Os trabalhadores da Saúde do Estado realizaram manifestação no centro de Florianópolis na tarde deste 06/12, em repúdio à falta de negociação por parte do governo Colombo após mais de 40 dias de paralisação. O SINJUSC e o Núcleo de Aposentados participaram do ato, em apoio às reivindicações dos trabalhadores.
Os trabalhadores da Prefeitura da Capital também participaram do ato após assembleia que deliberou greve geral no serviço público municipal a partir de terça-feira. Eles cobram do prefeito Dário Berger o cumprimento de acordo firmado em março último, de reestruturação das carreiras e reajustes de vencimentos.
O SINJUSC, junto com outros sindicatos e organizações sociais, caminhou junto com os manifestantes. Em entrevista para a Rádio Campeche, o diretor Volnei Rosalen destacou que os trabalhadores somente estão paralisados por conta da orientação dada ao Estado pelos eleitos, e que há recursos disponíveis e possibilidades de chegar a um acordo tanto no caso de Colombo quanto no de Berger.
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
A saúde em Santa Catarina
Texto da Jornalista Elaine Tavares sobre a situação da Saúde em Santa Catarina
As mulheres falavam alto, porque, afinal, o ônibus é espaço pedagógico. Discutiam a greve dos trabalhadores da saúde que, em Santa Catarina, já passa dos 30 dias. No dia anterior trabalhadores do transporte público e os bancários haviam feito uma paralisação em apoio aos grevistas, provocando horas de filas e ansiedade, tendo o apoio de estudantes, sindicalistas e militantes sociais.
E, no dia seguinte, a imprensa catarinense tocava o pau em todo mundo, alegando que o "pobre" governador Raimundo Colombo, não tinha como dar o aumento "absurdo" que os trabalhadores pediam. Não bastasse isso, ainda vinham os "baderneiros" dos motoristas e cobradores fazer confusão.
O tema era esse. As mulheres discutiam a eterna capacidade da imprensa de distorcer os fatos. Ao longo da greve, passa para a população a ideia de que o "absurdo" é os trabalhadores quererem aumento, e não o fato de um governo deixar a população sem atendimento de saúde simplesmente porque não quer se render à luta.
Algumas pessoas viravam o rosto com um olhar fulminante até as mulheres, numa clara atitude de discordância. Certamente acreditavam na imprensa e nas inverdades que cria.
Mas, no banco da frente, uma outra mulher espiava com o rabo do olho, até que não se conteve. "As pessoas não sabem o que a gente passa". Explicou que era trabalhadora da saúde, aposentada há alguns anos. "O que faz os trabalhadores entrarem em greve agora é que foi tirada do salário a hora-plantão,
E é isso que dá alguma dignidade ao que a gente ganha. Sem isso, o meu salário, por exemplo, fica 800 reais. Como é que uma família vai se sustentar assim?".
Então, enquanto partilhavam o trajeto, as mulheres foram ouvindo aquela cuidadora de gente. Ela contou que a maioria dos trabalhadores da saúde é obrigada a ter dois e até três empregos para garantir um salário digno.
E que isso se reflete no trabalho. "Imagine a gente passar duas, três noites sem dormir, nos plantões. Quanto erros não são cometidos? O perigo que isso é? Não porque a gente seja incompetente, é o cansaço. Fico pensando porque as pessoas não se indignam com isso.
Amanhã ou depois elas vão parar num hospital e vão ser cuidadas por nós, trabalhadores esgotados, cansados, aturdidos. Isso sim deveria ser discutido".
A greve na saúde é de fato um transtorno e uma fonte de dor. Os empobrecidos, que sofrem tanto no dia-a-dia, sem médico, sem atendimento digno, sem acesso aos equipamentos modernos de diagnósticos, sem opções de tratamento nas cidades do interior, submetidos a ambulancioterapia, acabam enfrentando mais um obstáculo.
Mas, se formos observar bem, nada muito diferente do cotidiano, o qual só é vencido por conta desses mesmos trabalhadores, alguns deles verdadeiros heróis, que conseguem tirar leite de pedra.
O governador Raimundo Colombo, que não precisa de atendimento público, prefere ignorar o grito dos trabalhadores. Faz queda de braço e se mantém inflexível. A imprensa reproduz os argumentos dizendo que o Estado não tem condições de dar a gratificação que substituiria a hora-plantão.
Observem que a reivindicação dos trabalhadores ainda é modesta: apenas uma gratificação, que viria para substituir a hora-plantão, diminuída ou retirada. Ainda assim, o governador manda corta salários, humilha, recebe com gás de pimenta.
Ora, não tem condições de dar a gratificação? Segundo dados do governo, no Portal da Transparência, só em recursos próprios o estado arrecada por mês 12 milhões para a saúde, gastando apenas 1,5 com pessoal.
Do total do orçamento anual a saúde representa 15% de gasto. Que tal então cortar os comissionados que têm salários variando de 5 a 12 mil? Ou a publicidade, que consome 110 milhões ao ano? Dinheiro o estado tem, o fato que não quer investir na saúde. É, porque salário é investimento.
A questão é simples. Um trabalhador como o da saúde, que atua diretamente na sustentação da vida, precisa estar bem pago e bem descansado. O certo seria ter um único emprego, descansar o suficiente para poder cuidar bem de si e dos outros.
Mas, o que se vê é um trabalhador desesperado, esgotado pelo excesso de trabalho, tendo de atuar com uma estrutura sucateada, um sistema desmontado, equilibrando-se no milagre. É esse o que cuida do doente, que pode ser o teu filho ou tua mãe. Aí está o ponto que deveria ser discutido pela imprensa.
O ódio da população deveria voltar-se para isso. Para o descaso com a saúde pública, com os trabalhadores, com a estrutura dos postos e dos hospitais. Mas, a maioria das gentes prefere odiar o trabalhador que luta.
E mais, quando um trabalhador, esgotado pela exploração, comete um erro que custa a vida de alguém, todos os holofotes se voltam contra ele, apontado como o monstro, o assassino, o irresponsável. Lembram da enfermeira que injetou café na veia de uma pessoa?
Pois é. Essa é crucificada! Não há nenhum dedo apontando para o Estado, para o governador, o prefeito ou para o diretor do hospital. A culpa é sempre individual, e do mais fraco.
O fato é que o desmonte da saúde é responsabilidade de quem governa, de quem gere os recursos, de quem decide para onde vai cada centavo. A negativa da gratificação aos trabalhadores é só uma ponta do problema.
Há que pagar os trabalhadores, garantir a sua dignidade, há que garantir atendimento à população nos postos de saúde, nos hospitais, há que modernizar a estrutura, garantir os melhores equipamentos. E as pessoas também precisam se mobilizar para que isso aconteça de fato. Não basta choramingar. Há que lutar.
Mas, para isso seria necessária uma articulação estadual e nacional, para além do sindical, que pudesse avançar para uma mudança radical do Estado brasileiro. Esse é o desafio da esquerda nacional. Ser capaz de gestar no meio das gentes o desejo de um mundo outro, que não esse, no qual os direitos precisam ser diuturnamente lembrados, na esgrima com o poder.
Resta saber se isso é possível num país onde as lideranças sindicais e sociais estão - na maioria - domesticadas e cooptadas.
As mulheres falavam alto, porque, afinal, o ônibus é espaço pedagógico. Discutiam a greve dos trabalhadores da saúde que, em Santa Catarina, já passa dos 30 dias. No dia anterior trabalhadores do transporte público e os bancários haviam feito uma paralisação em apoio aos grevistas, provocando horas de filas e ansiedade, tendo o apoio de estudantes, sindicalistas e militantes sociais.
E, no dia seguinte, a imprensa catarinense tocava o pau em todo mundo, alegando que o "pobre" governador Raimundo Colombo, não tinha como dar o aumento "absurdo" que os trabalhadores pediam. Não bastasse isso, ainda vinham os "baderneiros" dos motoristas e cobradores fazer confusão.
O tema era esse. As mulheres discutiam a eterna capacidade da imprensa de distorcer os fatos. Ao longo da greve, passa para a população a ideia de que o "absurdo" é os trabalhadores quererem aumento, e não o fato de um governo deixar a população sem atendimento de saúde simplesmente porque não quer se render à luta.
Algumas pessoas viravam o rosto com um olhar fulminante até as mulheres, numa clara atitude de discordância. Certamente acreditavam na imprensa e nas inverdades que cria.
Mas, no banco da frente, uma outra mulher espiava com o rabo do olho, até que não se conteve. "As pessoas não sabem o que a gente passa". Explicou que era trabalhadora da saúde, aposentada há alguns anos. "O que faz os trabalhadores entrarem em greve agora é que foi tirada do salário a hora-plantão,
E é isso que dá alguma dignidade ao que a gente ganha. Sem isso, o meu salário, por exemplo, fica 800 reais. Como é que uma família vai se sustentar assim?".
Então, enquanto partilhavam o trajeto, as mulheres foram ouvindo aquela cuidadora de gente. Ela contou que a maioria dos trabalhadores da saúde é obrigada a ter dois e até três empregos para garantir um salário digno.
E que isso se reflete no trabalho. "Imagine a gente passar duas, três noites sem dormir, nos plantões. Quanto erros não são cometidos? O perigo que isso é? Não porque a gente seja incompetente, é o cansaço. Fico pensando porque as pessoas não se indignam com isso.
Amanhã ou depois elas vão parar num hospital e vão ser cuidadas por nós, trabalhadores esgotados, cansados, aturdidos. Isso sim deveria ser discutido".
A greve na saúde é de fato um transtorno e uma fonte de dor. Os empobrecidos, que sofrem tanto no dia-a-dia, sem médico, sem atendimento digno, sem acesso aos equipamentos modernos de diagnósticos, sem opções de tratamento nas cidades do interior, submetidos a ambulancioterapia, acabam enfrentando mais um obstáculo.
Mas, se formos observar bem, nada muito diferente do cotidiano, o qual só é vencido por conta desses mesmos trabalhadores, alguns deles verdadeiros heróis, que conseguem tirar leite de pedra.
O governador Raimundo Colombo, que não precisa de atendimento público, prefere ignorar o grito dos trabalhadores. Faz queda de braço e se mantém inflexível. A imprensa reproduz os argumentos dizendo que o Estado não tem condições de dar a gratificação que substituiria a hora-plantão.
Observem que a reivindicação dos trabalhadores ainda é modesta: apenas uma gratificação, que viria para substituir a hora-plantão, diminuída ou retirada. Ainda assim, o governador manda corta salários, humilha, recebe com gás de pimenta.
Ora, não tem condições de dar a gratificação? Segundo dados do governo, no Portal da Transparência, só em recursos próprios o estado arrecada por mês 12 milhões para a saúde, gastando apenas 1,5 com pessoal.
Do total do orçamento anual a saúde representa 15% de gasto. Que tal então cortar os comissionados que têm salários variando de 5 a 12 mil? Ou a publicidade, que consome 110 milhões ao ano? Dinheiro o estado tem, o fato que não quer investir na saúde. É, porque salário é investimento.
A questão é simples. Um trabalhador como o da saúde, que atua diretamente na sustentação da vida, precisa estar bem pago e bem descansado. O certo seria ter um único emprego, descansar o suficiente para poder cuidar bem de si e dos outros.
Mas, o que se vê é um trabalhador desesperado, esgotado pelo excesso de trabalho, tendo de atuar com uma estrutura sucateada, um sistema desmontado, equilibrando-se no milagre. É esse o que cuida do doente, que pode ser o teu filho ou tua mãe. Aí está o ponto que deveria ser discutido pela imprensa.
O ódio da população deveria voltar-se para isso. Para o descaso com a saúde pública, com os trabalhadores, com a estrutura dos postos e dos hospitais. Mas, a maioria das gentes prefere odiar o trabalhador que luta.
E mais, quando um trabalhador, esgotado pela exploração, comete um erro que custa a vida de alguém, todos os holofotes se voltam contra ele, apontado como o monstro, o assassino, o irresponsável. Lembram da enfermeira que injetou café na veia de uma pessoa?
Pois é. Essa é crucificada! Não há nenhum dedo apontando para o Estado, para o governador, o prefeito ou para o diretor do hospital. A culpa é sempre individual, e do mais fraco.
