A CTB já está mobilizada para participar da 7ª Marcha das Centrais Sindicais e dos Movimentosa Sociais, no próximo dia 06 de março, em Brasília.
Organizada pela CTB, CGTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT, a marcha, que conta com apoio dos movimentos sociais e estudantil, promete reunir dezenas de milhares de trabalhadores da cidade e do campo, na Esplanada dos MInistérios, com o propósito de entregar uma pauta de reivindicações ao governo federal, baseada na Agenda da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat).
A intenção dos sindicalistas é entregar essa pauta diretamente à presidenta Dilma Rousseff. Os representantes das centrais entendem que a data é pertinente, pelo fato de coincidir com as semanas iniciais dos trabalhos da Câmara Federal em 2013. Além disso, entre os dias 4 e 8 de março a cidade de Brasília também abrigará o 11º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entidade que poderá contribuir de maneira determinante para o sucesso da marcha.
Representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), da União da Juventude Socialista (UJS) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) estiveram nesta terça-feira (5) na sede da CTB, em São Paulo, para ratificar sua participação na atividade. Por telefone, o presidente da Juventude Socialista Brasileira (JSB), Bruno da Mata, também confirmou a presença da entidade na Marcha.
Mobilização
As estaduais da CTB estão empenhadas na mobilização e organização de grandes caravanas, que devem sair de todas as regiões do país. Segundo Wagner Gomes, presidente da CTB Nacional, a expectativa é de garantir a participação de trabalhadores das mais variadas categorias para reforçar a pauta da classe trabalhadora, com destaque para a luta em defesa do fim do fator previdenciário.
“Nós vamos participar da marcha com força total. Estamos organizando uma grande caravana composta por trabalhadores de diversas categorias de várias regiões do estado”, afirmou Onofre Gonçalves, presidente da CTB-SP.
A CTB Bahia realizou no dia 29 de janeiro, no auditório do Sindicato dos Bancários, uma plenária para organizar sua participacão na Marcha. A expectativa é participar com cerca de 300 pessoas. A convocação nas bases já começou e será intensificada após o Carnaval, tendo em vista uma nova reunião agendada para 22 de fevereiro. A CTB-BA, inclusive, já lançou um jornal, que orienta os trabalhadores para a atividade. Acesse o jornal.
No RS, a CTB está empenhada em mobilizar sindicatos da cidade e do interior. A expectativa é levar centenas de trabalhadores a Brasília.
Wagner Gomes, presidente da CTB Nacional, disse que a Central já preparou suas bandeiras, faixas, cartazes, camisetas e adesivos para garantir visibilidade para a principal reivindicação dos trabalhadores. “A 7ª Marcha será um momento importante para a classe trabalhadora. Por isso a necessidade de um maior empenho dos sindicalistas classistas para garantir uma ampla mobilização, capaz de sensibilizar os deputados para a importância da derrubada do fator previdenciário e para a pauta da classe trabalhadora, que tanto contribuí para a construção desse país, conclui o presidente da CTB.
Portal CTB
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Portal oportuniza a usuários acessar extrato de serviços utilizados no SUS
O usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) poderá acessar as informações sobre o atendimento que recebeu nas unidades públicas, por meio do Portal de Saúde do Cidadão http://portaldocidadao.saude.gov.br, lançado na terça-feira (5/02).
No portal, serão registradas informações sobre internações, atendimentos ambulatoriais de alta complexidade e cirurgias – dados de divulgação restrita aos pacientes, que poderão liberá-los a médicos por quem estejam sendo acompanhados.
O usuário também poderá acrescentar informações importantes relacionadas à sua saúde, como doenças crônicas ou alergias, ou anexar laudos de exames já realizados. Além disso, o paciente poderá consultar se já possui um número do Cartão SUS.
Quem não tem pode fazer o pré-cadastro e depois validá-lo na unidade de saúde mais próxima. Quem já tem também precisará ir até uma unidade de saúde para receber a senha de acesso ao Portal e concluir o cadastro.
