre Condições de Trabalho e Carreira e será realizado das 8h30min às 13h, no Hotel Fayal (Rua Felipe Schmidt, 603, Centro), em Florianópolis. As inscrições para o evento devem ser realizadas até o dia 8 de março, pelo endereço eletrônico vanessa@sindprevs-sc.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
Informamos ainda que a hospedagem do evento também será no Hotel Fayal, com entrada no dia 12 de março, a partir das 12 horas e saída no dia 13 de março, às 12 horas. Por favor, divulguem amplamente estas informações aos(às) colegas assistentes sociais do seu local de trabalho.
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Farmacêuticos: Negociação Salarial enfrenta resistência Patronal
A primeira rodada de negociação da convenção coletiva deixou claro que avançar nas conquistas salariais e nos benefícios sugeridos na pauta de reivindicações não será facil e dependerá da mobilização de todos os farmacêuticos. A reunião do SindFar com os sindicatos patronais do comércio aconteceu nesta segunda-feira, dia 22 de fevereiro, na sede da Fecomércio, em Florianópolis.
Além da presidente do SindFar, Caroline Junckes, da diretora Fernanda Mazzini e da assessoria jurídica do SindFar, compareceram ao encontro representantes do Sindicato Varejista de Florianópolis, do Sistema Sincofarma e do Sindicato do Comércio Varejista do Oeste Catarinense. A reivindicação salarial do SindFar chegou a ser ironizada por alguns representantes, sinalizando indisposição em aceitar a proposta dos farmacêuticos catarinenses.
Respeito e valorização
A convenção coletiva é o instrumento que regulamenta as relações de trabalho dos farmacêuticos do setor privado, como jornada de trabalho e reajuste de salário, dentre outros benefícios. Todos os anos, a proposta construída pelo SindFar é aprimorada pelos colegas nas assembleias antes das reuniões com os sindicatos patronais. É documento onde os farmacêuticos materializam os desejos por um salário melhor e condições mais dignas de trabalho.
Neste ano, a pauta prevê reajuste do piso dos farmacêuticos para R$ 2,3 mil, conforme o desejo da maioria dos profissionais que participaram das assembleias presenciais e virtuais entre novembro de 2009 e janeiro de 2010.
Historicamente, o processo de negociação é longo e demanda diversas rodadas. É o momento dos representantes dos profissionais (o SindFar) apresentar a pauta construída pela categoria e defendê-la junto aos patrões. Para o SindFar, a valorização do trabalho farmacêutico é peça fundamental na luta pelo reconhecimento e transformação da farmácia em estabelecimento de saúde, infelizmente ainda enfrentamos como na negociação deste dia 22 empresários com gigantescas dificuldades de reconhecer o valor do trabalho farmacêutico, alguns até duvidando de nossa capacidade intelectual (burros foi a expressão usada na mesa de negociação).
O processo junto ao Tribunal Regional do Trabalho já foi instalado, onde caso frustre as negociações sera julgado nosso dissidio, no entanto o Sindfar insistira no processo de negociação, pois acreditamos na justeza de nossas propostas bem como na capacidade de negociação de uma expressiva parcela de representante do patronato.
érias limitações na compreensão do papel de negocio que possuem Trabalha contra a valorização do farmacêutico quem se opõe à RDC 44 e quem rechaça sistematicamente a proposta da categoria. E quase sempre, esses atores são os mesmos. Esperamos uma postura de respeito à proposta da categoria e o reconhecimento do papel do farmacêutico.
Conhecer, Defender e Divulgar nossas reivindicações
Uma nova rodada foi agendada para o dia 22 de março. Até lá, é preciso que os farmacêuticos façam de nossa pauta de reivindicação um instrumento de luta, conheça, defenda e divulgue nossas reivindicações. No site do SindFar, é possível consultar a íntegra do documento.
Fonte
Além da presidente do SindFar, Caroline Junckes, da diretora Fernanda Mazzini e da assessoria jurídica do SindFar, compareceram ao encontro representantes do Sindicato Varejista de Florianópolis, do Sistema Sincofarma e do Sindicato do Comércio Varejista do Oeste Catarinense. A reivindicação salarial do SindFar chegou a ser ironizada por alguns representantes, sinalizando indisposição em aceitar a proposta dos farmacêuticos catarinenses.