O fato é que o desmonte da saúde é responsabilidade de quem governa, de quem gere os recursos, de quem decide para onde vai cada centavo. A negativa da gratificação aos trabalhadores é só uma ponta do problema.
Há que pagar os trabalhadores, garantir a sua dignidade, há que garantir atendimento à população nos postos de saúde, nos hospitais, há que modernizar a estrutura, garantir os melhores equipamentos. E as pessoas também precisam se mobilizar para que isso aconteça de fato. Não basta choramingar. Há que lutar.
Mas, para isso seria necessária uma articulação estadual e nacional, para além do sindical, que pudesse avançar para uma mudança radical do Estado brasileiro. Esse é o desafio da esquerda nacional. Ser capaz de gestar no meio das gentes o desejo de um mundo outro, que não esse, no qual os direitos precisam ser diuturnamente lembrados, na esgrima com o poder.
Resta saber se isso é possível num país onde as lideranças sindicais e sociais estão - na maioria - domesticadas e cooptadas.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Movimentos Sindicais cobram postura diferente do governo do Estado
Movimentos Sociais e Sindicais são recebidos pelo Secretario de negociação do estado, para tratar sobre a greve da saúde.
Uma comissão representativa dos Movimentos Sociais e Sindicais catarinenses, participaram hoje pela manhã, dia 30 de novembro, de uma audiência com o gerente de Auditoria da Folha de Pessoal da Secretaria da Administração, Décio Augusto de Vargas.
O grupo tinha como objetivo pedir para que o governo sente para negociar com os/as servidores/as da saúde, mas novamente recebeu uma negativa, mostrando mais uma vez a falta de respeito e consideração que o governo do estado tem para com os seus/suas trabalhadores/as.
Além do tratamento abrupto que o governo tem dado para os/as servidores/as grevistas, bloqueando a folha de pagamento e registrando Boletim de Ocorrência, com alegação de abandono de incapaz, caracterizando os/as grevistas como criminosos/as. Agora ele trata os Movimentos Sindicais e Sociais de Santa Catarina de forma desrespeitosa, seja jogando spray de pimenta nos/as sindicalistas, como aconteceu na última segunda dia 26 de novembro, e até não valorizando o pedido das entidades para que o governo negocie com os/as servidores/as.
Na audiência foram levantados diversos pontos e questionamentos sobre a precarização do serviço público e em especial do setor da saúde, de acordo com Anna Julia Rodrigues, Secretaria Geral da CUT-SC, todas estas falhas caracterizam a falta de gestão do serviço público por parte do governo do estado e a falta de uma política salarial “Hoje são mais de mil servidores/as da saúde que estão em greve, o gestor maior que é o governo precisa sentar com o sindicato para que possam chegar num consenso. O que nós queremos, como representantes de entidades sindicais e sociais, é saúde pública de qualidade e que o/a servidor/a seja valorizado/a”, ressaltou Anna Julia.
Representante do Fórum Catarinense em Defesa da Saúde pública e professora da Rede estadual de ensino, Adriana Carvalho, destacou que não há possibilidade de acabar um movimento grevista sem uma proposta concreta por parte do estado “Nós da educação estamos cansados disto, da outra vez que nós fizemos greve na educação, nós voltamos a trabalhar e o governo não sentou para negociar conosco, então essa possibilidade não existe, os/as servidores/as da saúde só voltam a trabalhar depois de uma proposta decente deste governo”.
O representante da Associação dos Praças de Santa Catarina – Aprasc, Manoel João Costa, destacou que a culpa deste estado de caos é do governo “Não dá para o governo penalizar os/as servidores/as, quem criou esta situação foi uma atitude irresponsável do governo. Não dá agora para o governo se esconder e vir com a conversa de que não negocia, é preciso ter uma postura e resolver o caos que ele mesmo colocou”.
Para finalizar a audiência, percebendo a falta de flexibilidade e desinteresse por parte do Secretário em resolver e atender a categoria dos/as servidores/as da saúde, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano, Rodoviário, Turismo, Fretamento e Escolar de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis – Sintraturb, Dionísio Lendel, alertou do caos que o estado pode ter, caso não solucione o problema com os/as servidores/as da saúde “O nosso recado foi dado, agora a luta é de toda classe trabalhadora, essa greve da saúde passou o portão entre saúde e governo e já perpassa por toda a população. Nós enquanto trabalhadores/as vamos cumprir o nosso papel histórico e o quanto for preciso nós vamos fazer a luta”, ressaltou Dionísio.
A greve da saúde continua e agora os Movimentos Sociais e Sindicais programam atividades e manifestações para o decorrer da semana que vem, o governo continua irredutível, mas esta atitude esta fortalecendo cada vez mais e unindo todos/as os/as servidores/as públicos e trabalhadores/as da iniciativa privada, pois saúde, educação, segurança e transporte fazem parte das políticas públicas e afetam toda a população. Fonte: CUT/SC por Sílvia Medeiros.
Uma comissão representativa dos Movimentos Sociais e Sindicais catarinenses, participaram hoje pela manhã, dia 30 de novembro, de uma audiência com o gerente de Auditoria da Folha de Pessoal da Secretaria da Administração, Décio Augusto de Vargas.
O grupo tinha como objetivo pedir para que o governo sente para negociar com os/as servidores/as da saúde, mas novamente recebeu uma negativa, mostrando mais uma vez a falta de respeito e consideração que o governo do estado tem para com os seus/suas trabalhadores/as.
Além do tratamento abrupto que o governo tem dado para os/as servidores/as grevistas, bloqueando a folha de pagamento e registrando Boletim de Ocorrência, com alegação de abandono de incapaz, caracterizando os/as grevistas como criminosos/as. Agora ele trata os Movimentos Sindicais e Sociais de Santa Catarina de forma desrespeitosa, seja jogando spray de pimenta nos/as sindicalistas, como aconteceu na última segunda dia 26 de novembro, e até não valorizando o pedido das entidades para que o governo negocie com os/as servidores/as.
Na audiência foram levantados diversos pontos e questionamentos sobre a precarização do serviço público e em especial do setor da saúde, de acordo com Anna Julia Rodrigues, Secretaria Geral da CUT-SC, todas estas falhas caracterizam a falta de gestão do serviço público por parte do governo do estado e a falta de uma política salarial “Hoje são mais de mil servidores/as da saúde que estão em greve, o gestor maior que é o governo precisa sentar com o sindicato para que possam chegar num consenso. O que nós queremos, como representantes de entidades sindicais e sociais, é saúde pública de qualidade e que o/a servidor/a seja valorizado/a”, ressaltou Anna Julia.
Representante do Fórum Catarinense em Defesa da Saúde pública e professora da Rede estadual de ensino, Adriana Carvalho, destacou que não há possibilidade de acabar um movimento grevista sem uma proposta concreta por parte do estado “Nós da educação estamos cansados disto, da outra vez que nós fizemos greve na educação, nós voltamos a trabalhar e o governo não sentou para negociar conosco, então essa possibilidade não existe, os/as servidores/as da saúde só voltam a trabalhar depois de uma proposta decente deste governo”.
O representante da Associação dos Praças de Santa Catarina – Aprasc, Manoel João Costa, destacou que a culpa deste estado de caos é do governo “Não dá para o governo penalizar os/as servidores/as, quem criou esta situação foi uma atitude irresponsável do governo. Não dá agora para o governo se esconder e vir com a conversa de que não negocia, é preciso ter uma postura e resolver o caos que ele mesmo colocou”.
Para finalizar a audiência, percebendo a falta de flexibilidade e desinteresse por parte do Secretário em resolver e atender a categoria dos/as servidores/as da saúde, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano, Rodoviário, Turismo, Fretamento e Escolar de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis – Sintraturb, Dionísio Lendel, alertou do caos que o estado pode ter, caso não solucione o problema com os/as servidores/as da saúde “O nosso recado foi dado, agora a luta é de toda classe trabalhadora, essa greve da saúde passou o portão entre saúde e governo e já perpassa por toda a população. Nós enquanto trabalhadores/as vamos cumprir o nosso papel histórico e o quanto for preciso nós vamos fazer a luta”, ressaltou Dionísio.
A greve da saúde continua e agora os Movimentos Sociais e Sindicais programam atividades e manifestações para o decorrer da semana que vem, o governo continua irredutível, mas esta atitude esta fortalecendo cada vez mais e unindo todos/as os/as servidores/as públicos e trabalhadores/as da iniciativa privada, pois saúde, educação, segurança e transporte fazem parte das políticas públicas e afetam toda a população. Fonte: CUT/SC por Sílvia Medeiros.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
"Mistanasia - a morte miserável"
A diretoria da Associação Catarinense de Medicina lançou
nota onde faz críticas a situação dos hospitais públicos em Santa Catarina. Segundo
o presidente da ACM Aguinel Bastian Junior, que assina a nota divulgada nesta
segunda-feira “estamos diante da condição inegável de FALÊNCIA DO ESTADO,
passível de intervenção por parte da sociedade civil organizada e do poder
público federal”.
"Mistanasia - a morte miserável"
"O que assistimos nos hospitais públicos de Santa
Catarina é o exemplo mais concreto e duro de MISTANÁSIA. A morte miserável de
pessoas pobres. O Poder Público não tem o direito de optar, nem a prerrogativa
de elencar prioridades quando os direitos fundamentais da cidadania estão em
pauta. É dever do Estado PARAR TUDO em prol das necessidades essenciais. DEVE
suspender campanhas, realocar recursos de investimentos de outra ordem, enxugar
seus recursos humanos administrativos e consequentes cabides de emprego e
CUMPRIR a missão primeira de um governante democrático: atender o CIDADÃO nas
suas necessidades mais essenciais: SAÚDE, SEGURANÇA PÚBLICA e EDUCAÇÃO.
Enquanto isso não for feito estamos diante da condição
inegável de FALÊNCIA DO ESTADO, passível de intervenção por parte da sociedade
civil organizada e do poder público federal. As Entidades Médicas notificaram o
Estado de Santa Catarina, na figura de sua Secretaria de Estado da Saúde, sobre
a iminente inviabilidade ética de funcionamento das emergências dos hospitais
públicos e consequente interdição das mesmas pelo Conselho Regional de Medicina
de SC.
Não cabe ao cidadão discernir sobre os momentos da
administração pública, atribuir responsabilidade a essa ou àquela gestão porque
no prisma do povo o governo é único, com projetos e responsabilidades
continuadas, que não podem ser restringidas às marcas divisórias dos 4 anos de
governo, tão convenientemente usadas como DESCULPA pra não fazer ou por não ter
feito. Na ótica do cidadão valem mais os projetos de Estado do que os projetos
de Governo.
Na mesma medida, não cabe ao poder público se escusar
atribuindo as falências aos seus predecessores, mesmo que isso seja fato. Ao
pleitear a função de dirigir o Estado, a equipe que o faz assume a realidade
como ela é e herda as benesses e as mazelas. Qualquer entendimento diferente é
puro casuísmo e assunção de incompetência.
Sem relegar Segurança Pública e Educação, me cabe opinar
sobre a Saúde. As Entidades Médicas representadas pelo Conselho Superior das
Entidades Médicas - COSEMESC - têm reiteradamente denunciado as carências de
recursos humanos nos hospitais da rede pública em Santa Catarina, seja por meio
das cartas de "apelo ao governador" publicadas ativamente na
imprensa, seja através dos "Boletins do COSEMESC" veiculados pelos
sites das Entidades Médicas.
A atual greve dos servidores é um direito
constituído do trabalhador e expõe o desmantelamento das estruturas públicas da
saúde. Não defendemos a desassistência e enaltecemos os que se desdobram
enfrentando a precariedade e atendendo os doentes, mas penalizar primariamente
o servidor público pelos prejuízos de uma greve tão indesejada é BATER NO MAIS
FRACO. Nós médicos apoiamos o direito de greve dos funcionários da saúde DESDE
QUE RESPEITADO O DEVER DE MANTER OS ATENDIMENTOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA.
Clamamos aos funcionários em greve que RESPEITEM essa indispensável pauta pra
que não percam o apoio dos profissionais médicos, da sociedade e da imprensa.