Além das informações individuais, ofertadas restrita e pessoalmente, o portal também possibilitará consulta a todos os estabelecimentos que atendem pelo SUS, como unidades básicas, clínicas e hospitais. Com o auxílio de mapas, o cidadão localizará a opção de atendimento mais próxima e identificará pontos para retirada de medicamentos pelo programa Aqui Tem Farmácia Popular.
Fonte: Ministério da Saúde via CRF. Ana Claudia Araujo
No portal, serão registradas informações sobre internações, atendimentos ambulatoriais de alta complexidade e cirurgias – dados de divulgação restrita aos pacientes, que poderão liberá-los a médicos por quem estejam sendo acompanhados.
O usuário também poderá acrescentar informações importantes relacionadas à sua saúde, como doenças crônicas ou alergias, ou anexar laudos de exames já realizados. Além disso, o paciente poderá consultar se já possui um número do Cartão SUS.
Quem não tem pode fazer o pré-cadastro e depois validá-lo na unidade de saúde mais próxima. Quem já tem também precisará ir até uma unidade de saúde para receber a senha de acesso ao Portal e concluir o cadastro.
Além das informações individuais, ofertadas restrita e pessoalmente, o portal também possibilitará consulta a todos os estabelecimentos que atendem pelo SUS, como unidades básicas, clínicas e hospitais. Com o auxílio de mapas, o cidadão localizará a opção de atendimento mais próxima e identificará pontos para retirada de medicamentos pelo programa Aqui Tem Farmácia Popular.
Fonte: Ministério da Saúde via CRF. Ana Claudia Araujo
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Trabalhadores do Serviço Público realizam ato contra o corte no auxílio-alimentação
Uma reunião na sede do Sindicato dos Servidores da Assembléia Legislativa (Sindalesc) nesta quinta-feira (7) vai reunir os representantes dos sindicatos e associações dos servidores públicos de Santa Catarina. O encontro a partir das 10h da manhã vai preparar a mobilização dos trabalhadores que acontece às 13h em frente ao Tribunal de Justiça.
Os servidores aposentados e da ativa estão organizados em busca dos seus direitos, especialmente visando garantir a continuidade do pagamento da parcela do auxílio-alimentação que sempre integrou o vencimento, mas está ameaçada. Durante o ato serão distribuídos folders da campanha Abono Solidário e um documento aos desembargadores.
Em dezembro de 2012 a administração do TJ negou o pagamento do abono de Natal aos servidores aposentados e agora ameaça com o fim do pagamento mensal da parcela equivalente ao auxílio-alimentação. O Núcleo dos Aposentados do SINJUSC vem realizando reuniões semanais para tratar do assunto. Também está encaminhando ações com vistas a resguardar os direitos dos trabalhadores aposentados.
Participar da reunião, além dos diretores do SINJUSC, representantes do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado de SC, do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Estadual de SC, da Associação dos Servidores do Tribunal de Contas de SC, da Associação dos servidores do Ministério Público de SC, da Associação dos Funcionários da Assembleia Legislativa de SC e da Associação dos aposentados da Assembleia legislativa de SC.
Na quinta-feira da semana passada, (31/01) cerca de 100 aposentados e dirigentes sindicais do Judiciário, Executivo, Legislativo, do Tribunal de Contas e do Ministério Público (MP) entregaram documentos a representantes do MP, solicitando apoio para a incorporação do auxílio-alimentação na aposentadoria.
O MP, autor de investigação sobre o pagamento do auxílio a aposentados no serviço público estadual, e depois de ter ordenado o corte do pagamento aos seus inativos, afirmou que a administração do TJ pode resolver a questão para os seus aposentados.
A partir da manifestação da semana passada, entidades sindicais e associativas de aposentados da Assembleia Legislativa, Ministério Público, do Governo do Estado, Tribunal de Contas e Poder Judiciário estão juntos na busca de uma solução que evite perdas na aposentadoria, compreendendo que durante muitos anos foram negados reajustes de vencimento, substituídos por políticas de atualização monetária no auxílio-alimentação.
