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segunda-feira, 8 de março de 2010

Sindicato discute jornalismo de resistência com Jornalista hondurenho Rony Martinez

O Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina realiza no mês de março mais uma edição do Círculo da Palavra, desta vez com uma série de atividades envolvendo o debate acerca da prática do Jornalismo. A proposta é discutir com profissionais e estudantes os desafios de um jornalismo que se compromete e assume postura diante da vida do País.

Para exemplificar isso traz a Florianópolis o jornalista hondurenho Rony Martinez, repórter da Rádio Globo Honduras, emissora privada que, desde o dia do golpe militar que instaurou a ditadura em Honduras, decidiu fortalecer o jornalismo de resistência.

A Rádio Globo Honduras, desde a quartelada, abriu seus microfones para defender a Constituição e o direito legítimo do presidente Zelaya de seguir governando, entendendo que a proposta de ouvir a população sobre uma nova Constituição para o país era democrática e acertada. Como estratégia de atuação, o grupo de jornalistas e locutores-apresentadores, comandados pelo veterano jornalista Dom David Romero, decidiu entregar a palavra ao povo hondurenho.

Todos os dias, durante toda a programação, as gentes entravam no ar falando da situação de sua província, sua cidade, seu bairro. Assim, a rádio acabou sendo um dos poucos veículos comerciais a garantir espaço para as informações da luta de resistência. Cada marcha organizada, cada ato de protesto, cada reunião, tudo ia ao ar, mostrando que o povo hondurenho não estava em casa aceitando a ditadura imposta pelas armas. Era o jornalismo em seu estado puro, informação contextualizada e interpretada.

O trabalho da Rádio Globo Honduras logo começou a incomodar a ditadura que imediatamente mandou fechar as portas e lacrar o transmissor. A rádio foi invadida, apesar do cerco que a comunidade fez ao prédio. Os trabalhadores tiveram de fugir por uma janela, pendurados em uma corda, os transmissores foram levados e o povo ficou sem a rádio.

Mas, no dia seguinte, de lugares não sabidos a rádio voltaria, transmitindo via internet, jamais interrompendo o fluxo de informação sobre a luta do povo hondurenho. Mais tarde garantiria a volta ao canal aberto, sem abrir mão da defesa dos direitos constitucionais da gente de Honduras. Por todo este trabalho de informação e dignidade a Rádio Globo Honduras ganhou o Prêmio Ondas, promovido pela Sociedade Radiofônica de Barcelona, Espanha, como a melhor rádio ibero-americana.

Rony Martinez, que chega a Florianópolis no dia 14 de março, é um jovem jornalista que atua diretamente com Dom David, num programa diário, todas as manhãs. Sua ação nestes meses de ocupação do país por um governo golpista é a expressão concreta de que é possível fazer jornalismo sério e comprometido mesmo nas situações mais assustadoras. Junto com a fala do jornalista hondurenho sobre esta experiência de jornalismo de resistência e libertação haverá o lançamento de um filme de média-metragem produzido por um grupo de cineastas e jornalistas de Florianópolis, chamado “De um golpe, Honduras”.