Finalizando, se MISTANÁSIA pode ser definida como a morte
miserável dos excluídos e, se como cidadãos não pactuamos com o processo de
"reificação“ (transformação em coisa) e "nadificação" do
indivíduo, combatemos explicitamente a impunidade e concordamos que a responsabilidade
do Estado (na figura de seus representantes eleitos) transcende a linha do
tempo, só temos uma retórica coerente: cobrar do poder público constituído a
responsabilidade pela desassistência e pelas mortes de nossos irmãos
catarinenses abandonados na doença."
O retrato de um governo pífio
Artigo Mario Zunino, cidadão catarinense e servidor da saúde.
Estamos finalizando o segundo ano do Governo Raimundo Colombo, um governo eleito em primeiro turno, nas eleições de 2010, que prometeu priorizar a saúde, educação e a segurança.
Estamos finalizando o segundo ano do Governo Raimundo Colombo, um governo eleito em primeiro turno, nas eleições de 2010, que prometeu priorizar a saúde, educação e a segurança.
Passados 700 dias de governo o que a sociedade catarinense assiste é uma atuação pífia de um governante que prometeu valorizar os professores e no mesmo ano de sua posse após enfrentar uma greve de 63 dias destruiu a carreira do magistério e confiscou direitos, apoiado por uma Assembleia Legislativa subserviente, que se posicionou de quatro diante dos ditames do executivo.
O que vemos é o desmoronamento de uma Escola Estadual num total e absoluto descaso e abandono do poder constituído para com a Educação.
Passados 700 dias da promessa de que nenhum catarinense estaria a menos de 100 Km de distância de um hospital, o que a sociedade catarinense assiste é o aumento da ambulacioterapia, sucateamento das unidades hospitalares, entrega das Unidades hospitalares às OS (organizações sociais, materializando a incompetência governamental).
Passados 700 dias da promessa de que nenhum catarinense estaria a menos de 100 Km de distância de um hospital, o que a sociedade catarinense assiste é o aumento da ambulacioterapia, sucateamento das unidades hospitalares, entrega das Unidades hospitalares às OS (organizações sociais, materializando a incompetência governamental).
Vemos a terceirizações, falta de manutenção, falta de medicamentos e materiais e uma profunda repulsa pelos trabalhadores da saúde que estão em greve. O governo das pessoas em primeiro lugar ignora redondamente os pleitos da categoria.
Passados 700 dias do governo o que vemos é a polícia tendo que colocar barreiras diante dos postos militares, vemos a sociedade encurralada, trancada dentro das casas gradeadas, com cachorros nos portões face a insegurança reinante, e veículos da segurança e ônibus incendiados pela bandidagem que faz o que quer.
Passados 700 dias do governo o que vemos é a polícia tendo que colocar barreiras diante dos postos militares, vemos a sociedade encurralada, trancada dentro das casas gradeadas, com cachorros nos portões face a insegurança reinante, e veículos da segurança e ônibus incendiados pela bandidagem que faz o que quer.
Enquanto isso o governador transfere-se de mala e cuia para Lages para apoiar o seu candidato, derrotado nas eleições municipais, passada as eleições efetua mais uma viagem internacional inócua.
Eis o que podemos chamar de um governo pífio, sem musculatura política, de fala mansa, de ações titubeantes que abriga em seu secretariado políticos fracos, sem iniciativas, sem projetos, sem ações coletivas, acomodados apenas para garantir suplentes na legislatura da Assembleia Legislativa.
Eis o que podemos chamar de um governo pífio, sem musculatura política, de fala mansa, de ações titubeantes que abriga em seu secretariado políticos fracos, sem iniciativas, sem projetos, sem ações coletivas, acomodados apenas para garantir suplentes na legislatura da Assembleia Legislativa.
Pior ainda é que o governo passa a agir e pensar única e exclusivamente na sua reeleição em 2014, mesmo faltando mais de 800 dias para terminar seu mandato pífio. É impossível calar-se diante de um descaso tão grande com todos os catarinenses. Fonte: Sindsaúde
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Ao Povo Catarinense - O que você precisa saber sobre a Greve na Saúde
Você já se perguntou por que eleição após eleição a saúde é sempre colocada como prioridade? E no dia a dia a população sofre com filas e condições precárias nos hospitais. Agora o governo tenta jogar a população contra os servidores da saúde, como se todos os problemas da saúde fossem culpa da greve.
A greve na saúde estadual vai completar um mês, pois o governo tenta criminalizar o movimento ao invés de apresentar uma proposta decente. A Secretaria de Saúde diz que não tem dinheiro para gratificação dos servidores que salvam vidas. Mas o governo dá para a Secretaria da Fazenda (sua preferida) uma “Retribuição por Esforço”, além de R$ 7 mil reais de gratificação em média.
A greve na saúde estadual vai completar um mês, pois o governo tenta criminalizar o movimento ao invés de apresentar uma proposta decente. A Secretaria de Saúde diz que não tem dinheiro para gratificação dos servidores que salvam vidas. Mas o governo dá para a Secretaria da Fazenda (sua preferida) uma “Retribuição por Esforço”, além de R$ 7 mil reais de gratificação em média.
Dinheiro para a Saúde já mostramos para o governo onde está; mas ele se nega a enxergar: Basta, por exemplo, parar de pagar para quem não trabalha; cortar o excesso de mordomias do próprio governo. Também é necessário dizer que só em 2011 o governo desviou mais de R$ 160 milhões da saúde. Onde foi parar esse dinheiro? Afinal é dinheiro que deveria ser investido para melhorar as suas condições de atendimento.
Não bastasse essa situação, o governo contratou uma empresa e paga Duzentos Reais por Técnico de Enfermagem que substitui um funcionário em greve (muito mais do que paga para um efetivo). Novamente o próprio governo faz outra prática ilegal: A lei permite a cada servidor fazer no máximo 60 horas plantões; mas durante a greve o Estado oferece 100 Horas Plantões para quem ajudá-lo nesta tentativa de desmobilizar o movimento.
Não é contraditório? O governo diz que não tem dinheiro, mas para tentar nos desmobilizar tem? Da mesma forma o governo diz que está preocupado com a população, mas se a população fosse realmente prioridade negociaria com os servidores para encerrar a greve. Pelo contrário, permite o fechamento de setores e trata os servidores como se fossem bandidos.
Outra informação importante: Há alguns setores da Saúde Pública fechados. Mas essa decisão foi tomada por alguns diretores de hospitais. Não tem nada a ver com o movimento de greve.
A verdade é que o governo do Estado não resolve essa situação por que não quer.
É pura birra! É necessário que a população apoie a luta da saúde, pois os servidores também reivindicam materiais, medicamentos e melhores condições para atender a população.
Aonde vamos parar? Sem Saúde; sem Educação e sem Segurança!
Governador cumpra com a promessa: No meu governo a Saúde será prioridade!
SindSaúde
Não bastasse essa situação, o governo contratou uma empresa e paga Duzentos Reais por Técnico de Enfermagem que substitui um funcionário em greve (muito mais do que paga para um efetivo). Novamente o próprio governo faz outra prática ilegal: A lei permite a cada servidor fazer no máximo 60 horas plantões; mas durante a greve o Estado oferece 100 Horas Plantões para quem ajudá-lo nesta tentativa de desmobilizar o movimento.
Não é contraditório? O governo diz que não tem dinheiro, mas para tentar nos desmobilizar tem? Da mesma forma o governo diz que está preocupado com a população, mas se a população fosse realmente prioridade negociaria com os servidores para encerrar a greve. Pelo contrário, permite o fechamento de setores e trata os servidores como se fossem bandidos.
Outra informação importante: Há alguns setores da Saúde Pública fechados. Mas essa decisão foi tomada por alguns diretores de hospitais. Não tem nada a ver com o movimento de greve.
A verdade é que o governo do Estado não resolve essa situação por que não quer.
É pura birra! É necessário que a população apoie a luta da saúde, pois os servidores também reivindicam materiais, medicamentos e melhores condições para atender a população.
Aonde vamos parar? Sem Saúde; sem Educação e sem Segurança!
Governador cumpra com a promessa: No meu governo a Saúde será prioridade!
SindSaúde
A saúde resiste
Governo mostra a cara e as garras com autoridade máxima para conter a luta dos trabalhadores da saúde. Não abre brecha para a abertura de negociação, impõe liminares para distanciar os servidores da base, impedindo assim o revezamento nos serviços de saúde. Prejudica a organizada condução de uma greve e coloca em caos a vida de usuários e trabalhadores.
Sem contar que encaminha comunicados oficiais suspeitos à imprensa, usando de toda a sua pompa de órgão público para dispersar a atenção para problemas que apontam como sendo os da greve. Bom saber que após o fim do imbróglio, a saúde vai funcionar normalmente e sem nenhum problema, pois está decretada a causa de todos os males que imperam hoje na saúde pública catarinense: a greve.
Logicamente, quem vai questionar comunicado oficial hoje considerado verdade absoluta. A imprensa absorve sem resistências as versões redigidas pelo Governo do estado, que usa a crise impetrada pelas suas próprias mãos como escudo de desordem de classe. Ah, esse grevistas! Pedem salário enquanto o povo sangra nos hospitais.
Logicamente, quem vai questionar comunicado oficial hoje considerado verdade absoluta. A imprensa absorve sem resistências as versões redigidas pelo Governo do estado, que usa a crise impetrada pelas suas próprias mãos como escudo de desordem de classe. Ah, esse grevistas! Pedem salário enquanto o povo sangra nos hospitais.
Com a voz da imprensa também engajada na farsa de um Estado protegido e produtivo. Estamos bem de tudo. Bem de povo votante e reinante. De veículos de repasse de comunicados de Governo, não há o outro lado, apenas o oficial com a assinatura do governador.
E o sangue jorra, não mais, nem menos. Segue o fluxo da atenção dedicada de Colombo, prioridades já desgastadas pelo uso em vão da palavra. E do lado mais fraco, obviamente dos trabalhadores, a pressão aperta. Outros trabalhadores - tão escravizados quanto - enchem as mãos de pedras para mirar nos que ousam levantar a voz em reivindicação coletiva. “Como deixam o povo sofrer”!.
E o sangue jorra, não mais, nem menos. Segue o fluxo da atenção dedicada de Colombo, prioridades já desgastadas pelo uso em vão da palavra. E do lado mais fraco, obviamente dos trabalhadores, a pressão aperta. Outros trabalhadores - tão escravizados quanto - enchem as mãos de pedras para mirar nos que ousam levantar a voz em reivindicação coletiva. “Como deixam o povo sofrer”!.
A verdade é que não existe divisão entre povo e trabalhador, ambos sofrem e abraçam suas angústias em silêncio. Não há mais a quem falar ou recorrer. Enquanto não nos reconhecermos como povo, o Governo se fortalece na metáfora de um Estado que mantém a carcaça. A verdade é que damos o nosso sangue para manter um Estado vazio, frio, sanguinário. Um preço alto demais para seguirmos calados.
A versão da saúde - Coletiva de Imprensa
O Comando de Greve da Saúde Pública Catarinense convida a imprensa para coletiva nesta terça-feira, dia 20 de novembro, às 16h, na sala de imprensa da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), em Florianópolis. O espaço é criado para estabelecer uma conversa sincera com a imprensa, esclarecer acusações e novamente expor a versão da saúde sobre a greve que completa um mês, sem abertura de negociação por parte do Governo do Estado. Antes da coletiva, os servidores da saúde se reúnem em ato público a partir das 14h, na praça Tancredo Neves, em frente à ALESC, em Florianópolis. Reforçam a luta por dignidade salarial e condições de trabalho e atendimento à população.
Coletiva de Imprensa
Dia: 20 de novembro, terça-feira
Horário: às 16h
Local: sala de imprensa da ALESC
Ato Público da Saúde
Dia: 20 de novembro, terça-feira
Horário: às 14h
Local: Praça Tancredo Neves, em frente à ALESC
Coletiva de Imprensa
Dia: 20 de novembro, terça-feira
Horário: às 16h
Local: sala de imprensa da ALESC
Ato Público da Saúde
Dia: 20 de novembro, terça-feira
Horário: às 14h
Local: Praça Tancredo Neves, em frente à ALESC
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Nota do SindSaúde à imprensa
O SindSaúde conclama os profissionais de comunicação, jornalistas/repórteres catarinenses para que prezem pela ética profissional e divulguem os fatos com veracidade. Repudiamos a postura antiética de alguns profissionais de imprensa que buscam destacar-se utilizando o sensacionalismo e a montagem de algumas matérias. Para tanto esclarecemos alguns fatos relevantes e trazemos informações até agora não abordadas de forma clara e consistente.
