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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Apoio à greve dos trabalhadores da saúde de Santa Catarina em defesa da saúde pública, gratuita e de qualidade


Assine a petição  em apoio à greve dos trabalhadores da saúde de Santa Catarina em defesa da saúde pública, gratuita e de qualidade clicando no link: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N31157

Aos trabalhadores da Saúde
Apoio à greve dos trabalhadores da saúde de Santa Catarina em defesa da saúde pública, gratuita e de qualidade

Os trabalhadores dos hospitais públicos estaduais estão em greve a fim de exigir melhores salários, condições dignas de trabalho e saúde pública, gratuita e de qualidade para toda população. Por isso merecem todo o nosso apoio!

O povo não precisa de dados para saber que a saúde está um caos. A exploração cada vez mais intensa do trabalho, a falta de tempo e espaço para lazer e exercícios físicos, a má alimentação e outras condições precárias de vida têm deixado as pessoas cada vez mais doentes. Assim, as filas nos postos de saúde e hospitais não param de crescer.
 
Contudo, faltam médicos, enfermeiros, técnicos, equipamentos e medicamentos. Muitas pessoas viajam quilômetros de distância para a capital porque faltam hospitais de média e alta complexidade no interior do Estado. Enfim, muitas pessoas estão morrendo nas filas e os trabalhadores da saúde, em geral, estão sobrecarregados!

Esta situação é resultado da política privatista e desumana para a saúde. Há muito tempo, os sucessivos governos de Santa Catarina vem privatizando a saúde pública através das terceirizações da nutrição, da limpeza, dos laboratórios e outros serviços essenciais. A saúde também está sendo privatizada através das chamadas Organizações Sociais (OSs).
 
Trata-se de empresas privadas para as quais o governo do Estado está transferindo a gestão dos hospitais públicos. Já foram entregues seis unidades: Hemosc, Cepon, Samu, Hospital Infantil de Joinville, Hospital Regional de São Miguel do Oeste e Hospital Regional de Araranguá.

A desculpa é de que com a terceirização e a privatização o Estado economiza recursos. Isso não é verdade. O próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) de SC identificou que o governo estadual, em 2011 gastou R$ 312,55 milhões com terceirizações. Este valor representa um crescimento de 24,32% em relação ao ano anterior.
 
Em termos acumulados, entre 2007-2011 enquanto os gastos correntes do Estado cresceram 47,76%, as despesas com empresas terceirizados aumentaram 94,62%. Segundo o TCE, “a Diretoria de Controle da Administração Estadual – DCE, deste Tribunal, vem realizando frequentes auditorias na execução de contratos com terceirização nos diversos órgãos do Estado, nas quais, invariavelmente tem encontrado sérias irregularidades, não raramente evidenciando prejuízos ao erário estadual, decorrentes, dentre outros fatores, pela má gestão dos respectivos contratos.” (TCE, Relatório técnico sobre as contas do Governo do Estado: exercício 2011, p. 1791).

Enfim, o governo está transferindo a gestão da saúde pública para empresas privadas (cujos sócios, muitas vezes, são ligados aos membros e partidos dos próprios governantes) que possuem um único objetivo: lucrar através do atendimento de planos privados, superfaturamento, trabalho precarizado dos servidores e diminuição da qualidade do atendimento à população.

Dentro dessa política de transferir dinheiro público para a iniciativa privada, agora o governo também pretende diminuir o salário dos servidores. Há mais de 20 anos, por falta de funcionários, os trabalhadores da saúde fazem hora extra (a chamada “hora plantão”).
 
Atualmente, esse trabalho excedente corresponde até 75% do salário. Recentemente, a Secretaria do Estado da Saúde (SES) do governo Colombo decidiu cortar a “hora plantão” sem aumento salarial, ou seja, a maioria dos servidores terá uma diminuição de até 75% da sua receita. Não precisa ser bom em matemática para deduzir que isso afetará a sobrevivência de suas famílias.