Programação com o jornalista Rony Martinez – Rádio Globo Honduras

16/3/10 – 9h - Conferência e Debate – Conjuntura de Honduras e Jornalismo de Resistência – Rony Martinez – Auditório do CSE/UFSC - Florianópolis;
17/3/10 – 19h - Conferência e Debate – Jornalismo de Resistência – Rony Martinez – Auditório Estácio de Sá – São José (Barreiros);
18/3/10 – 15h - Coletiva de imprensa para os meios alternativos: TEMA: Radio Globo Honduras e o Filme De Um Golpe, Honduras – Local : Sindicato dos Jornalistas – Florianópolis,
19h - Conferência e Debate – Jornalismo de Resistência – Rony Martinez – Auditório Unisul – Palhoça. Logo após o debate, apresentação do filme “De um golpe, Honduras”.
19/3/10 – 9h - II Encontro pela Soberania Comunicacional – Auditório do Sindicato dos Bancários – Florianópolis - Promoção: Portal Desacato e Revista Pobres e Nojentas. Apoio: Sindicato dos Jornalistas
DEBATE: 9h - O jornalismo de resistência e libertação – Rony Martinez, Elaine Tavares, Jilson Santos (AGECON) e Raul Fitipaldi.
DEBATE: 14h – O uso da Internet na Luta pela Soberania Comunicacional – Marco Arenhart, Urda Klueger, Celso Martins e Ronnie Huete. Entrega do Prêmio Volodia Teitelboim. Premiados: Urda Klueger, Míriam Santini de Abreu, AGECON e Rony Martínez Chávez. Coordena: Vanessa Bortucan  Lançamento do Filme “De um golpe, Honduras”. Roteiro: Raul Fitipaldi. Direção: Aline Razzera Maciel.
20/04/10 – 11h - Visita à Rádio Campeche – Participação no Programa Campo de Peixe com transmissão unificada com Tegucigalpa/Honduras.
21/04/10 – Encontro com comunicadores do Meio Oeste - Fraiburgo – Agecon – Escola Agrícola 25 de Maio
22/04/10 – Conferência e Debate – Jornalismo de Resistência – Rony Martinez – Auditório IELUSC/ Joinville - Logo após o debate, apresentação do filme “De um golpe, Honduras”.
23/04/10 – Viagem para São Paulo – Encontro com Mídia Alternativa
24/04/10 - Viagem para Honduras

Fonte: Pobres e Nojentas

sexta-feira, 5 de março de 2010

Campanha Salarial tem novas assembleias em Tubarão e Criciúma, dias 9 e 10 de março

Os jornalistas de Tubarão e Criciúma debatem na terça e quarta-feira (9 e 10/3) a pauta de reivindicação para 2010/2011. Uma das principais cláusulas refere-se ao piso de R$ 1.800, que, segundo o Dieese, está dentro da realidade das empresas e das necessidades da categoria. Duas assembléias já foram realizadas nessa semana, em Jaraguá do Sul e Joinville, com aprovação da proposta por unanimidade e com duas modificações.

As alterações sugeridas, debatidas e aprovadas referem-se a ampliação no prazo do auxílio-creche, que assegura o recebimento do direito social entre o nascimento e 60 meses de idade para filhos de jornalistas; e ampliação da licença-maternidade, conforme a nova legislação, assegurando direito de afastamento do trabalho de jornalistas por seis meses.

Fonte SJSC

quinta-feira, 4 de março de 2010

Campanha Salarial: Jornalista, só tem vitória com luta e participação

Por Elaine Tavares - Já estão acontecendo as Assembléias Gerais para a discussão da pauta de negociação coletiva dos jornalistas. Em Jaraguá do Sul os trabalhadores já apresentaram suas propostas e em Joinville também. Novas assembléias acontecem na semana que vem e a proposta é que os jornalistas participem e tragam sugestões.

A mesa de negociação com os patrões só adquire força se houver gente mobilizada. Caso contrário, não há avanços. É bom lembrar aos trabalhadores que tiveram os contracheques engordados com os recursos de participação nos lucros que não devem cair no conto da sereia. Estes valores aparecem apenas uma vez ao ano – e não representam os esforços reais dos trabalhadores - e o salário decente cai no nosso bolso todos os meses.

Participar ativamente da construção da pauta e mostrar a mobilização é a única forma de garantir uma negociação em que a correlação de forças penda para o lado dos trabalhadores.
Veja o calendário das Assembléias em http://www.sjsc.org.br/, agende-se e participe. Leia a pauta de reivindicação e apresente propostas.

Fonte: SJSC

quarta-feira, 3 de março de 2010

Campanha Salarial 2010 dos Jornalistas - Jaraguá do Sul aprova pauta com uma modificação

Os jornalistas de Jaraguá do Sul e região aprovaram por unanimidade, com uma modificação, a proposta de pauta – veja no www.sjsc.org.br - para a convenção coletiva de trabalho 2010/2011 apresentada pela Direção do Sindicato na assembléia regional realizada na noite de terça-feira (02/03).
A modificação sugerida, debatida e aprovada pela assembléia foi a ampliação no prazo do auxílio-creche. A proposta aprovada assegura o recebimento do auxílio-creche entre o nascimento e 60 meses de idade para filhos de jornalistas.

Hoje, quarta-feira, 3 de março, ocorrerá assembléia em Joinville. Uma proposta de inclusão de pauta, para ser apresentada e dabatida em Joinville, foi encaminhada ao presidente do SJSC, Rubens Lunge. A proposta é de inclusão de uma cláusula que amplie a licença-maternidade, conforme a nova legislação, assegurando direito de afastamento do trabalho de jornalistas por seis meses.