Quanto à pauta de reivindicações, onde o governo alardeia já ter contemplado três dos quatro itens, esclarecemos estas mentiras:
- Item 1: Suspensão de medidas... de impacto financeiro... desfavoráveis...:
Esclarecemos: Após 15 dias de suspensão da greve a pedido da Secretaria de Saúde, o governo não apresentou nenhuma proposta. Logo o ítem 1 da pauta não foi atendido.
- Ítem 2: Concessão de Gratificação por Atividades de Saúde (GAS).
O governo diz não ter dinheiro. Então como se explica que a Secretaria da Fazenda receba gratificações que em média chegam a R$ 7 mil?
Será que é porque a Fazenda arrecada para o governo? E os servidores da Saúde que salvam vidas, não têm o mesmo direito?
Como se explica que a Fazenda receba “retribuição por esforço”?
Os profissionais da Saúde também não têm direito a “retribuição” pelo esforço de salvar vidas?
Porque o triênio da Fazenda é de 6% e da Saúde 3%?
Perguntamos: Será que o governo só prioriza a arrecadação financeira em detrimento da vida das pessoas? E não foi o governo Colombo que no período pré-eleitoral disse: No meu governo a saúde será prioridade?
Será que este governo e seus assessores sofrem da SÍNDROME DE PINÓQUIO?
Logo senhores jornalistas, o ítem 2 da pauta também não foi atendido!
- Ítem 3: O governo deverá manter... reposição de pessoal...
A saúde estadual continua com defasagem de pessoal na ordem de aproximadamente dois mil e quinhentos servidores. Só para exemplificar: O Hospital Infantil Joana de Gusmão continua com oitenta leitos fechados e há outros tantos faltando em outras unidades.
Das sete salas do Centro Cirúrgico do Hospital Regional, três estão fechadas (uma delas virou depósito).
Logo: O ítem 3 também não foi cumprido.
- Ítem 4: O governo deverá fazer reposição da falta de materiais e medicamentos...
Ainda faltam inúmeros remédios, vários equipamentos estão quebrados, e vários procedimentos médicos deixam de ser realizados por falta de condições mínimas.
Logo o ítem 4 também não foi cumprido. Ou seja, senhores jornalistas/repórteres: O governo estadual por meio da SES divulga na imprensa inúmeras mentiras, manipula dados e informações, tenta se passar por “bom gestor”, mas a verdade é que descumpre as leis e suas obrigações de maneira vergonhosa.
QUESTÕES MUITO IMPORTANTES
O governo diz que o sindicato acrescentou ítens na pauta que não existiam. Mas não fala que a SES, após nada apresentar, vem agora querer aumentar a carga horária para 42 horas, descumprindo a lei 323/2006 que garante 30 horas semanais. Ou seja, a continuidade da escravidão!
Portanto senhores o pleito dos servidores não significa; “querer ganhar mais sem trabalhar”, como o governo afirma. Mas tão somente ter uma jornada justa e salário digno para melhor prestar atendimento e com isso evitar casos de conhecimento dos senhores como:
- Injeção de café na veia;
- Injeção de sopa na veia;
- Injeção de vaselina na veia, ao invés de soro;
Ou seja, o próprio governo do Estado quer descumprir a lei 323/2006.
Pergunta importante: Porque ninguém questiona o fato dos médicos fazerem 20 horas semanais (jornada justa e adequada para se prestar um bom atendimento). Por que o Estado gasta 25% da folha de pagamento só com os médicos e a imprensa não diz nada? Mesmo com diversas denúncias já divulgadas na mídia sobre médicos que batem ponto nos hospitais públicos e não cumprem os horários.
Será que tem a ver com o fato do Sr. Secretário de Estado da Saúde também ser médico?
Por que a SES não se manifesta sobre os profissionais que recebem SOBREAVISO sem trabalhar? Sobre setores que não tem razão de ter sobreaviso, mas recebem mesmo assim? Sobre pintor receber sobreaviso? Sobre quem arquitetou a “farra do sobreaviso”?
Por que a SES nunca apresentou essas denúncias ao Ministério Público?
- Por que vários pacientes ficam internados por vários dias/meses aguardando por cirurgias e ninguém diz nada? Porém quando é deflagrada uma greve alguns Drs. alegam que não fazem cirurgia em função da “paralisação da enfermagem”; “greve”, ex:
Paciente internou no Instituto de Cardiologia em 24/09/2012 com indicação cirúrgica. O procedimento foi cancelado em 23/10/2012 sob a alegação de “paralisação da enfermagem”. Pergunta-se:
- Por que pacientes esperam por dias infindáveis para fazer cirurgia? Porque a SES não questiona isto? Porque isto não é levado ao Poder Judiciário?
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
- O relatório de contas da Secretaria de Saúde em 2011 foi rejeitado pelo Conselho Estadual de Saúde;
- Em 2011 o Estado não cumpriu sua obrigação legal de investir 12% em Saúde. O Estado aplicou apenas 9,47% o que significou um prejuízo para a Saúde de mais de 160 milhões de reais.
- Em 2012 o Estado teve um aumento de arrecadação de R$ 653,3 milhões. Desse valor quanto será investido em Saúde 100% pública, é uma incógnita!
- A SES contratou uma empresa ao custo de R$ 420 mil para fazer uma suposta auditoria no Hospital Regional de São José, que resultou numa grande confusão.
É preciso dizer que esta empresa (CONSAÚDE) é representada por uma pessoa ligada a outra empresa investigada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte; investigações estas (operação Asepsia) que resultaram na prisão de autoridades da Saúde de uma cidade daquele Estado por fraudes comprovadas contra as finanças da Saúde (o SindSaúde tem cópias desse documento).
Vale ressaltar que mesmo havendo provas da INIDONEIDADE desta empresa a SES firmou contrato, contrariando o principio da transparência.
A SES “não sabia” disso? Ou está escondendo alguma coisa?
PARA A IMPRENSA:
Os senhores jornalistas deviam focar sua atenção também num outro aspecto: Por que os Postos de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não funcionam? Por que os atendimentos só são agendados para em média dois anos após a procura. Há que se ressaltar, se as UPAs e Postos de Saúde funcionassem, as emergências dos hospitais também funcionariam.
Questionem, pois, o que as prefeituras têm feito!
Durante a greve vários pacientes manifestaram/manifestam para os jornalistas/repórteres (durante a entrevista com um diretor do SindSaúde) a vontade de serem entrevistados e declararem apoio à greve, por conta do excelente atendimento que tiveram (mesmo nas atuais condições precárias).
Há também colados em murais dos hospitais inúmeros bilhetes/cartas deixadas por pacientes, agradecendo pelo excelente atendimento que tiveram. Os senhores jornalistas têm interesse em conhecer isto?
No entanto estes mesmos jornalistas que denigrem a imagem do servidor se negam a publicar a outra versão, alguns descaradamente dizem: “Vou me pautar pela autoridade legitimamente constituída”, ou seja, o Sr. Secretário de saúde. Além do que, já ouvimos confissões “sigilosas” de repórteres que dizem:
- Não tenho autorização para publicar isto!
- “Sou obrigado a apresentar um “furo” mesmo que forjado”!
- Eu sou pago para fazer a matéria, mas quem decide o que vai ao ar é o meu diretor!
Afinal, o jornalismo não deveria seguir um código de ética? Só podem publicar o que interessa para o governo? A verdade não interessa?
Salvo algumas exceções temos sido vitimas da voracidade pelo sensacionalismo e audiência. Apelamos, pois para o RESPEITO AO CÓDIGO DE ÉTICA dos jornalistas para resolver este impasse, já que em nenhum momento nos furtamos de sentar à mesa com o governo em busca de uma saída plausível.
Finalmente lembramos que nossas bases estão fazendo levantamento de inúmeras irregularidades nas unidades de saúde do Estado e certamente muitas coisas passíveis de penalidades legais virão à tona. Caso a imprensa tenha interesse em ter acesso a esses materiais, favor entrar em contato com o SindSaúde. Até porque sugerimos uma AUDITORIA TOTAL E IRRESTRITA, COM CONTROLE EXTERNO EM TODO O SISTEMA DE SAÚDE DE SANTA CATARINA para apurar e punir gestores responsáveis pelo desvio de (muito) dinheiro da Saúde catarinense.
Eis ai, aliás, outra questão que os senhores jornalistas poderiam propor para o Secretário de Saúde e até para o Sr. Governador: Fazer uma auditoria total e irrestrita, com controle social externo (Conselho Estadual de Saúde, Tribunal de Contas, Ministério Público, Policia Federal...) na Secretaria de Saúde.
Atenciosamente
SINDSAÚDE
DIREÇÃO DE IMPRENSA
Quanto à pauta de reivindicações, onde o governo alardeia já ter contemplado três dos quatro itens, esclarecemos estas mentiras:
- Item 1: Suspensão de medidas... de impacto financeiro... desfavoráveis...:
Esclarecemos: Após 15 dias de suspensão da greve a pedido da Secretaria de Saúde, o governo não apresentou nenhuma proposta. Logo o ítem 1 da pauta não foi atendido.
- Ítem 2: Concessão de Gratificação por Atividades de Saúde (GAS).
O governo diz não ter dinheiro. Então como se explica que a Secretaria da Fazenda receba gratificações que em média chegam a R$ 7 mil?
Será que é porque a Fazenda arrecada para o governo? E os servidores da Saúde que salvam vidas, não têm o mesmo direito?
Como se explica que a Fazenda receba “retribuição por esforço”?
Os profissionais da Saúde também não têm direito a “retribuição” pelo esforço de salvar vidas?
Porque o triênio da Fazenda é de 6% e da Saúde 3%?
Perguntamos: Será que o governo só prioriza a arrecadação financeira em detrimento da vida das pessoas? E não foi o governo Colombo que no período pré-eleitoral disse: No meu governo a saúde será prioridade?
Será que este governo e seus assessores sofrem da SÍNDROME DE PINÓQUIO?
Logo senhores jornalistas, o ítem 2 da pauta também não foi atendido!
- Ítem 3: O governo deverá manter... reposição de pessoal...
A saúde estadual continua com defasagem de pessoal na ordem de aproximadamente dois mil e quinhentos servidores. Só para exemplificar: O Hospital Infantil Joana de Gusmão continua com oitenta leitos fechados e há outros tantos faltando em outras unidades.
Das sete salas do Centro Cirúrgico do Hospital Regional, três estão fechadas (uma delas virou depósito).
Logo: O ítem 3 também não foi cumprido.
- Ítem 4: O governo deverá fazer reposição da falta de materiais e medicamentos...
Ainda faltam inúmeros remédios, vários equipamentos estão quebrados, e vários procedimentos médicos deixam de ser realizados por falta de condições mínimas.
Logo o ítem 4 também não foi cumprido. Ou seja, senhores jornalistas/repórteres: O governo estadual por meio da SES divulga na imprensa inúmeras mentiras, manipula dados e informações, tenta se passar por “bom gestor”, mas a verdade é que descumpre as leis e suas obrigações de maneira vergonhosa.
QUESTÕES MUITO IMPORTANTES
O governo diz que o sindicato acrescentou ítens na pauta que não existiam. Mas não fala que a SES, após nada apresentar, vem agora querer aumentar a carga horária para 42 horas, descumprindo a lei 323/2006 que garante 30 horas semanais. Ou seja, a continuidade da escravidão!
Portanto senhores o pleito dos servidores não significa; “querer ganhar mais sem trabalhar”, como o governo afirma. Mas tão somente ter uma jornada justa e salário digno para melhor prestar atendimento e com isso evitar casos de conhecimento dos senhores como:
- Injeção de café na veia;
- Injeção de sopa na veia;
- Injeção de vaselina na veia, ao invés de soro;
Ou seja, o próprio governo do Estado quer descumprir a lei 323/2006.