Respeito e valorização
A convenção coletiva é o instrumento que regulamenta as relações de trabalho dos farmacêuticos do setor privado, como jornada de trabalho e reajuste de salário, dentre outros benefícios. Todos os anos, a proposta construída pelo SindFar é aprimorada pelos colegas nas assembleias antes das reuniões com os sindicatos patronais. É documento onde os farmacêuticos materializam os desejos por um salário melhor e condições mais dignas de trabalho.
Neste ano, a pauta prevê reajuste do piso dos farmacêuticos para R$ 2,3 mil, conforme o desejo da maioria dos profissionais que participaram das assembleias presenciais e virtuais entre novembro de 2009 e janeiro de 2010.
Historicamente, o processo de negociação é longo e demanda diversas rodadas. É o momento dos representantes dos profissionais (o SindFar) apresentar a pauta construída pela categoria e defendê-la junto aos patrões. Para o SindFar, a valorização do trabalho farmacêutico é peça fundamental na luta pelo reconhecimento e transformação da farmácia em estabelecimento de saúde, infelizmente ainda enfrentamos como na negociação deste dia 22 empresários com gigantescas dificuldades de reconhecer o valor do trabalho farmacêutico, alguns até duvidando de nossa capacidade intelectual (burros foi a expressão usada na mesa de negociação).
O processo junto ao Tribunal Regional do Trabalho já foi instalado, onde caso frustre as negociações sera julgado nosso dissidio, no entanto o Sindfar insistira no processo de negociação, pois acreditamos na justeza de nossas propostas bem como na capacidade de negociação de uma expressiva parcela de representante do patronato.
érias limitações na compreensão do papel de negocio que possuem Trabalha contra a valorização do farmacêutico quem se opõe à RDC 44 e quem rechaça sistematicamente a proposta da categoria. E quase sempre, esses atores são os mesmos. Esperamos uma postura de respeito à proposta da categoria e o reconhecimento do papel do farmacêutico.
Conhecer, Defender e Divulgar nossas reivindicações
Uma nova rodada foi agendada para o dia 22 de março. Até lá, é preciso que os farmacêuticos façam de nossa pauta de reivindicação um instrumento de luta, conheça, defenda e divulgue nossas reivindicações. No site do SindFar, é possível consultar a íntegra do documento.
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Jornada de 40 horas é desenvolvimento para todos
Artigo: Padre Pedro Baldissera - Deputado Estadual
No início do século XXI, o universo do trabalho, na sociedade brasileira, encontra-se diante de uma encruzilhada semelhante a outras vividas no passado. Como na proibição do trabalho escravo, do trabalho infantil e da massacrante e desumana jornada – que mantinha o trabalhador e sua família praticamente todo o dia em função da produção de bens –, nenhuma escolha aconteceu sem oposição.
Na época, os argumentos dos que defendiam este modelo ultrapassado eram a quebradeira de empresas, o aumento do custo dos bens, a perda da competitividade do país, entre outros. Agora, no debate em torno da jornada de 40 horas semanais, vemos argumentos semelhantes virem à tona.
A história mostrou o equívoco dessa análise. Demonstrou que o aumento da qualidade de vida nas sociedades - o que inclui o aumento do tempo livre, do tempo dedicado ao lazer, à cultura, à vida em comunidade e à família – gerou benefícios e desenvolvimento para todos. Ganharam trabalhadores e empresários, sociedade civil e governos, homens e mulheres, adultos e crianças, negros e brancos.
Dois pontos centrais mostram como a medida avança. Primeiro, a geração de mais de 2,2 milhões de novos empregos. Segundo, aumenta a qualidade da produção, em razão da redução dos problemas gerados pela intensa jornada como, por exemplo, o estresse, a depressão e as lesões por esforço repetitivo.
No mundo moderno, o aumento do tempo livre não é ociosidade. Não são necessários enormes estudos sócio-psicológicos para afirmar que a motivação é essencial à qualidade na produção, e mesmo, para a quantidade dela. A motivação para o trabalho é uma resultante do bem-estar físico e mental do trabalhador. Ela se dá quando este é bem remunerado e possui tempo para se capacitar, para desenvolver atividades que lhe são benéficas, como estar com a família, freqüentar um cinema, ler um livro.
O Brasil enfrentou melhor do que outros países a crise internacional por investir no aumento do mercado interno, na ampliação do número de consumidores e na recuperação dos salários deteriorados pelos anos do neoliberalismo.