O texto abaixo, produzido pela Equipe Técnica do Escritorio Regional do Dieese - SC apresenta razões para que o piso dos jornalistas catarinenses seja elevado na data base de 2010 em maio.


1) Os pisos das categorias existem para evitar que as relações entre capital e trabalho ingressem em um estágio de barbárie. Para o capital, em última instância, o que interessa é o lucro. A regulação das relações entre empresas e trabalhadores visa dar o mínimo de proteção a estes, evitando que os salários se situem abaixo das condições mínimas de sobrevivência. O salário mínimo definido em cada país, existe, do ponto de vista econômico, fundamentalmente, por essa razão. Na ausência de um valor mínimo de sobrevivência, regulado por lei, os trabalhadores, em períodos de crise, seriam pagos com salários regidos unicamente pela oferta e procura da força de trabalho, o que seria um verdadeiro desastre;

2) O piso salarial dos jornalistas, além de fundamental para esse trabalhador da comunicação, também é de interesse das empresas do setor. Salários melhores e condições de trabalho mais adequadas significam maior produtividade, menor rotatividade e um trabalhador mais concentrado em resultados. Especialmente neste momento, em que crescem as queixas empresariais, ou de seus representantes, de falta de força de trabalho qualificada, manifestação bastante comum antes da irrupção da crise. Alguns empresários já estão prevendo que, caso o país ingresse em um período de crescimento sustentado, a força de trabalho se torne o principal gargalo para a continuidade do crescimento. Aliás, o fenômeno já vem ocorrendo localizadamente, especialmente para algumas funções da construção civil, como engenheiro e mestre de obras;

3) Além disso, do ponto de vista da economia como um todo, salários melhores significam maior capacidade de consumo da sociedade, com conseqüências altamente positivas sobre a produção de mercadorias e serviços. É o que ocorre com a economia brasileira neste momento. Embalado pela recuperação do emprego e pela ampliação da oferta do crédito, o comércio varejista brasileiro cresceu, em 2009, 5,9% em volume de vendas e 10% em receita, em relação ao ano anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (IBGE). Em dezembro de 2009 comparado com o mesmo mês do ano anterior, o incremento no volume de vendas foi de 9,1% e na receita nominal, de 11,9%. O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão no volume de vendas em 2009 de 8,3% em relação ao ano anterior, resultado que o levou a responder por um 67,8% da taxa anual do varejo, segundo o IBGE. Por conta da expansão do mercado interno, todos os indicadores recentes projetam um crescimento da economia brasileira em 2010 acima dos 5%;

4) Informações veiculadas diariamente na mídia dão conta que a demanda continua firme mesmo depois do fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca no fim de janeiro, em função da formação de estoques pelas redes, com o imposto mais baixo. Além das vendas de televisores, impulsionadas pela aproximação da Copa do Mundo, o consumidor tem adquirido outros produtos como câmeras digitais, e TVs com novas tecnologias. As compras através da internet, ou por catálogo, também respondem por parte desse vigor do setor varejista. Este forte desempenho do comércio está diretamente relacionado à retomada do mercado interno causada pela: recuperação do crédito, inadimplência controlada, expansão da massa salarial e forte recuperação do mercado de trabalho;

5) A recuperação do emprego formal está desempenhando um papel chave nesse processo de expansão do mercado interno. Em janeiro foram criados 181.419 postos de trabalho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), recorde histórico de geração de empregos para o mês. Do saldo de janeiro, a indústria de transformação respondeu por mais de um terço, com 68,9 mil postos de trabalho. Essa recuperação vigorosa do emprego industrial, exatamente o setor mais afetado pela crise, sinaliza aumento da produção industrial nos próximos meses, visando recompor os seus estoques, para atender a crescente demanda do comércio. Já se observa que a indústria de transformação vem recontratando trabalhadores que foram demitidos na crise, em função também do vigor da construção civil (54,3 mil novos postos em janeiro) que demanda aço, produtos químicos, plásticos, cimento, azulejo, ou seja, segmentos intensivos em mão de obra. Os dados do emprego formal de janeiro estão em linha com a recuperação do mercado de trabalho, que já vinha dos meses anteriores, e projetam um desempenho recorde do crescimento do emprego formal para este ano;