Pergunta importante: Porque ninguém questiona o fato dos médicos fazerem 20 horas semanais (jornada justa e adequada para se prestar um bom atendimento). Por que o Estado gasta 25% da folha de pagamento só com os médicos e a imprensa não diz nada? Mesmo com diversas denúncias já divulgadas na mídia sobre médicos que batem ponto nos hospitais públicos e não cumprem os horários.
Será que tem a ver com o fato do Sr. Secretário de Estado da Saúde também ser médico?
Por que a SES não se manifesta sobre os profissionais que recebem SOBREAVISO sem trabalhar? Sobre setores que não tem razão de ter sobreaviso, mas recebem mesmo assim? Sobre pintor receber sobreaviso? Sobre quem arquitetou a “farra do sobreaviso”?
Por que a SES nunca apresentou essas denúncias ao Ministério Público?
- Por que vários pacientes ficam internados por vários dias/meses aguardando por cirurgias e ninguém diz nada? Porém quando é deflagrada uma greve alguns Drs. alegam que não fazem cirurgia em função da “paralisação da enfermagem”; “greve”, ex:
Paciente internou no Instituto de Cardiologia em 24/09/2012 com indicação cirúrgica. O procedimento foi cancelado em 23/10/2012 sob a alegação de “paralisação da enfermagem”. Pergunta-se:
- Por que pacientes esperam por dias infindáveis para fazer cirurgia? Porque a SES não questiona isto? Porque isto não é levado ao Poder Judiciário?
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
- O relatório de contas da Secretaria de Saúde em 2011 foi rejeitado pelo Conselho Estadual de Saúde;
- Em 2011 o Estado não cumpriu sua obrigação legal de investir 12% em Saúde. O Estado aplicou apenas 9,47% o que significou um prejuízo para a Saúde de mais de 160 milhões de reais.
- Em 2012 o Estado teve um aumento de arrecadação de R$ 653,3 milhões. Desse valor quanto será investido em Saúde 100% pública, é uma incógnita!
- A SES contratou uma empresa ao custo de R$ 420 mil para fazer uma suposta auditoria no Hospital Regional de São José, que resultou numa grande confusão.
É preciso dizer que esta empresa (CONSAÚDE) é representada por uma pessoa ligada a outra empresa investigada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte; investigações estas (operação Asepsia) que resultaram na prisão de autoridades da Saúde de uma cidade daquele Estado por fraudes comprovadas contra as finanças da Saúde (o SindSaúde tem cópias desse documento).
Vale ressaltar que mesmo havendo provas da INIDONEIDADE desta empresa a SES firmou contrato, contrariando o principio da transparência.
A SES “não sabia” disso? Ou está escondendo alguma coisa?
PARA A IMPRENSA:
Os senhores jornalistas deviam focar sua atenção também num outro aspecto: Por que os Postos de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não funcionam? Por que os atendimentos só são agendados para em média dois anos após a procura. Há que se ressaltar, se as UPAs e Postos de Saúde funcionassem, as emergências dos hospitais também funcionariam.
Questionem, pois, o que as prefeituras têm feito!
Durante a greve vários pacientes manifestaram/manifestam para os jornalistas/repórteres (durante a entrevista com um diretor do SindSaúde) a vontade de serem entrevistados e declararem apoio à greve, por conta do excelente atendimento que tiveram (mesmo nas atuais condições precárias).
Há também colados em murais dos hospitais inúmeros bilhetes/cartas deixadas por pacientes, agradecendo pelo excelente atendimento que tiveram. Os senhores jornalistas têm interesse em conhecer isto?
No entanto estes mesmos jornalistas que denigrem a imagem do servidor se negam a publicar a outra versão, alguns descaradamente dizem: “Vou me pautar pela autoridade legitimamente constituída”, ou seja, o Sr. Secretário de saúde. Além do que, já ouvimos confissões “sigilosas” de repórteres que dizem:
- Não tenho autorização para publicar isto!
- “Sou obrigado a apresentar um “furo” mesmo que forjado”!
- Eu sou pago para fazer a matéria, mas quem decide o que vai ao ar é o meu diretor!
Afinal, o jornalismo não deveria seguir um código de ética? Só podem publicar o que interessa para o governo? A verdade não interessa?
Salvo algumas exceções temos sido vitimas da voracidade pelo sensacionalismo e audiência. Apelamos, pois para o RESPEITO AO CÓDIGO DE ÉTICA dos jornalistas para resolver este impasse, já que em nenhum momento nos furtamos de sentar à mesa com o governo em busca de uma saída plausível.
Finalmente lembramos que nossas bases estão fazendo levantamento de inúmeras irregularidades nas unidades de saúde do Estado e certamente muitas coisas passíveis de penalidades legais virão à tona. Caso a imprensa tenha interesse em ter acesso a esses materiais, favor entrar em contato com o SindSaúde. Até porque sugerimos uma AUDITORIA TOTAL E IRRESTRITA, COM CONTROLE EXTERNO EM TODO O SISTEMA DE SAÚDE DE SANTA CATARINA para apurar e punir gestores responsáveis pelo desvio de (muito) dinheiro da Saúde catarinense.
Eis ai, aliás, outra questão que os senhores jornalistas poderiam propor para o Secretário de Saúde e até para o Sr. Governador: Fazer uma auditoria total e irrestrita, com controle social externo (Conselho Estadual de Saúde, Tribunal de Contas, Ministério Público, Policia Federal...) na Secretaria de Saúde.
Atenciosamente
SINDSAÚDE
DIREÇÃO DE IMPRENSA
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
SES quer aumentar carga horária e reduzir salário
A secretaria de Estado da Saúde insiste em afirmar que tem uma proposta para as reivindicações da categoria da saúde. Insiste na imprensa, diante à população, que não negociará com o movimento enquanto a greve permanecer.
Os servidores resistem à tentativa do governo de desmobilizar os servidores, que mais uma vez, usa seu arsenal conhecido de desculpas para justificar a sua mão de ferro na condução de um movimento legítimo e organizado. Nessas horas entra a lei de responsabilidade fiscal, limite prudencial... para defender a não prioridade na pasta.
O Governo não quer negociar com a saúde, está irredutível na postura de não investir na qualidade da saúde pública. A proposta apresentada pelo Governo é incabível. Ele quer aumentar a carga horária dos trabalhadores de 150 horas mensais para 210 horas trabalhadas por mês.
Reduzir o salário, resolver a questão de falta de pessoal, escravizando ainda mais os trabalhadores. Para a categoria da saúde um retrocesso. Os servidores conquistaram as 30 horas semanais na lei Complementar 323/2006, uma luta inclusive nacional como sinônimo de qualidade no atendimento à população.
O governo ignora a lei e ainda tenta firmar acordos individuais com os servidores, mais uma vez desrespeitando a legislação. Fonte: Sindsaúde
Os servidores resistem à tentativa do governo de desmobilizar os servidores, que mais uma vez, usa seu arsenal conhecido de desculpas para justificar a sua mão de ferro na condução de um movimento legítimo e organizado. Nessas horas entra a lei de responsabilidade fiscal, limite prudencial... para defender a não prioridade na pasta.
O Governo não quer negociar com a saúde, está irredutível na postura de não investir na qualidade da saúde pública. A proposta apresentada pelo Governo é incabível. Ele quer aumentar a carga horária dos trabalhadores de 150 horas mensais para 210 horas trabalhadas por mês.
Reduzir o salário, resolver a questão de falta de pessoal, escravizando ainda mais os trabalhadores. Para a categoria da saúde um retrocesso. Os servidores conquistaram as 30 horas semanais na lei Complementar 323/2006, uma luta inclusive nacional como sinônimo de qualidade no atendimento à população.
O governo ignora a lei e ainda tenta firmar acordos individuais com os servidores, mais uma vez desrespeitando a legislação. Fonte: Sindsaúde
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Apoio à greve dos trabalhadores da saúde de Santa Catarina em defesa da saúde pública, gratuita e de qualidade
Assine a petição em apoio à greve dos trabalhadores da saúde de
Santa Catarina em defesa da saúde pública, gratuita e de qualidade clicando no link: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N31157
Aos trabalhadores da Saúde
Aos trabalhadores da Saúde
Apoio à greve dos trabalhadores da saúde de Santa Catarina em
defesa da saúde pública, gratuita e de qualidade
Os trabalhadores dos hospitais públicos estaduais estão em greve a fim de exigir melhores salários, condições dignas de trabalho e saúde pública, gratuita e de qualidade para toda população. Por isso merecem todo o nosso apoio!
Os trabalhadores dos hospitais públicos estaduais estão em greve a fim de exigir melhores salários, condições dignas de trabalho e saúde pública, gratuita e de qualidade para toda população. Por isso merecem todo o nosso apoio!
O povo não precisa de dados para saber que a saúde está um caos. A exploração cada vez mais intensa do trabalho, a falta de tempo e espaço para lazer e exercícios físicos, a má alimentação e outras condições precárias de vida têm deixado as pessoas cada vez mais doentes. Assim, as filas nos postos de saúde e hospitais não param de crescer.
Contudo, faltam médicos, enfermeiros, técnicos,
equipamentos e medicamentos. Muitas pessoas viajam quilômetros de distância
para a capital porque faltam hospitais de média e alta complexidade no interior
do Estado. Enfim, muitas pessoas estão morrendo nas filas e os trabalhadores da
saúde, em geral, estão sobrecarregados!
Esta situação é resultado da política privatista e desumana para a saúde. Há muito tempo, os sucessivos governos de Santa Catarina vem privatizando a saúde pública através das terceirizações da nutrição, da limpeza, dos laboratórios e outros serviços essenciais. A saúde também está sendo privatizada através das chamadas Organizações Sociais (OSs).
Trata-se de empresas privadas para as
quais o governo do Estado está transferindo a gestão dos hospitais públicos. Já
foram entregues seis unidades: Hemosc, Cepon, Samu, Hospital Infantil de
Joinville, Hospital Regional de São Miguel do Oeste e Hospital Regional de
Araranguá.
A desculpa é de que com a terceirização e a privatização o Estado economiza recursos. Isso não é verdade. O próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) de SC identificou que o governo estadual, em 2011 gastou R$ 312,55 milhões com terceirizações. Este valor representa um crescimento de 24,32% em relação ao ano anterior.
Em termos acumulados, entre 2007-2011 enquanto os gastos
correntes do Estado cresceram 47,76%, as despesas com empresas terceirizados
aumentaram 94,62%. Segundo o TCE, “a Diretoria de Controle da Administração
Estadual – DCE, deste Tribunal, vem realizando frequentes auditorias na
execução de contratos com terceirização nos diversos órgãos do Estado, nas
quais, invariavelmente tem encontrado sérias irregularidades, não raramente
evidenciando prejuízos ao erário estadual, decorrentes, dentre outros fatores,
pela má gestão dos respectivos contratos.” (TCE, Relatório técnico sobre as
contas do Governo do Estado: exercício 2011, p. 1791).
Enfim, o governo está transferindo a gestão da saúde pública para empresas privadas (cujos sócios, muitas vezes, são ligados aos membros e partidos dos próprios governantes) que possuem um único objetivo: lucrar através do atendimento de planos privados, superfaturamento, trabalho precarizado dos servidores e diminuição da qualidade do atendimento à população.
Dentro dessa política de transferir dinheiro público para a iniciativa privada, agora o governo também pretende diminuir o salário dos servidores. Há mais de 20 anos, por falta de funcionários, os trabalhadores da saúde fazem hora extra (a chamada “hora plantão”).
Atualmente, esse trabalho excedente corresponde até
75% do salário. Recentemente, a Secretaria do Estado da Saúde (SES) do governo
Colombo decidiu cortar a “hora plantão” sem aumento salarial, ou seja, a
maioria dos servidores terá uma diminuição de até 75% da sua receita. Não
precisa ser bom em matemática para deduzir que isso afetará a sobrevivência de
suas famílias.
Diante disso, os trabalhadores da saúde – esta categoria que cotidianamente salva vidas, vira as noites e está exposta a todas as doenças e tragédias da vida humana – decidiram entrar em greve, depois de dois meses de tentativa de negociação e depois de dar mais 15 dias para o governo apresentar uma proposta.