Todos os indicadores econômicos mostram que o País tem condições favoráveis à redução da jornada de trabalho, sem redução de salários. Produtividade, relação salário-custo na produção e, mesmo na comparação entre nossa jornada e de países desenvolvidos, tudo favorece.
A nova configuração aumentará o número de consumidores, a massa salarial e, por consequência, o comércio interno, elevando também a produção e acelerando o ciclo de desenvolvimento. Para seguir crescendo é necessário que o equivocado e ultrapassado argumento dos Senhores de Engenho permaneça no passado.
Um país é competitivo internacionalmente quando alcança conquistas para todos. Uma sociedade é desenvolvida quando os benefícios do desenvolvimento são apropriados e utilizados por todos.
Autor: Padre Pedro Baldissera - Deputado Estadual desde 2003, prefeito de Guaraciaba por duas gestões (1996-2002), é formado em Filosofia, Pedagogia e Teologia.
Fonte
No início do século XXI, o universo do trabalho, na sociedade brasileira, encontra-se diante de uma encruzilhada semelhante a outras vividas no passado. Como na proibição do trabalho escravo, do trabalho infantil e da massacrante e desumana jornada – que mantinha o trabalhador e sua família praticamente todo o dia em função da produção de bens –, nenhuma escolha aconteceu sem oposição.
Na época, os argumentos dos que defendiam este modelo ultrapassado eram a quebradeira de empresas, o aumento do custo dos bens, a perda da competitividade do país, entre outros. Agora, no debate em torno da jornada de 40 horas semanais, vemos argumentos semelhantes virem à tona.
A história mostrou o equívoco dessa análise. Demonstrou que o aumento da qualidade de vida nas sociedades - o que inclui o aumento do tempo livre, do tempo dedicado ao lazer, à cultura, à vida em comunidade e à família – gerou benefícios e desenvolvimento para todos. Ganharam trabalhadores e empresários, sociedade civil e governos, homens e mulheres, adultos e crianças, negros e brancos.
Dois pontos centrais mostram como a medida avança. Primeiro, a geração de mais de 2,2 milhões de novos empregos. Segundo, aumenta a qualidade da produção, em razão da redução dos problemas gerados pela intensa jornada como, por exemplo, o estresse, a depressão e as lesões por esforço repetitivo.
No mundo moderno, o aumento do tempo livre não é ociosidade. Não são necessários enormes estudos sócio-psicológicos para afirmar que a motivação é essencial à qualidade na produção, e mesmo, para a quantidade dela. A motivação para o trabalho é uma resultante do bem-estar físico e mental do trabalhador. Ela se dá quando este é bem remunerado e possui tempo para se capacitar, para desenvolver atividades que lhe são benéficas, como estar com a família, freqüentar um cinema, ler um livro.
O Brasil enfrentou melhor do que outros países a crise internacional por investir no aumento do mercado interno, na ampliação do número de consumidores e na recuperação dos salários deteriorados pelos anos do neoliberalismo.
Todos os indicadores econômicos mostram que o País tem condições favoráveis à redução da jornada de trabalho, sem redução de salários. Produtividade, relação salário-custo na produção e, mesmo na comparação entre nossa jornada e de países desenvolvidos, tudo favorece.
A nova configuração aumentará o número de consumidores, a massa salarial e, por consequência, o comércio interno, elevando também a produção e acelerando o ciclo de desenvolvimento. Para seguir crescendo é necessário que o equivocado e ultrapassado argumento dos Senhores de Engenho permaneça no passado.
Um país é competitivo internacionalmente quando alcança conquistas para todos. Uma sociedade é desenvolvida quando os benefícios do desenvolvimento são apropriados e utilizados por todos.
Autor: Padre Pedro Baldissera - Deputado Estadual desde 2003, prefeito de Guaraciaba por duas gestões (1996-2002), é formado em Filosofia, Pedagogia e Teologia.
Fonte
CUT repudia jornalista da RBS que chama de vadios e vagabundos quem defende a redução da jornada
Um movimento de centenas de vadios, de vagabundos da vida. Esta foi a definição dada pelo jornalista Luiz Carlos Prates à campanha nacional pela redução da jornada de trabalho, no programa Jornal do Almoço, exibido pela RBS no dia 19/02.