6) Em Santa Catarina, outro aspecto fortalece a defesa de um piso mais elevado para os jornalistas. A Lei Complementar 459/09, em vigor desde janeiro último, instituiu 4 pisos, por categorias profissionais, entre R$ 587 e R$ 679. O resultado da Lei, no que se refere a expansão da massa salarial, mesmo antes de sua vigência, já são visíveis, visto que as negociações salariais, já utilizam os valores dos pisos como novos parâmetros. Os estudos que o Escritório Regional do DIEESE realizou mostram que potencialmente acima de 518 mil trabalhadores catarinenses poderiam ser diretamente beneficiados por um piso estadual de R$ 587,00. Desta conta estão excluídos os trabalhadores sem carteira, e os trabalhadores por contra própria, cujos salários em parte se referenciam pelo mínimo oficial. Estão fora da estimativa, também, os pisos salariais das categorias que certamente seriam beneficiadas por um piso estadual, como hoje ocorre, de forma destacada, em relação ao salário mínimo nacional. Desde último trimestre de 2009, mesmo antes da vigência da Lei, foram inúmeras as negociações celebradas já com base na referida Lei, o que deve contribuir para elevar o valor dos salários reais em Santa Catarina, ao longo de 2010;

7) A melhoria significativa do piso dos jornalistas (a proposta é de um piso de R$ 1.800,00 a partir de maio/10) é um pré-requisito fundamental para a melhoria das condições de vida e trabalho deste profissional. Pesquisa realizada em Florianópolis pelo DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – constatou que o custo de uma “cesta” de tarifas, de preços administrados pelo governo estava, em dezembro/09 em R$ 382,42, para famílias com renda entre 0 e 8 Salários Mínimos residentes na capital. Somente em 2009 o custo desta cesta mês registrou aumento de 5,63%, puxado pelas variações do preço do gás doméstico (20,07%), do preço do álcool (19,98%), da tarifa de água e esgoto (9,75%), da tarifa residencial de energia elétrica (7,24%) e das passagens do sistema de transporte urbano (6,06%);

8) Somente uma cesta básica de alimentos para uma pessoa adulta, custou em janeiro, R$ 213,23 em Florianópolis e R$ 203,72 em Brusque. Levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em janeiro deste ano, enquanto o salário mínimo passou a corresponder a R$ 510,00, o mínimo necessário foi estimado em 3,90 vezes este valor, equivalendo a R$ 1.987,26. Em dezembro de 2009, quando o salário mínimo era de R$ 465,00, o menor salário deveria ser de R$ 1.995,91 (4,29 vezes o mínimo então em vigor);

9) O aumento do piso salarial dos jornalistas certamente melhorará as relações de trabalho entre empresas e trabalhadores, e irá garantir mais dignidade a estes trabalhadores. Além disso, somada a outras ações de melhoria das condições de trabalho, pode significar um avanço nas relações de trabalho, que devem ser presididas pelo respeito e profissionalismo;

10) Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2007 a renda per capita em Santa Catarina era de R$17.834,00, a quinta maior do país. A Secretaria de Estado de Planejamento e Gerência do Estado estima que, em 2008, a renda per capita de Santa Catarina tenha alcançado R$19.655,00. Além disso, a economia catarinense cresce acima da economia nacional. Entre 1995 e 2007, enquanto o PIB Brasileiro cresceu 277,15 a economia brasileira e Catarinense de 1995 com o ano de 2007, verifica-se um crescimento de 277,15% e 331,77%, respectivamente. Tudo indica que este desempenho se repetiu em 2008 e 2009, apesar dos dados ainda não estarem consolidados;

11) O salário médio dos ocupados praticado em Santa Catarina, segundo a PNAD/2008 era de 1.187,00 (um mil cento e oitenta e sete reais), o terceiro maior do Brasil, perdendo apenas para DF e SP. Este dado é fruto de uma média que inclui a economia informal e trabalhadores com qualificação muito abaixo do trabalhador das empresas de comunicações. O piso reivindicado pelos jornalistas, cabe lembrar, de R$ 1.800,00, representará em maio, tão somente 3,5 salários mínimos.