O que exigem estes companheiros? Que não tenha mais hora plantão (pois ela significa exploração), que se contratem mais funcionários para o melhor atendimento à população e que se incorpore ao salário uma gratificação.
No entanto, a proposta do governo até o momento vai a sentido contrário: aumentar a carga de trabalho para 42 horas semanais (desrespeitando a lei das 30 horas na saúde) e reprimir o SindSaúde, através da tentativa de ilegalização da greve e de multas que podem ultrapassar um milhão de reais.
O que o governo está fazendo com a saúde é desumano.
Os trabalhadores não só
tem direito de entrar em greve como estão corretos de lutar. A população
precisa se solidarizar com estes companheiros. O seu apoio pode ser
determinante para se obter uma vitória em mais esta batalha em defesa da saúde
pública, gratuita e de qualidade.
Por uma saúde pública, gratuita e de qualidade!
Abaixo a exploração dos trabalhadores!
O povo unido, jamais será vencido!
Assine esta moção de apoio!
Assinam este texto:
ACJM/SC - ANDES UFSC - APRASC - CCLCP - CSP-CONLUTAS - DEP. EST. AMAURI SOARES - JCA - MAS - MST - SEEB - SINDASPI/SC - SINDPD/SC - SINDPREVS - SINTRATURB
Por uma saúde pública, gratuita e de qualidade!
Abaixo a exploração dos trabalhadores!
O povo unido, jamais será vencido!
Assine esta moção de apoio!
Assinam este texto:
ACJM/SC - ANDES UFSC - APRASC - CCLCP - CSP-CONLUTAS - DEP. EST. AMAURI SOARES - JCA - MAS - MST - SEEB - SINDASPI/SC - SINDPD/SC - SINDPREVS - SINTRATURB
Marcadores:
Andes,
Aprasc,
Conlutas,
SeebFloripa,
Sindaspi,
Sindpd,
Sindprevs,
Sindsaúde,
Sintraturb
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Greve dos Servidores da Saúde continua
A paralisação dos servidores da saúde de Santa Catarina continua nesta quinta-feira (25). A greve ocorre desde as 7h desta terça-feira (23), quando cerca de 70% dos servidores entraram em greve.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde Público Estadual e Privado de Florianópolis (SindSaúde), quatro itens estão em negociação entre os trabalhadores e o governo do estado. Em três já houve acordo.
Enquanto isso, os serviços de urgência e emergência serão mantidos, além do atendimento aos pacientes já internados. Já os demais serviços estão suspensos. Consultas e exames não estão sendo atendidos e as cirurgias eletivas que estavam agendadas tiveram que ser canceladas.
No dia 9 de outubro, o Sindicato havia anunciado a greve em todos os hospitais públicos do estado, mas, a pedido do Governo, suspendeu o movimento. Foi solicitado um prazo de 15 dias para que uma nova proposta fosse apresentada ao SindSaúde, o que até agora, segundo o Sindicato, não teria acontecido.
Há um mês e meio as duas partes tentam entrar em um consenso. Os três pontos já resolvidos são em relação à reposição contínua dos medicamentos nos hospitais, manutenção da hora-plantão e contratação de mais servidores. O ponto de discordância está na gratificação salarial. Portal CTB com agências
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde Público Estadual e Privado de Florianópolis (SindSaúde), quatro itens estão em negociação entre os trabalhadores e o governo do estado. Em três já houve acordo.
Enquanto isso, os serviços de urgência e emergência serão mantidos, além do atendimento aos pacientes já internados. Já os demais serviços estão suspensos. Consultas e exames não estão sendo atendidos e as cirurgias eletivas que estavam agendadas tiveram que ser canceladas.
No dia 9 de outubro, o Sindicato havia anunciado a greve em todos os hospitais públicos do estado, mas, a pedido do Governo, suspendeu o movimento. Foi solicitado um prazo de 15 dias para que uma nova proposta fosse apresentada ao SindSaúde, o que até agora, segundo o Sindicato, não teria acontecido.
Há um mês e meio as duas partes tentam entrar em um consenso. Os três pontos já resolvidos são em relação à reposição contínua dos medicamentos nos hospitais, manutenção da hora-plantão e contratação de mais servidores. O ponto de discordância está na gratificação salarial. Portal CTB com agências
Seminário em Defesa do SUS
O Sistema Único de Saúde é uma conquista histórica do nosso país e que garante a assistência diária de mais de um milhão de brasileiros. Essa política de Estado, garantida na Constituição Federal de 1988 e nas Leis do SUS vem sendo sucateada e negligenciada pelos governos de plantão, que querem fazer do SUS um grande balcão de negócios.
Saúde pública é um direito de todo o povo brasileiro, garantido por lei. Mais do que isso, só o Sistema Único de Saúde oferece serviços de saúde gratuitos, de modo universal e integral, independente da faixa etária e da renda. Em pouco mais de vinte anos de SUS, muito se avançou em termos de saúde em nosso país, mas isso muitas vezes não é divulgado.
Nesse curto tempo de história, o Brasil diminuiu pela metade a mortalidade infantil. Temos programas que estão sendo copiados por outros países, como o tratamento da AIDS e o programa de doação de órgãos. Sem mencionar todos os milhões de brasileiros que são atendidos nas emergências e postos de saúde todos os dias, independente da raça, idade ou renda. Será que os planos privados fazem isso?
O SUS é um sistema de saúde para todos e é amplamente fiscalizado pelo controle social, organizado nos conselhos de saúde. Além disso, o SUS é uma política de estado. Isso quer dizer que ela é permanente e não pode ser cancelada pelos governantes.
Infelizmente os governos de plantão não tem respeitado essas diretrizes, e vem ano a ano sucateamento nosso Sistema de Saúde e o entregando para a iniciativa privada para ela explorar seus lucros exorbitantes em cima da dor e da doença dos brasileiros.
Por isso, convocamos todos para essa luta.
Programação:
Dia 5
14h -A Reforma Sanitária e o Sistema Único de Saúde - SUS
- Francisco Batista Júnior (ex-presidente e atual membro do Conselho Nacional de Saúde)
- Marco Aurelio Da Ros (Prof. Dr. aposentado do Departamento de Saúde Pública da UFSC)
18h30min - Conjuntura e os novos modelos de privatização na saúde: OSs, OSCIPS, EBSERH, Fundações, PPPs e outras
- Sara Granemann (Profa. Dra. da Escola de Serviço Social da UFRJ)
- Simone Hagemann (Diretora do SindSaúde e membro do Conselho Estadual da Saúde)
Dia 6
9h - A EBSERH e as conseqüências para o HU, a universidade e a sociedade
- Sara Granemann (Profa. Dra. da Escola de Serviço Social da UFRJ)
- Irineu Manoel de Souza (Prof. Dr. do Departamento de Administração da UFSC)
- Representante da UFPR
14h - Marco jurídico dos novos modelos de gestão da saúde
- Dr. André Stefani Bertuol (Procurador da República em Santa Catarina)
- Dra. Sônia Maria Demeda Groisman Piardi (Promotora de Justiça do MP/SC)
- Dra. Dulce MarisGalle (Procuradora do Trabalho do MPT/SC)
Inscrições: http://www.forumcatarinense.blogspot.com.br/
Fonte: Fórum Catarinense em Defesa do SUS e contra as Privatizações
Saúde pública é um direito de todo o povo brasileiro, garantido por lei. Mais do que isso, só o Sistema Único de Saúde oferece serviços de saúde gratuitos, de modo universal e integral, independente da faixa etária e da renda. Em pouco mais de vinte anos de SUS, muito se avançou em termos de saúde em nosso país, mas isso muitas vezes não é divulgado.
Nesse curto tempo de história, o Brasil diminuiu pela metade a mortalidade infantil. Temos programas que estão sendo copiados por outros países, como o tratamento da AIDS e o programa de doação de órgãos. Sem mencionar todos os milhões de brasileiros que são atendidos nas emergências e postos de saúde todos os dias, independente da raça, idade ou renda. Será que os planos privados fazem isso?
O SUS é um sistema de saúde para todos e é amplamente fiscalizado pelo controle social, organizado nos conselhos de saúde. Além disso, o SUS é uma política de estado. Isso quer dizer que ela é permanente e não pode ser cancelada pelos governantes.
Infelizmente os governos de plantão não tem respeitado essas diretrizes, e vem ano a ano sucateamento nosso Sistema de Saúde e o entregando para a iniciativa privada para ela explorar seus lucros exorbitantes em cima da dor e da doença dos brasileiros.
Por isso, convocamos todos para essa luta.
Programação:
Dia 5
14h -A Reforma Sanitária e o Sistema Único de Saúde - SUS
- Francisco Batista Júnior (ex-presidente e atual membro do Conselho Nacional de Saúde)
- Marco Aurelio Da Ros (Prof. Dr. aposentado do Departamento de Saúde Pública da UFSC)
18h30min - Conjuntura e os novos modelos de privatização na saúde: OSs, OSCIPS, EBSERH, Fundações, PPPs e outras
- Sara Granemann (Profa. Dra. da Escola de Serviço Social da UFRJ)
- Simone Hagemann (Diretora do SindSaúde e membro do Conselho Estadual da Saúde)
Dia 6
9h - A EBSERH e as conseqüências para o HU, a universidade e a sociedade
- Sara Granemann (Profa. Dra. da Escola de Serviço Social da UFRJ)
- Irineu Manoel de Souza (Prof. Dr. do Departamento de Administração da UFSC)
- Representante da UFPR
14h - Marco jurídico dos novos modelos de gestão da saúde
- Dr. André Stefani Bertuol (Procurador da República em Santa Catarina)
- Dra. Sônia Maria Demeda Groisman Piardi (Promotora de Justiça do MP/SC)
- Dra. Dulce MarisGalle (Procuradora do Trabalho do MPT/SC)
Inscrições: http://www.forumcatarinense.blogspot.com.br/
Fonte: Fórum Catarinense em Defesa do SUS e contra as Privatizações
terça-feira, 16 de março de 2010
Sindicatos lançam livro "O terrorismo de Estado na Colômbia"
O Sinergia, Sindprevs-sc, Sindpd, Aprasc, SEEB-Fpolis, Sintraturb, Sindsaúde juntamente com a Editora Insular em um gesto de solidariedade internacional com seus companheiros sindicalistas e com tod@s que lutam e são perseguidos e assassinados na Colômbia, estarão lançando no dia 24 de março de 2010, no Auditório do Sinergia, às 19h, o livro O terrorismo de Estado na Colômbia, de Hernando Calvo Ospina. O autor é um jornalista colombiano, que atualmente está como refugiado político na França, trabalhando no Le Monde Diplomatique.
O livro foi encaminhado, em 2009, para fazer parte da Coleção Relações Internacionais e Estado Nacional (RIEN) da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A obra foi examinada por dois docentes ligados aos cursos de Relações Internacionais – um da UFSC e outro da UFRGS –, tendo ambos emitido pareceres favoráveis a sua publicação.
No entanto, um membro do Conselho Editorial da Editora da UFSC, pertencente ao Departamento de Engenharia Elétrica, inconformado com os dois pareceres favoráveis, pediu vistas das aprovações e, com uma leitura rápida do livro, pois teve apenas uma semana para examiná-lo, exarou um parecer contrário à publicação, conseguindo aprová-lo no Conselho Editorial. O inédito aconteceu: o eletricista venceu o internacionalista em matéria de política internacional.
Diante disso o Sinergia, Sindprevs-sc, Sindpd, Aprasc, SEEB-Fpolis, Sintraturb, Sindsaúde, não apenas se manifestaram publicamente contra a censura em uma casa editorial universitária mantida pelo orçamento público da União, como também arcaram com as despesas de tradução do livro para que a Editora Insular pudesse publicá-lo e disponibilizá-lo no mercado por um preço mais acessível.
Diz o professor de História da UFSC, Waldir José Rampinelli.: “A Colômbia, que faz parte da região amazônica, é um país pouco conhecido e pouco estudado no Brasil. Problemas de fronteiras, avanço subimperialista e um conjunto de preconceitos têm distanciado esses dois povos sul-americanos. A universidade brasileira não tem conhecimento da realidade colombiana, bem como da história de violência praticada por sua classe dominante contra sua população.”