Diante disso, os trabalhadores da saúde – esta categoria que cotidianamente salva vidas, vira as noites e está exposta a todas as doenças e tragédias da vida humana – decidiram entrar em greve, depois de dois meses de tentativa de negociação e depois de dar mais 15 dias para o governo apresentar uma proposta.

O que exigem estes companheiros? Que não tenha mais hora plantão (pois ela significa exploração), que se contratem mais funcionários para o melhor atendimento à população e que se incorpore ao salário uma gratificação.

No entanto, a proposta do governo até o momento vai a sentido contrário: aumentar a carga de trabalho para 42 horas semanais (desrespeitando a lei das 30 horas na saúde) e reprimir o SindSaúde, através da tentativa de ilegalização da greve e de multas que podem ultrapassar um milhão de reais.
O que o governo está fazendo com a saúde é desumano.
 
Os trabalhadores não só tem direito de entrar em greve como estão corretos de lutar. A população precisa se solidarizar com estes companheiros. O seu apoio pode ser determinante para se obter uma vitória em mais esta batalha em defesa da saúde pública, gratuita e de qualidade.

Por uma saúde pública, gratuita e de qualidade!
Abaixo a exploração dos trabalhadores!
O povo unido, jamais será vencido!

Assine esta moção de apoio!

Assinam este texto:
ACJM/SC - ANDES UFSC - APRASC - CCLCP - CSP-CONLUTAS - DEP. EST. AMAURI SOARES - JCA - MAS - MST - SEEB - SINDASPI/SC - SINDPD/SC - SINDPREVS - SINTRATURB

terça-feira, 16 de março de 2010

Sindicatos lançam livro "O terrorismo de Estado na Colômbia"

O Sinergia, Sindprevs-sc, Sindpd, Aprasc, SEEB-Fpolis, Sintraturb, Sindsaúde juntamente com a Editora Insular em um gesto de solidariedade internacional com seus companheiros sindicalistas e com tod@s que lutam e são perseguidos e assassinados na Colômbia, estarão lançando no dia 24 de março de 2010, no Auditório do Sinergia, às 19h, o livro O terrorismo de Estado na Colômbia, de Hernando Calvo Ospina. O autor é um jornalista colombiano, que atualmente está como refugiado político na França, trabalhando no Le Monde Diplomatique.

O livro foi encaminhado, em 2009, para fazer parte da Coleção Relações Internacionais e Estado Nacional (RIEN) da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A obra foi examinada por dois docentes ligados aos cursos de Relações Internacionais – um da UFSC e outro da UFRGS –, tendo ambos emitido pareceres favoráveis a sua publicação.

No entanto, um membro do Conselho Editorial da Editora da UFSC, pertencente ao Departamento de Engenharia Elétrica, inconformado com os dois pareceres favoráveis, pediu vistas das aprovações e, com uma leitura rápida do livro, pois teve apenas uma semana para examiná-lo, exarou um parecer contrário à publicação, conseguindo aprová-lo no Conselho Editorial. O inédito aconteceu: o eletricista venceu o internacionalista em matéria de política internacional.

Diante disso o Sinergia, Sindprevs-sc, Sindpd, Aprasc, SEEB-Fpolis, Sintraturb, Sindsaúde, não apenas se manifestaram publicamente contra a censura em uma casa editorial universitária mantida pelo orçamento público da União, como também arcaram com as despesas de tradução do livro para que a Editora Insular pudesse publicá-lo e disponibilizá-lo no mercado por um preço mais acessível.

Diz o professor de História da UFSC, Waldir José Rampinelli.: “A Colômbia, que faz parte da região amazônica, é um país pouco conhecido e pouco estudado no Brasil. Problemas de fronteiras, avanço subimperialista e um conjunto de preconceitos têm distanciado esses dois povos sul-americanos. A universidade brasileira não tem conhecimento da realidade colombiana, bem como da história de violência praticada por sua classe dominante contra sua população.”