Calendário das assembléias - Participe e fortaleça a campanha salarial

2 de março de 2010 - Jaraguá do Sul – Auditório do Sindicato dos Trabalhadores Químicos, Plásticos, da Borracha e Papelão de Jaraguá do Sul e Região, à Rua José Leier, 388, Centro, Jaraguá do Sul, SC, em primeira chamada às 20h, com o quórum regulamentar, e em segunda chamada, com qualquer número de participantes, às 20h30min.

3 de março de 2010 - Joinville – Auditório da Associação Educacional Luterana Bom Jesus/Ielusc, cito à Rua Princesa Isabel, 438, Centro, Joinville, SC, com primeira chamada às 19h30min, com o quórum regulamentar, e segunda chamada, com qualquer quórum, às 20h.

9 de março - Tubarão – Auditório do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Varejista e Atacadista de Tubarão e Região, Rua Coronel Cabral, 251, Centro, Tubarão, SC, com primeira chamada às 19h, com o número regulamentar de participantes, e segunda chamada às 19h30min, com qualquer número de participantes.

10 de março - Criciúma – Plenarinho da Câmara de Vereadores de Criciúma, Rua Cel. Pedro Benedet, 488, 5º/6° andares, Centro Profissional de Criciúma, Centro, Criciúma, SC, com primeira chamada às 18h30min, com o quórum regulamentar, e segunda chamada às 19h, com qualquer número de participantes..

16 de março - Lages – Auditório da Associação dos Municípios da Região Serrana, na Rua Otacílio Vieira da Costa, 112, Centro, Lages, SC, com primeira chamada às 19h30min, com o quórum regulamentar, e segunda chamada às 20h, com qualquer número de participantes.

17 de março - Blumenau - Restaurante Adriana, cito à Rua Curt Hering, 240, Centro, Blumenau, SC, em primeira chamada às 19h, com o quórum regulamentar, e às 19h30min, com qualquer quórum.

18 de março - Itajaí – Auditório do Centro Público de Economia Solidária, à Rua Lauro Müller, 39, Centro, Itajaí, SC, às 19h, em primeira chamada, e às 19h30min, em segunda chamada, com qualquer número de participantes.

23 de março - Concórdia – Plenário da Câmara de Vereadores de Concórdia, Rua Leonel Mosele, 96, Centro, Concórdia, SC, a partir das 19h em primeira chamada, com o quórum regulamentar, e segunda chamada, com qualquer quórum, a partir das 19h30min

24 de março - Chapecó – Auditório do Sindicato dos Bancários de Chapecó, Xanxerê e Região, à Rua Porto Alegre, 619-D, Centro, Chapecó, SC, em primeira chamada às 19h30min, com o quórum regulamentar, e segunda chamada às 20h, com qualquer quórum.

25 de março - São Miguel do Oeste – Auditório do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de São Miguel do Oeste, Rua Santos Dumont, 742, 1º andar, Centro, São Miguel do Oeste, SC, com primeira chamada às 19h30min, com o número regulamentar de participantes, e segunda chamada às 20h, com qualquer número de participantes.

31 de março - Florianópolis – Auditório do 3º Andar da Federação dos Trabalhadores do Comércio de Santa Catarina, à Avenida Mauro Ramos, 1624, com primeira chamada, no turno matutino, às 9h30min, com o quórum regulamentar, e às 10h, com qualquer quórum, e no turno noturno, em primeira chamada às 18h30min, com o quórum regulamentar, e em segunda chamada às 19h, com qualquer número de participantes.

Fonte: SJSC

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sindicato dos Jornalistas inicia a Campanha Salarial 2010 - Piso reivindicado é de R$ 1.800

O Sindicato dos Jornalistas começa neste dia 2 de março o processo de discussão da pauta que balizará a campanha salarial deste ano. Nesse sentido, é muito importante que os jornalistas conheçam o conteúdo da pauta e participem, ajudando a melhorar as propostas que farão parte da mesa de negociação.
No que diz respeito ao salário, em Santa Catarina ainda temos um piso bastante baixo, e de 1996 a 2002 tivemos uma perda de 13%. Isso aconteceu porque neste período não se chegou a acordo negociado, não houve dissídio e as empresas deram o que quiseram. Naqueles dias a Justiça não era obrigado a julgar os dissídios. Sem uma mobilização forte dos trabalhadores, as perdas foram acontecendo.