O livro de Ospina trata do terrorismo de Estado praticado na Colômbia contra os sindicatos, os grupos guerrilheiros, os movimentos sociais, os partidos políticos de esquerda e a população em geral; analisa os massacres dos paramilitares contra os líderes comunitários, as organizações civis e os pequenos povoados; narra a violência dos narcotraficantes contra os camponeses, os padres da teologia da libertação e os juízes independentes.
Tudo isso sob o olhar complacente do Estado colombiano e do Pentágono, que não apenas toleram, mas também apóiam esse terrorismo. É um estudo importante sobre a história da Colômbia e de como o governo de Álvaro Uribe se utiliza do terror de Estado para destruir os sindicatos, os grupos guerrilheiros, os movimentos sociais e os partidos políticos de esquerda.
Fonte Assessoria de formação e cultura do Sinergia
O livro foi encaminhado, em 2009, para fazer parte da Coleção Relações Internacionais e Estado Nacional (RIEN) da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A obra foi examinada por dois docentes ligados aos cursos de Relações Internacionais – um da UFSC e outro da UFRGS –, tendo ambos emitido pareceres favoráveis a sua publicação.
No entanto, um membro do Conselho Editorial da Editora da UFSC, pertencente ao Departamento de Engenharia Elétrica, inconformado com os dois pareceres favoráveis, pediu vistas das aprovações e, com uma leitura rápida do livro, pois teve apenas uma semana para examiná-lo, exarou um parecer contrário à publicação, conseguindo aprová-lo no Conselho Editorial. O inédito aconteceu: o eletricista venceu o internacionalista em matéria de política internacional.
Diante disso o Sinergia, Sindprevs-sc, Sindpd, Aprasc, SEEB-Fpolis, Sintraturb, Sindsaúde, não apenas se manifestaram publicamente contra a censura em uma casa editorial universitária mantida pelo orçamento público da União, como também arcaram com as despesas de tradução do livro para que a Editora Insular pudesse publicá-lo e disponibilizá-lo no mercado por um preço mais acessível.
Diz o professor de História da UFSC, Waldir José Rampinelli.: “A Colômbia, que faz parte da região amazônica, é um país pouco conhecido e pouco estudado no Brasil. Problemas de fronteiras, avanço subimperialista e um conjunto de preconceitos têm distanciado esses dois povos sul-americanos. A universidade brasileira não tem conhecimento da realidade colombiana, bem como da história de violência praticada por sua classe dominante contra sua população.”
O livro de Ospina trata do terrorismo de Estado praticado na Colômbia contra os sindicatos, os grupos guerrilheiros, os movimentos sociais, os partidos políticos de esquerda e a população em geral; analisa os massacres dos paramilitares contra os líderes comunitários, as organizações civis e os pequenos povoados; narra a violência dos narcotraficantes contra os camponeses, os padres da teologia da libertação e os juízes independentes.
Tudo isso sob o olhar complacente do Estado colombiano e do Pentágono, que não apenas toleram, mas também apóiam esse terrorismo. É um estudo importante sobre a história da Colômbia e de como o governo de Álvaro Uribe se utiliza do terror de Estado para destruir os sindicatos, os grupos guerrilheiros, os movimentos sociais e os partidos políticos de esquerda.
Fonte Assessoria de formação e cultura do Sinergia
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segunda-feira, 8 de março de 2010
Parabéns a todas as mulheres
O SindSaúde parabeniza neste dia (08 de março), todas as mulheres, e especialmente as trabalhadoras da saúde. Nem precisamos destacar aqui a luta encabeçada por esta categoria, formada amplamente por elas, na defesa da qualidade, da vida e do carinho ao próximo. Não é à toa que as mulheres se identificam tanto com a área do cuidado humano, da atenção ao outro, do dedicar-se. A existência da mulher é marcada pelo seu dom de carregar a vida e acolher os seus filhos, independetente do cordão umbilical. O amor infinito presente no coração de uma mulher é ilimitado, puro, doce. E alimenta a logística da vida, da essência do ser humano. Parabéns a todas as mulheres que contribuem para a força do amor!
Fonte: SindSaúde
Fonte: SindSaúde
quarta-feira, 3 de março de 2010
Assembleia da saúde acontece amanhã
Assembleia geral retoma pontos da pauta e prioridades de 2010. Amanhã (04) é dia de assembléia geral da saúde, a partir das 14h, no auditório do antigo Cine Ritz da capital. O primeiro encontro do ano irá retomar a pauta de reivindicações da categoria, definir estratégias de atuação em base e também a ampliação da participação e apoio da população em defesa do serviço público de qualidade.
Entre as propostas que serão apresentadas, o SindSaúde lança a idéia da criação de campanha voltada à informação e esclarecimento da estrutura do SUS – Sistema Único de Saúde para a população em geral. Cidadãos mais informados terão poder de denunciar e exigir do Estado às condições básicas e necessárias para o atendimento e funcionamento de qualidade, reforçando o coro dos trabalhadores da saúde.
As condições de trabalho abaixo do nível normal estão prejudicando a rotina dos hospitais e servidores, que trabalham com uma equipe em déficit e com excesso de pacientes. O ingresso de mais profissionais na rede de saúde, via concurso público, é um ponto emergencial. Com a sobrecarga em cima de poucos ombros, é inevitável o adoecimento do trabalhador e a limitação no atendimento prestado ao usuário.
Neta semana, a diretoria do SindSaúde/SC se reuniu com a SES para entregar a pauta e discutir os pontos. O resultado da conversa será apresentado para os servidores presentes em assembléia. Mas, acredita-se, que em pleno ano eleitoral haverá manifestações do Governo mais favoráveis ao trabalhadores e saúde pública em geral.
Fonte: SindSaúde/SC
Entre as propostas que serão apresentadas, o SindSaúde lança a idéia da criação de campanha voltada à informação e esclarecimento da estrutura do SUS – Sistema Único de Saúde para a população em geral. Cidadãos mais informados terão poder de denunciar e exigir do Estado às condições básicas e necessárias para o atendimento e funcionamento de qualidade, reforçando o coro dos trabalhadores da saúde.
As condições de trabalho abaixo do nível normal estão prejudicando a rotina dos hospitais e servidores, que trabalham com uma equipe em déficit e com excesso de pacientes. O ingresso de mais profissionais na rede de saúde, via concurso público, é um ponto emergencial. Com a sobrecarga em cima de poucos ombros, é inevitável o adoecimento do trabalhador e a limitação no atendimento prestado ao usuário.
Neta semana, a diretoria do SindSaúde/SC se reuniu com a SES para entregar a pauta e discutir os pontos. O resultado da conversa será apresentado para os servidores presentes em assembléia. Mas, acredita-se, que em pleno ano eleitoral haverá manifestações do Governo mais favoráveis ao trabalhadores e saúde pública em geral.
Fonte: SindSaúde/SC
SindSaúde SC acerta Convenção Coletiva de Trabalho
O SindSaúde SC encerrou na tarde de ontem (02/03) as negociações com o Sindicato Patronal da Convenção Coletiva de Trabalho para o período 2009/2010. A Convenção trará o reajuste de 4,18% referente à inflação do período de 01/11/2008 a 31/10/2009, de acordo com o INPC/IBGE.
O percentual deve ser repassado aos trabalhadores celetistas da Grande Florianópolis até abril, ou seja, na competência de março. Da mesma forma, os retroativos dos meses de novembro a março, incluindo o 13º salário devem ser repassados na folha de competência março.
O ponto que estava pendente nas negociações era referente à base de cálculo da insalubridade, já que com a aprovação do Salário Mínimo Estadual, o salário mínimo federal não pode mais servir para base de cálculo para esse adicional. Sem acordo, esse ponto foi retirado da Convenção Coletiva. A partir de agora, o SindSaúde/SC atuará junto a cada empresa para que se cumpra a determinação do Ministério Público do Trabalho sobre a ilegalidade em caso de não implantação do Salário Mínimo Estadual pelas empresas.
O SindSaúde lançará em breve cartilha com todos os itens da Convenção Coletiva , para ser distribuída para os trabalhadores, para que todos conheçam seus direitos.
Fonte: SindSaúde
O percentual deve ser repassado aos trabalhadores celetistas da Grande Florianópolis até abril, ou seja, na competência de março. Da mesma forma, os retroativos dos meses de novembro a março, incluindo o 13º salário devem ser repassados na folha de competência março.
O ponto que estava pendente nas negociações era referente à base de cálculo da insalubridade, já que com a aprovação do Salário Mínimo Estadual, o salário mínimo federal não pode mais servir para base de cálculo para esse adicional. Sem acordo, esse ponto foi retirado da Convenção Coletiva. A partir de agora, o SindSaúde/SC atuará junto a cada empresa para que se cumpra a determinação do Ministério Público do Trabalho sobre a ilegalidade em caso de não implantação do Salário Mínimo Estadual pelas empresas.
O SindSaúde lançará em breve cartilha com todos os itens da Convenção Coletiva , para ser distribuída para os trabalhadores, para que todos conheçam seus direitos.
Fonte: SindSaúde
segunda-feira, 1 de março de 2010
Servidores da saúde denunciam administração do Hospital Regional
O calendário de mobilizações do SindSaúde começou definitivamente na tarde desta quinta-feira (25). E o primeiro ponto foi o Hospital Regional de Joinville. Os aposentados de Florianópolis reforçaram o coro dos trabalhadores da cidade, que usaram a tarde para denunciar questões graves que estão acontecendo na administração do hospital como perseguição a funcionários, doação de patrimônio público e a ameaça da gestão da OS declarada com a abertura do edital publicado pela SES.
O diretor da subsede de Joinville, Valério Rodrigues, tomou à frente nas denúncias que foram expostas na entrada da emergência do hospital. Ele disparou que alguns servidores da instituição estão sofrendo perseguição por parte da administração após o período de greve. Os dirigentes do mesmo hospital contrariaram o acordo firmado após a paralisação, e foram descontos os dias parados no contracheque dos trabalhadores engajados ao movimento.
A diretoria do SindSaúde teve que buscar junto a SES o pagamento destes valores, que já estão regularizados. Mais um golpe foi o corte da HP para alguns funcionários. A doação da casa que foi construída para servir de creche para os filhos dos servidores e que foi entregue a Irmandade pelo projeto do deputado estadual Darcy de Mattos.
Outra reclamação é em relação à triagem realizada pela emergência. Enquanto estava acontecendo o ato público uma senhora – que visivelmente passava mal, teve atendimento negado e foi obrigada a procurar mesmo debilitada o posto de saúde mais próximo. A cena foi registrada pela TV Record que se encontrava no local na hora. A ameaça da OS – Organização Social, também preocupa a categoria. Os servidores temem pela privatização e precarização dos serviços públicos. Na próxima quinta-feira (04), a categoria da saúde irá se reunir na Capital para participar de assembléia geral, a partir das 14h, no auditório do antigo Cine Ritz.
Fonte
O diretor da subsede de Joinville, Valério Rodrigues, tomou à frente nas denúncias que foram expostas na entrada da emergência do hospital. Ele disparou que alguns servidores da instituição estão sofrendo perseguição por parte da administração após o período de greve. Os dirigentes do mesmo hospital contrariaram o acordo firmado após a paralisação, e foram descontos os dias parados no contracheque dos trabalhadores engajados ao movimento.
A diretoria do SindSaúde teve que buscar junto a SES o pagamento destes valores, que já estão regularizados. Mais um golpe foi o corte da HP para alguns funcionários. A doação da casa que foi construída para servir de creche para os filhos dos servidores e que foi entregue a Irmandade pelo projeto do deputado estadual Darcy de Mattos.
Outra reclamação é em relação à triagem realizada pela emergência. Enquanto estava acontecendo o ato público uma senhora – que visivelmente passava mal, teve atendimento negado e foi obrigada a procurar mesmo debilitada o posto de saúde mais próximo. A cena foi registrada pela TV Record que se encontrava no local na hora. A ameaça da OS – Organização Social, também preocupa a categoria. Os servidores temem pela privatização e precarização dos serviços públicos. Na próxima quinta-feira (04), a categoria da saúde irá se reunir na Capital para participar de assembléia geral, a partir das 14h, no auditório do antigo Cine Ritz.