O livro de Ospina trata do terrorismo de Estado praticado na Colômbia contra os sindicatos, os grupos guerrilheiros, os movimentos sociais, os partidos políticos de esquerda e a população em geral; analisa os massacres dos paramilitares contra os líderes comunitários, as organizações civis e os pequenos povoados; narra a violência dos narcotraficantes contra os camponeses, os padres da teologia da libertação e os juízes independentes.

Tudo isso sob o olhar complacente do Estado colombiano e do Pentágono, que não apenas toleram, mas também apóiam esse terrorismo. É um estudo importante sobre a história da Colômbia e de como o governo de Álvaro Uribe se utiliza do terror de Estado para destruir os sindicatos, os grupos guerrilheiros, os movimentos sociais e os partidos políticos de esquerda.

Fonte Assessoria de formação e cultura do Sinergia

segunda-feira, 8 de março de 2010

Audiência discute incorporação do BESC

Em audiência realizada em 05/03, quinta-feira, na 2ª Vara do Trabalho da Comarca de São José, em virtude da ação trabalhista interposta pelo SEEB Florianópolis e Região contra o Banco do Brasil (processo 04138-2009-032-12-00-3) , os representantes do Sindicato trataram de vários assuntos que marcaram de forma negativa o processo de incorporação do BESC pelo BB.

De maneira geral, esta ação visa assegurar aos empregados egressos do BESC, detentores da estabilidade contratual, a manutenção deste direito mesmo após optar pela carreira do BB. Ainda, a referida ação busca configurar a prática de assédio moral coletivo por parte do Banco do Brasil contra uma parcela bastante expressiva dos empregados oriundos do BESC.

Para tanto, questões relacionadas à perda de direitos por parte dos antigos besquianos em virtude do processo de incorporação, não reconhecimento do tempo de serviço prestado ao Besc, a falta de oportunidade de encarreiramento para aqueles empregados que não migraram, PREVI/CASSI, pagamento incorreto das 7ª e 8ª horas, perda de cargos e comissões, diferença de pisos salariais entre aqueles que migraram para a carreira do BB e os que não migraram, entre outras pendências decorrentes do processo de incorporação do BESC pelo BB que geraram sérios problemas àquela época e, em muitos casos, persistem até hoje, foram abordadas pelos representantes do Sindicato e pelas testemunhas que compareceram à audiência.

Outra questão que despertou bastante interesse por parte da Exma. Juíza do Trabalho, representante do Poder Judiciário, foi quanto à pressão psicológica que muitos empregados do antigo Besc sofreram ao verem os departamentos onde trabalhavam serem desestruturados pelo BB. Na ocasião o que podemos testemunhar foram muitas salas e prédios sendo esvaziados enquanto os trabalhadores ficaram por semanas ociosos dentro de salas vazias ou tendo que fazer o próprio serviço de retirada destes materiais. Muita ansiedade, nervosismo, falta de informação e incertezas também marcaram aquele período para muitos desses trabalhadores, principalmente aqueles que não estavam com suas vagas garantidas e tiveram que encontrar um local para trabalhar.

A sentença deve sair nos próximos meses e esperamos que o Poder Judiciário possa corrigir estas pendências de forma a que todo o besquiano que foi incorporado pelo BB possa ser considerado empregado desta instituição de forma plena, sem marcas e sem discriminação.

Fonte SeebFloripa

quarta-feira, 3 de março de 2010

Eleições do SINTRATURB

O SEEB Florianópolis e Região apóia atual gestão do SINTRATURB pela continuidade do espírito de luta e trabalho. O SEEB Floripa e o SINTRATURB são entidades que atuam permanentemente nas lutas da cidade e importantes contrapontos as ofensivas da atual administração da capital aos trabalhadores .

O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário e Urbano de Florianópolis vai passar por mais um processo eleitoral. Desta vez, duas chapas estão inscritas para concorrer às eleições de 03 e 04 de março. O Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região apóia a Chapa 1, composta pela maioria dos integrantes da direção atual.