Nas últimas negociações chegou-se a um acordo de que estas perdas seriam repostas de maneira gradual, mas, na verdade, isso não aconteceu. O máximo que se conseguiu nos últimos acordos foi acrescentar 1% ao INPC, o que significa que da perda de 13% só foi garantida a reposição de 2%. Ainda há uma dívida de 11% por parte dos patrões, que a considerar o piso atual de 1.200 reais, representaria um acréscimo de 132 reais nos salários. Quantia irrisória se levarmos em conta os lucros que as empresas de comunicação garantem a cada ano com a exploração dos trabalhadores.

É por conta disso que a negociação deste ano precisa de muita mobilização. A intenção do Sindicato é recompor estas perdas e ainda definir um ganho real de verdade para os trabalhadores, uma vez que a situação laboral tem se precarizado muito, com os jornalistas tendo de cumprir multifunções num processo vertiginoso de superexploração.

Assim, para a mesa de negociação deste ano o Sindicato está propondo a elevação do piso para R$ 1.800, o que garantiria a reposição de todas as perdas e estabeleceria ganho real para todos os jornalistas. Além disso, o SJSC está acrescentando à pauta de negociação uma série de cláusulas sociais que visam melhorar as condições de trabalho.

Mas, para garantir esta pauta e a elevação dos salários, não basta estabelecer uma comissão de dirigentes e discutir numa mesa de negociação. É a correlação de forças que dá o tom da conversa. Se não houver jornalistas mobilizados, raras são as chances de um bom acordo. Patrão só se mexe quando percebe o perigo da organização dos trabalhadores. Então, o sindicato conclama a todos os filiados para que compareçam às assembléias de discussão da pauta e de negociação. Para isso, está disponibilizando aqui a proposta de pauta construída por uma comissão. Está aberta para o debate e alterações.

Calendário das Assembléias:

2 de março de 2010 - Jaraguá do Sul – Auditório do Sindicato dos Trabalhadores Químicos, Plásticos, da Borracha e Papelão de Jaraguá do Sul e Região, à Rua José Leier, 388, Centro, Jaraguá do Sul, SC, em primeira chamada às 20h, com o quórum regulamentar, e em segunda chamada, com qualquer número de participantes, às 20h30min.

3 de março de 2010 - Joinville – Auditório da Associação Educacional Luterana Bom Jesus/Ielusc, cito à Rua Princesa Isabel, 438, Centro, Joinville, SC, com primeira chamada às 19h30min, com o quórum regulamentar, e segunda chamada, com qualquer quórum, às 20h.

9 de março - Tubarão – Auditório do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Varejista e Atacadista de Tubarão e Região, Rua Coronel Cabral, 251, Centro, Tubarão, SC, com primeira chamada às 19h, com o número regulamentar de participantes, e segunda chamada às 19h30min, com qualquer número de participantes.

10 de março - Criciúma – Plenarinho da Câmara de Vereadores de Criciúma, Rua Cel. Pedro Benedet, 488, 5º/6° andares, Centro Profissional de Criciúma, Centro, Criciúma, SC, com primeira chamada às 18h30min, com o quórum regulamentar, e segunda chamada às 19h, com qualquer número de participantes.

16 de março - Lages – Auditório da Associação dos Municípios da Região Serrana, na Rua Otacílio Vieira da Costa, 112, Centro, Lages, SC, com primeira chamada às 19h30min, com o quórum regulamentar, e segunda chamada às 20h, com qualquer número de participantes.

17 de março - Blumenau - Restaurante Adriana, cito à Rua Curt Hering, 240, Centro, Blumenau, SC, em primeira chamada às 19h, com o quórum regulamentar, e às 19h30min, com qualquer quórum.

18 de março - Itajaí – Auditório do Centro Público de Economia Solidária, à Rua Lauro Müller, 39, Centro, Itajaí, SC, às 19h, em primeira chamada, e às 19h30min, em segunda chamada, com qualquer número de participantes.

23 de março - Concórdia – Plenário da Câmara de Vereadores de Concórdia, Rua Leonel Mosele, 96, Centro, Concórdia, SC, a partir das 19h em primeira chamada, com o quórum regulamentar, e segunda chamada, com qualquer quórum, a partir das 19h30min

24 de março - Chapecó – Auditório do Sindicato dos Bancários de Chapecó, Xanxerê e Região, à Rua Porto Alegre, 619-D, Centro, Chapecó, SC, em primeira chamada às 19h30min, com o quórum regulamentar, e segunda chamada às 20h, com qualquer quórum.