Fonte
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Caos no Hospital Celso Ramos
Denúncia de servidor da emergência do Celso Ramos nesta terça-feira (23) expõe a superlotação no hospital Celso Ramos em Florianópolis. Os pacientes ocuparm os corredores e faltam macas para acomodá-los. Uma rápida visita nesta manhã no Governador Celso Ramos mostra o estado caótico que chegou a emergência do hospital. Os pacientes ocupam grande parte dos corredores à espera de atendimento.
Por falta de leito tem gente acomodada em cadeiras de rodas - recentemente de 34 leitos do hospital mais de 10 foram desativados para serem transformados em sala de conforto para médicos e residentes. Os usuários são atendidos ali mesmo nos corredores. Falta profissional para dar conta do serviço, o atendimento assim fica comprometido. E o paciente tem que agüentar a dor do descaso nas filas.
A situação se agravou ainda mais com o fechamento para reforma da emergência do Hospital Florianópolis, o que acabou sobrecarregando ainda mais a emergência do Celso Ramos. Os servidores e população pedem o apoio de todos para cobrar do Governo uma solução imediata para a questão. Do jeito que está, fica cada vez mais difícil contar com saúde pública de qualidade, garantida como serviço básico na constituição federal.
Fonte
Por falta de leito tem gente acomodada em cadeiras de rodas - recentemente de 34 leitos do hospital mais de 10 foram desativados para serem transformados em sala de conforto para médicos e residentes. Os usuários são atendidos ali mesmo nos corredores. Falta profissional para dar conta do serviço, o atendimento assim fica comprometido. E o paciente tem que agüentar a dor do descaso nas filas.
A situação se agravou ainda mais com o fechamento para reforma da emergência do Hospital Florianópolis, o que acabou sobrecarregando ainda mais a emergência do Celso Ramos. Os servidores e população pedem o apoio de todos para cobrar do Governo uma solução imediata para a questão. Do jeito que está, fica cada vez mais difícil contar com saúde pública de qualidade, garantida como serviço básico na constituição federal.
Fonte
Servidores estão abandonados pela direção do HF
No dia 18 de fevereiro, representantes da Direção do Sindprevs/SC e do Sindsaúde foram até os hospitais Celso Ramos, Regional de São José e Universitário conversar com os servidores estaduais e federais lotados no Hospital Florianópolis (HF) que foram deslocados para trabalhar nessas unidades de saúde, durante a reforma do HF. Os representantes sindicais ouviram muitos relatos indignados e reivindicações dos servidores e estarão cobrando da Secretaria Estadual de Saúde em reunião, que será realizada no dia 24 de fevereiro, às 16 horas. Essa reunião deveria ter ocorrido no dia 10 de fevereiro, mas foi transferida para essa quarta-feira.
A situação mais crítica foi encontrada no Hospital Celso Ramos, onde os servidores do HF estão no 7º andar, cuidando de oito leitos no setor da Clínica Médica. Na prática, os leitos estão sendo ocupados por pacientes que não encontraram vaga em outro setor do Celso Ramos. Encontram-se internados no 7º andar pacientes pós-cirúrgicos e até um caso de transplante de rim, sem as condições adequadas. Para dar conta dessa demanda, 12 técnicas de enfermagem dividem a escala de plantão, e uma enfermeira fica disponível no período da manhã. No período da tarde, os trabalhadores só contam com a supervisão de uma enfermeira do Celso Ramos, que só aparece se for chamada. Como ela, os demais funcionários do Celso receberam muito mal os trabalhadores do HF e agora ignoram a presença e as necessidades dos servidores e dos pacientes do 7º andar.
Além da insegurança de não contar com a presença constante de um profissional da área de enfermagem, como ocorria, os servidores do HF que estão trabalhando no Celso Ramos também não possuem um escriturário (profissional responsável pelo controle dos medicamentos, da entrada das visitas, dos papéis de internação, da marcação e encaminhamento dos pacientes para os exames, entre outros), nem um chefe imediato. Eles têm dificuldade até em conseguir medicamentos e materiais para os pacientes. Os servidores chegam até a buscar materiais no HF para realizar curativos. Todo esse quadro já foi relatado para a Gerente da Enfermagem, Ledronete Silvestre.
Do centro cirúrgico para a UTI
Cinco leitos da UIT (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Regional de São José foram reativados e colocados aos cuidados dos servidores do Centro Cirúrgico do Hospital Florianópolis. Apesar de bem recebidos pelos servidores do Regional, os trabalhadores do HF ainda ressentem a falta de treinamento para atuarem em UTI. Eles contaram que além da dinâmica de trabalho ser muito diferente, o perfil dos internados é totalmente distinto. Na UTI do Regional são comuns pacientes submetidos a cirurgias de grande porte. Isso mexeu muito com o lado psicológico dos servidores, que não estavam acostumados a atender tantos pacientes jovens e politraumatizados.
Apesar de estarem sendo controlados pelo ponto digital no Hospital Regional, os servidores sabem que a Chefia do Hospital Florianópolis liga diariamente para saber da presença dos servidores nos três turnos. Infelizmente nenhuma chefia aparece para informar como ficará a escala do próximo mês, nem pra ouvir as angústias dos trabalhadores do HF. Devido ao bom relacionamento entre os servidores do HF e do Regional, está sendo discutida a unificação dos leitos e das escalas de plantão. Para isso ocorrer ainda faltam escriturários e enfermeiros.
Hospital Universitário
Os trabalhadores federais e estaduais do HF que foram realocados para o Hospital Universitário (HU) estão trabalhando nos 27 leitos do 3ª andar. Eles encontraram uma ótima estrutura física no HU, no andar que foi mobiliado e equipado pela Secretaria Estadual de Saúde. Devido à baixa ocupação dos leitos – somente seis, no dia da visita dos representantes sindicais –, os servidores do HF estão sendo pressionados a irem trabalhar em outros locais. Essa pressão é feita por telefone, na hora em que os trabalhadores assumem o plantão. E já aconteceu de o servidor ir para outro hospital e depois ser chamado para voltar para o HU, num total descaso com os deslocamentos realizados.
Os servidores do setor de nutrição do HF, deslocados para o HU, reclamam que estão sobrecarregados com as demandas gerais do Hospital e também há desvio de função. A nutrição do Florianópolis foi desmantelada, mas as nutricionistas estão sendo chamadas para dar conta de demandas de pacientes que estão na emergência, que, em parte, continuou funcionando. Sem o apoio dos servidores da copa, elas têm muita dificuldade em prestar o apoio necessário.
A garantia do retorno
O Sindprevs/SC e Sindsaúde tentarão conseguir também a realização de uma audiência pública sobre a reforma do HF. As entidades avaliam que é importante que a população acompanhe atentamente a reforma, e que o HF volte a abrir suas portas como um Hospital totalmente público.
A reforma do HF, inicialmente delimitada ao setor da Emergência, nos últimos dias de janeiro de 2010 transformou-se numa obra de todo o prédio, com a realocação dos servidores para os hospitais Celso Ramos, Regional de São José e Universitário. Os trabalhadores estão conscientes da necessidade da reforma, mas não vão abrir mão de seus direitos.
A maioria deles está prestes a se aposentar, após toda uma vida dedicada à saúde pública de qualidade, e merece respeito e consideração dos administradores públicos. O Sindprevs/SC e o Sindsaúde estão acompanhando atentamente a situação dos servidores federais e estaduais do HF e estarão encaminhando todas as lutas necessárias para manter todos os direitos desses trabalhadores.
Fonte
A situação mais crítica foi encontrada no Hospital Celso Ramos, onde os servidores do HF estão no 7º andar, cuidando de oito leitos no setor da Clínica Médica. Na prática, os leitos estão sendo ocupados por pacientes que não encontraram vaga em outro setor do Celso Ramos. Encontram-se internados no 7º andar pacientes pós-cirúrgicos e até um caso de transplante de rim, sem as condições adequadas. Para dar conta dessa demanda, 12 técnicas de enfermagem dividem a escala de plantão, e uma enfermeira fica disponível no período da manhã. No período da tarde, os trabalhadores só contam com a supervisão de uma enfermeira do Celso Ramos, que só aparece se for chamada. Como ela, os demais funcionários do Celso receberam muito mal os trabalhadores do HF e agora ignoram a presença e as necessidades dos servidores e dos pacientes do 7º andar.
Além da insegurança de não contar com a presença constante de um profissional da área de enfermagem, como ocorria, os servidores do HF que estão trabalhando no Celso Ramos também não possuem um escriturário (profissional responsável pelo controle dos medicamentos, da entrada das visitas, dos papéis de internação, da marcação e encaminhamento dos pacientes para os exames, entre outros), nem um chefe imediato. Eles têm dificuldade até em conseguir medicamentos e materiais para os pacientes. Os servidores chegam até a buscar materiais no HF para realizar curativos. Todo esse quadro já foi relatado para a Gerente da Enfermagem, Ledronete Silvestre.
Do centro cirúrgico para a UTI
Cinco leitos da UIT (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Regional de São José foram reativados e colocados aos cuidados dos servidores do Centro Cirúrgico do Hospital Florianópolis. Apesar de bem recebidos pelos servidores do Regional, os trabalhadores do HF ainda ressentem a falta de treinamento para atuarem em UTI. Eles contaram que além da dinâmica de trabalho ser muito diferente, o perfil dos internados é totalmente distinto. Na UTI do Regional são comuns pacientes submetidos a cirurgias de grande porte. Isso mexeu muito com o lado psicológico dos servidores, que não estavam acostumados a atender tantos pacientes jovens e politraumatizados.
Apesar de estarem sendo controlados pelo ponto digital no Hospital Regional, os servidores sabem que a Chefia do Hospital Florianópolis liga diariamente para saber da presença dos servidores nos três turnos. Infelizmente nenhuma chefia aparece para informar como ficará a escala do próximo mês, nem pra ouvir as angústias dos trabalhadores do HF. Devido ao bom relacionamento entre os servidores do HF e do Regional, está sendo discutida a unificação dos leitos e das escalas de plantão. Para isso ocorrer ainda faltam escriturários e enfermeiros.
Hospital Universitário
Os trabalhadores federais e estaduais do HF que foram realocados para o Hospital Universitário (HU) estão trabalhando nos 27 leitos do 3ª andar. Eles encontraram uma ótima estrutura física no HU, no andar que foi mobiliado e equipado pela Secretaria Estadual de Saúde. Devido à baixa ocupação dos leitos – somente seis, no dia da visita dos representantes sindicais –, os servidores do HF estão sendo pressionados a irem trabalhar em outros locais. Essa pressão é feita por telefone, na hora em que os trabalhadores assumem o plantão. E já aconteceu de o servidor ir para outro hospital e depois ser chamado para voltar para o HU, num total descaso com os deslocamentos realizados.
Os servidores do setor de nutrição do HF, deslocados para o HU, reclamam que estão sobrecarregados com as demandas gerais do Hospital e também há desvio de função. A nutrição do Florianópolis foi desmantelada, mas as nutricionistas estão sendo chamadas para dar conta de demandas de pacientes que estão na emergência, que, em parte, continuou funcionando. Sem o apoio dos servidores da copa, elas têm muita dificuldade em prestar o apoio necessário.
A garantia do retorno
O Sindprevs/SC e Sindsaúde tentarão conseguir também a realização de uma audiência pública sobre a reforma do HF. As entidades avaliam que é importante que a população acompanhe atentamente a reforma, e que o HF volte a abrir suas portas como um Hospital totalmente público.
A reforma do HF, inicialmente delimitada ao setor da Emergência, nos últimos dias de janeiro de 2010 transformou-se numa obra de todo o prédio, com a realocação dos servidores para os hospitais Celso Ramos, Regional de São José e Universitário. Os trabalhadores estão conscientes da necessidade da reforma, mas não vão abrir mão de seus direitos.
A maioria deles está prestes a se aposentar, após toda uma vida dedicada à saúde pública de qualidade, e merece respeito e consideração dos administradores públicos. O Sindprevs/SC e o Sindsaúde estão acompanhando atentamente a situação dos servidores federais e estaduais do HF e estarão encaminhando todas as lutas necessárias para manter todos os direitos desses trabalhadores.
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