Com esta e outras declarações do tipo, o jornalista insulta publicamente todos os homens e mulheres que cotidianamente lutam por avanços nos direitos da classe trabalhadora em busca de uma sociedade justa, solidária e igualitária.
Não bastando os insultos, Prates mente ao afirmar que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não gerará postos de trabalho e ofende os trabalhadores que estão sem emprego, afirmando que só estão desempregados porque não têm qualificação ou não têm ânimo para o trabalho.
Raivoso, Prates finaliza dizendo que se não houver reação por parte do empresariado e dos investidores que, segundo ele, são os responsáveis “pelo o país ainda estar de pé”, o atual governo quebra o país.
A CUT lamenta que pensamentos como estes, que não se baseiam em nada além do ódio de parte das elites em relação aos trabalhadores, aos movimentos sociais e a tudo que é democrático e popular, ainda se perpetuem em pleno século XXI e continuem a ser disseminados pelos veículos de comunicação.
Não é preciso ir muito longe para constatarmos que estas manifestações são de tempos em tempos recorrentes. Em 1988, ano em que a jornada semanal de trabalho foi reduzida constitucionalmente de 48 para 44 horas semanais, representantes das elites conservadoras e reacionárias vociferaram que a redução significaria uma tragédia para o Brasil, como fez Luiz Prates na RBS. Porém, nada aconteceu em decorrência da jornada menor, e é fato comprovado que os problemas econômicos que o Brasil enfrentou nos períodos seguintes, em nada tiveram ligação com as 44 horas.
Obviamente declarações como as feitas por Prates tentam ocultar benefícios que a redução da jornada trará para a maioria da sociedade e para desenvolvimento econômico do Brasil. Um dos benefícios é a possibilidade de os trabalhadores e trabalhadoras se qualificarem ainda mais, seja educacional e profissionalmente. Atualmente, as extensas jornadas não permitem isso. Caso do setor de comércio e serviços, onde a média semanal é de até 56 horas em São Paulo, segundo o Dieese.
A redução da jornada de trabalho sem redução de salários, além de gerar mais de 2 milhões de empregos, como demonstram os estudos do Dieese, também possibilita a melhoraria da qualidade de vida, já que os trabalhadores/as terão mais tempo para o convívio familiar, para o lazer, para atividades sociais e culturais tão importantes para a vida e para o país que se desenvolverá ainda mais com o aumento do consumo e da produção.
Portanto, trata-se de uma luta hegemônica, de evidente luta de classes que a elite conservadora acirra ainda mais neste ano de eleições, na tentativa de impedir a continuidade do projeto democrático-popular iniciado no atual governo e aprovado pela maioria da população. De um lado está esta elite, defensora dos interesses de parte dos empresários – representantes do retrocesso, do lucro a todo custo, da não distribuição de renda – e, de outro, os movimentos sociais organizados, representando os interesses dos trabalhadores e das trabalhadoras, das pessoas que de fato constroem o país e de todos os que lutam por uma sociedade justa, igualitária, com distribuição de renda, trabalho e direitos.
Fonte: CUT Fecesc
Com esta e outras declarações do tipo, o jornalista insulta publicamente todos os homens e mulheres que cotidianamente lutam por avanços nos direitos da classe trabalhadora em busca de uma sociedade justa, solidária e igualitária.
Não bastando os insultos, Prates mente ao afirmar que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não gerará postos de trabalho e ofende os trabalhadores que estão sem emprego, afirmando que só estão desempregados porque não têm qualificação ou não têm ânimo para o trabalho.
Raivoso, Prates finaliza dizendo que se não houver reação por parte do empresariado e dos investidores que, segundo ele, são os responsáveis “pelo o país ainda estar de pé”, o atual governo quebra o país.
A CUT lamenta que pensamentos como estes, que não se baseiam em nada além do ódio de parte das elites em relação aos trabalhadores, aos movimentos sociais e a tudo que é democrático e popular, ainda se perpetuem em pleno século XXI e continuem a ser disseminados pelos veículos de comunicação.
Não é preciso ir muito longe para constatarmos que estas manifestações são de tempos em tempos recorrentes. Em 1988, ano em que a jornada semanal de trabalho foi reduzida constitucionalmente de 48 para 44 horas semanais, representantes das elites conservadoras e reacionárias vociferaram que a redução significaria uma tragédia para o Brasil, como fez Luiz Prates na RBS. Porém, nada aconteceu em decorrência da jornada menor, e é fato comprovado que os problemas econômicos que o Brasil enfrentou nos períodos seguintes, em nada tiveram ligação com as 44 horas.