25 de março - São Miguel do Oeste – Auditório do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de São Miguel do Oeste, Rua Santos Dumont, 742, 1º andar, Centro, São Miguel do Oeste, SC, com primeira chamada às 19h30min, com o número regulamentar de participantes, e segunda chamada às 20h, com qualquer número de participantes.

31 de março - Florianópolis – Auditório do 3º Andar da Federação dos Trabalhadores do Comércio de Santa Catarina, à Avenida Mauro Ramos, 1624, com primeira chamada, no turno matutino, às 9h30min, com o quórum regulamentar, e às 10h, com qualquer quórum, e no turno noturno, em primeira chamada às 18h30min, com o quórum regulamentar, e em segunda chamada às 19h, com qualquer número de participantes.

Fonte

Debate do Sindicato dos Jornalistas com estudantes reúne 90 participantes em Blumenau

O Sindicato dos Jornalistas participou de debate na noite de terça-feira (23/02) com alunos do curso de jornalismo do Ibes/Sociesc, em Blumenau. As intervenções abordaram a importância da formação acadêmica para o exercício da profissão. O SJSC foi representado pelos diretores Rubens Lunge e Fernando Arteche a convite do novo coordenador do curso de Comunicação Social - Jornalismo do Ibes, Eumar Silva, também integrante da Comissão Estadual de Ética.

O presidente do Sindicato destacou a efetiva participação dos estudantes na discussão, que também teve as presenças de professores, profissionais e empresários da região.Eumar Silva salientou que o debate foi um dos mais significativos dos últimos tempos por reunir quase 100 participantes em três horas de debate, rico em propostas na defesa da profissão.

Além da formação, ele destacou a importância do aperfeiçoamento profissional na área para que o jornalista possa cumprir sua função da melhor forma possível. Citou ainda as afirmações dos empresários presentes e do editor-chefe do Jornal de Santa Catarina, Edgar Gonçalves Jr., de que as empresas continuarão a contratar jornalistas formados.

Já o professor Fernando Arteche disse que o encontro foi bastante representativo por contar com a participação de vários segmentos do jornalismo, destacando que diversos alunos elogiaram o debate. Lunge acrescentou que o encontro representou "uma oportunidade a mais para o contato com a academia, ouvir de professores e estudantes o que pensam da profissão, assim como as questões que envolvem o Sindicato e o Curso".

Em todas as intervenções ficou clara a defesa da formação superior específica para o exercício do jornalismo. Nesse sentido, debateu-se a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), e os efeitos da não-exigência da formação superior para o acesso ao registro profissional de jornalista, assim como impactos sobre o Ministério do Trabalho e Emprego e nas relações de trabalho da categoria em todo o Estado e no Brasil.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sindicato dos Jornalistas aceita filiação de jornalista não diplomado desde que atue na área

A Direção do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina deliberou, em reunião do dia 5 de fevereiro, por aceitar a filiação de todos os profissionais com registro junto ao Ministério do Trabalho desde que no efetivo exercício das atividades da categoria.

Os diretores do SJSC entendem que a aplicação do Estatuto da entidade abrange todos os trabalhadores jornalistas, inclusive aqueles que não são formados. “Se há trabalhador com registro e no pleno exercício do contrato de trabalho, o Sindicato deve lutar por melhorar suas condições de trabalho, lutar por salários dignos e condizentes com a importância da profissão e ampliar os direitos sociais”, disse o presidente do SJSC, Rubens Lunge.

A posição da Direção não interrompe a luta de todos os jornalistas brasileiros, de assegurar o acesso ao registro profissional com a formação superior. “O STF (Supremo Tribunal Federal) criou uma situação esdrúxula ao derrubar o nosso diploma, e o Ministério do Trabalho ampliou este cenário ao não estabelecer critério para a concessão do registro profissional a partir da sentença do STF e até que as emendas constitucionais que trazem de volta a formação sejam votadas pelo Congresso”, afirmou Lunge. Diante disso, Rubens Lunge afirmou que “o Sindicato não pode se negar a defender os trabalhadores cujos registros foram concedidos, neste momento, sem o diploma”.

Fonte