A gestão atual do SINTRATURB vem desenvolvendo importante trabalho de conscientização política dos seus trabalhadores, através da construção de uma nova política para o transporte público na região, priorizando o transporte coletivo em detrimento do uso individual do automóvel. A Chapa 1 significa a continuidade do excelente trabalho desenvolvido até então pelo Sindicato, em defesa dos direitos dos seus filiados e na construção de políticas públicas de mobilidade urbana.

O SEEB Florianópolis e o SINTRATURB são entidades que atuam juntas constantemente nas lutas da cidade, pois entendem que nenhuma categoria pode resolver seus problemas de maneira isolada.

Acreditamos que a Chapa 1 é a que apresenta melhores condições de desenvolver um trabalho baseado na autonomia em relação aos governos e patrões e na luta em defesa de uma sociedade mais justa.
Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região.

Fonte: SeebFloripa

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Audiência em São José discute incorporação do BESC pelo BB

O SEEB Florianópolis e Região, dando seguimento às diversas ações que visam corrigir as discriminações e injustiças geradas a partir da incorporação do BESC pelo BB, ingressou com ação nas Justiças do Trabalho de São José e Florianópolis ano passado pleiteando a manutenção da estabilidade contratual no emprego para aqueles empregados incorporados que detinham tal direito antes da incorporação e que, ao fazerem a opção pela carreira do BB, tem que abrir mão deste direito adquirido.

Além da questão da estabilidade no emprego, a ação também está pleiteando uma indenização por danos morais para todos os empregados do antigo BESC que sofreram, de alguma forma, discriminação e assédio durante o processo de incorporação.

Esta demanda judicial vem se juntar a denúncia já feita junto ao Ministério Público do Trabalho requerendo a intervenção do Poder Público no sentido de apresentar solução para outros problemas advindos da incorporação, como é o caso da integração do tempo de serviço que os empregados haviam prestado no antigo Besc e a questão dos empregados do Besc que não migraram não poderem fazer carreira no BB. A primeira audiência acontecerá no dia 04.03.2010, às 10:30 h, na comarca de São José.

Fonte

Sindicato cobra do Banco do Brasil melhorias nas agências

Os dirigentes do Sindicato dos Bancários de Florianópolis e Região, Luis Avelino, Cássio Marques e Antônio Passig (Tonhão), estiveram reunidos com os representantes da Superintendência e Gestão de Pessoas do Banco do Brasil, para tratar de problemas referentes à estrutura física das agências localizadas em nossa base. Exemplos recorrentes nesse verão, as falhas em aparelhos de ar-condicionado, tornaram os ambientes de trabalho um verdadeiro inferno para trabalhadores e clientes.

Primeiramente os gerentes Luis Antônio, Alexandre Jacobsen e Kiko, representantes do banco, apresentaram um plano de reestruturação de várias agências do estado que vão passar por reformas, realocação, reestruturação no padrão BB e por um “banho de loja”.

A representação Sindical aproveitou a oportunidade para reiterar a cobrança de melhorias em alguns ambientes de trabalho que já há muito tempo vêm se mostrando deficitários em relação à saúde e segurança dos trabalhadores e clientes que ali se encontram. PABs como o dos Ingleses, que não possui porta giratória, deixando os trabalhadores que ali se encontram a mercê de assaltantes.

Outro posto de atendimento deficitário que o Sindicato cobrou uma solução do Banco do Brasil foi aquele localizado na Junta Comercial, que também não apresenta boas condições de trabalho e segurança. “No ponto de vista do Sindicato é muito mais importante uma reforma que procure garantir condições de saúde e segurança dos trabalhadores e clientes do que um banho de loja que está voltado mais para padrões estéticos” afirmou o dirigente do SEEB Floripa, Cássio Marques. Avelino ressaltou que “o Sindicato vêm cobrando soluções há bastante tempo para esses Postos e que após acontecer algum problema, não adianta o Banco dizer que não foi avisado.”

Em relação a estes locais de trabalho a entidade sindical demandou tratamento prioritário uma vez que se trata de questão de saúde e segurança do trabalhador. O Banco ficou de analisar a questão destes dois postos de atendimento e incluí-los no cronograma de reestruturação estabelecido para os próximos meses.

Fonte