Obviamente declarações como as feitas por Prates tentam ocultar benefícios que a redução da jornada trará para a maioria da sociedade e para desenvolvimento econômico do Brasil. Um dos benefícios é a possibilidade de os trabalhadores e trabalhadoras se qualificarem ainda mais, seja educacional e profissionalmente. Atualmente, as extensas jornadas não permitem isso. Caso do setor de comércio e serviços, onde a média semanal é de até 56 horas em São Paulo, segundo o Dieese.
A redução da jornada de trabalho sem redução de salários, além de gerar mais de 2 milhões de empregos, como demonstram os estudos do Dieese, também possibilita a melhoraria da qualidade de vida, já que os trabalhadores/as terão mais tempo para o convívio familiar, para o lazer, para atividades sociais e culturais tão importantes para a vida e para o país que se desenvolverá ainda mais com o aumento do consumo e da produção.
Portanto, trata-se de uma luta hegemônica, de evidente luta de classes que a elite conservadora acirra ainda mais neste ano de eleições, na tentativa de impedir a continuidade do projeto democrático-popular iniciado no atual governo e aprovado pela maioria da população. De um lado está esta elite, defensora dos interesses de parte dos empresários – representantes do retrocesso, do lucro a todo custo, da não distribuição de renda – e, de outro, os movimentos sociais organizados, representando os interesses dos trabalhadores e das trabalhadoras, das pessoas que de fato constroem o país e de todos os que lutam por uma sociedade justa, igualitária, com distribuição de renda, trabalho e direitos.
Fonte: CUT Fecesc
Trabalhadores em greve pela aplicação do Piso Estadual
Os trabalhadores da Empresa Tronic – Indústria de Materiais Esportivos Ltda estão em greve desde quinta-feira (25/02) pela aplicação do piso salarial estadual no valor de R$ 616,00 conforme estabelece a Lei 459/09. Este valor, se aplicado, representa 17,11% de ganho real para os trabalhadores.
A empresa da base do SITRIVESCH (STI Fiação, Tecelagem e Vestuário de Chapecó e Oeste de SC) alegou que não é obrigada a cumprir a lei motivo que levou os trabalhadores a decidirem por entrar em estado de greve na Assembléia realizada no dia 08/02. Segundo informações da direção do Sitrivesch, 100% da produção está paralizada. Do total de 184 trabalhadores, mais de 150 estão parados.
Informes do Sitrivesch / Fetiesc / Dieese
A empresa da base do SITRIVESCH (STI Fiação, Tecelagem e Vestuário de Chapecó e Oeste de SC) alegou que não é obrigada a cumprir a lei motivo que levou os trabalhadores a decidirem por entrar em estado de greve na Assembléia realizada no dia 08/02. Segundo informações da direção do Sitrivesch, 100% da produção está paralizada. Do total de 184 trabalhadores, mais de 150 estão parados.
Informes do Sitrivesch / Fetiesc / Dieese
A retomada do mercado interno no Brasil
Artigo: José Álvaro de Lima Cardoso - Economista e supervisor técnico do DIEESE em SC.
No atual cenário da economia mundial, bastante turbulento e tenso, em função da possibilidade de insolvência de alguns orçamentos nacionais de países da União Européia e proximidades, são as economias emergentes que darão o tom do crescimento em 2010. A situação nesses países em geral é de crescimento e de uma situação fiscal muito melhor que a dos países desenvolvidos.
É o caso do Brasil. Embalado pela recuperação do emprego e pela ampliação da oferta do crédito, o comércio varejista brasileiro cresceu, em 2009, 5,9% em volume de vendas e 10% em receita, em relação ao ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC-IBGE).
Em dezembro de 2009 comparado com o mesmo mês do ano anterior, o incremento no volume de vendas foi de 9,1% e na receita nominal, de 11,9%. O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão no volume de vendas em 2009 de 8,3% em relação ao ano anterior, resultado que o levou a responder por um 67,8% da taxa anual do varejo, segundo o IBGE.
A base de comparação é fraca, devido ao auge do impacto da crise global, mas assim mesmo o resultado é muito expressivo, pois o comércio registrou uma retração bem menos brusca no começo do ano passado do que a indústria. Enquanto o comércio apresentou o citado desempenho nos 12 meses encerrados em novembro do ano passado, a indústria ainda acumulava queda de 9,7% na produção.
Informações veiculadas diariamente na mídia dão conta que a demanda continua firme mesmo depois do fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca no fim de janeiro, em função da formação de estoques pelas redes, com o imposto mais baixo.
Além das vendas de televisores, impulsionadas pela aproximação da Copa do Mundo, o consumidor tem adquirido outros produtos como câmeras digitais, e TVs com novas tecnologias. As compras através da internet, ou por catálogo, também respondem por parte desse vigor do setor varejista.
Este forte desempenho do comércio está diretamente relacionado à retomada do mercado interno causada pela: recuperação do crédito, inadimplência controlada, expansão da massa salarial e forte recuperação do mercado de trabalho.
Mas este ritmo de elevação do consumo, apesar de surpreendente para este período do ano, não deve causar desequilíbrios, em função da retomada dos investimentos, que já vem correndo desde o terceiro trimestre de 2009.
Os sinais de recuperação do investimento no Brasil estão por toda a parte, anunciados pelos maiores grupos empresariais do país, tanto na indústria, quanto no comércio varejista. E não se limita às grandes redes, especialmente no comércio varejista.
É esperado que a taxa de investimentos cresça 15% em 2010, atingindo 18% do PIB. Em função disso, um consumo elevado neste ano, de 10% ou mais, pode ser absorvido pela oferta interna de produtos, além da possibilidade de importação.
Fonte: Dieese
No atual cenário da economia mundial, bastante turbulento e tenso, em função da possibilidade de insolvência de alguns orçamentos nacionais de países da União Européia e proximidades, são as economias emergentes que darão o tom do crescimento em 2010. A situação nesses países em geral é de crescimento e de uma situação fiscal muito melhor que a dos países desenvolvidos.
É o caso do Brasil. Embalado pela recuperação do emprego e pela ampliação da oferta do crédito, o comércio varejista brasileiro cresceu, em 2009, 5,9% em volume de vendas e 10% em receita, em relação ao ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC-IBGE).
Em dezembro de 2009 comparado com o mesmo mês do ano anterior, o incremento no volume de vendas foi de 9,1% e na receita nominal, de 11,9%. O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão no volume de vendas em 2009 de 8,3% em relação ao ano anterior, resultado que o levou a responder por um 67,8% da taxa anual do varejo, segundo o IBGE.
A base de comparação é fraca, devido ao auge do impacto da crise global, mas assim mesmo o resultado é muito expressivo, pois o comércio registrou uma retração bem menos brusca no começo do ano passado do que a indústria. Enquanto o comércio apresentou o citado desempenho nos 12 meses encerrados em novembro do ano passado, a indústria ainda acumulava queda de 9,7% na produção.
Informações veiculadas diariamente na mídia dão conta que a demanda continua firme mesmo depois do fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca no fim de janeiro, em função da formação de estoques pelas redes, com o imposto mais baixo.
Além das vendas de televisores, impulsionadas pela aproximação da Copa do Mundo, o consumidor tem adquirido outros produtos como câmeras digitais, e TVs com novas tecnologias. As compras através da internet, ou por catálogo, também respondem por parte desse vigor do setor varejista.
Este forte desempenho do comércio está diretamente relacionado à retomada do mercado interno causada pela: recuperação do crédito, inadimplência controlada, expansão da massa salarial e forte recuperação do mercado de trabalho.
Mas este ritmo de elevação do consumo, apesar de surpreendente para este período do ano, não deve causar desequilíbrios, em função da retomada dos investimentos, que já vem correndo desde o terceiro trimestre de 2009.
Os sinais de recuperação do investimento no Brasil estão por toda a parte, anunciados pelos maiores grupos empresariais do país, tanto na indústria, quanto no comércio varejista. E não se limita às grandes redes, especialmente no comércio varejista.
É esperado que a taxa de investimentos cresça 15% em 2010, atingindo 18% do PIB. Em função disso, um consumo elevado neste ano, de 10% ou mais, pode ser absorvido pela oferta interna de produtos, além da possibilidade de importação.
Fonte: Dieese
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