A mobilização desta quinta-feira foi definida semana passada em reunião realizada no SINJUSC depois da manifestação no Ministério Público. Os aposentados, o SINJUSC, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a Federação dos Servidores do Poder Judiciário nos Estados (Fenajud) solicitaram audiências com o presidente do TJ para buscar solução, mas o Desembargador Cláudio Dutra não atendeu os pedidos. Também foi encaminhado pedido para que a primeira reunião do Pleno do Tribunal em 2013 analise a questão.
Os servidores aposentados e da ativa estão organizados em busca dos seus direitos, especialmente visando garantir a continuidade do pagamento da parcela do auxílio-alimentação que sempre integrou o vencimento, mas está ameaçada. Durante o ato serão distribuídos folders da campanha Abono Solidário e um documento aos desembargadores.
Em dezembro de 2012 a administração do TJ negou o pagamento do abono de Natal aos servidores aposentados e agora ameaça com o fim do pagamento mensal da parcela equivalente ao auxílio-alimentação. O Núcleo dos Aposentados do SINJUSC vem realizando reuniões semanais para tratar do assunto. Também está encaminhando ações com vistas a resguardar os direitos dos trabalhadores aposentados.
Participar da reunião, além dos diretores do SINJUSC, representantes do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado de SC, do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Estadual de SC, da Associação dos Servidores do Tribunal de Contas de SC, da Associação dos servidores do Ministério Público de SC, da Associação dos Funcionários da Assembleia Legislativa de SC e da Associação dos aposentados da Assembleia legislativa de SC.
Na quinta-feira da semana passada, (31/01) cerca de 100 aposentados e dirigentes sindicais do Judiciário, Executivo, Legislativo, do Tribunal de Contas e do Ministério Público (MP) entregaram documentos a representantes do MP, solicitando apoio para a incorporação do auxílio-alimentação na aposentadoria.
O MP, autor de investigação sobre o pagamento do auxílio a aposentados no serviço público estadual, e depois de ter ordenado o corte do pagamento aos seus inativos, afirmou que a administração do TJ pode resolver a questão para os seus aposentados.
A partir da manifestação da semana passada, entidades sindicais e associativas de aposentados da Assembleia Legislativa, Ministério Público, do Governo do Estado, Tribunal de Contas e Poder Judiciário estão juntos na busca de uma solução que evite perdas na aposentadoria, compreendendo que durante muitos anos foram negados reajustes de vencimento, substituídos por políticas de atualização monetária no auxílio-alimentação.
A mobilização desta quinta-feira foi definida semana passada em reunião realizada no SINJUSC depois da manifestação no Ministério Público. Os aposentados, o SINJUSC, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a Federação dos Servidores do Poder Judiciário nos Estados (Fenajud) solicitaram audiências com o presidente do TJ para buscar solução, mas o Desembargador Cláudio Dutra não atendeu os pedidos. Também foi encaminhado pedido para que a primeira reunião do Pleno do Tribunal em 2013 analise a questão.
CUT condena exploração de voluntários nas Copas
| A Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou nota repudiando a utilização de voluntários durante os eventos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. O programa Brasil Voluntário, lançado pelo Ministério do Esporte, prevê a contratação de trabalhadores sem remuneração para atuar nos dois eventos. Segundo a Central, os eventos “serão estratégicos para o avanço do País, no investimento em infraestrutura, transporte e mobilidade urbana e, sobretudo, para gerar renda e emprego decente”. Segundo a nota, a contratação de voluntários sem remuneração está “na contramão dos avanços econômicos que estes eventos esportivos trarão ao País”. “Essa forma de contratação vem sendo repudiada pela Central e por diversos setores da sociedade que se manifestam contra a Lei Geral da Copa, que vem desrespeitando diversas garantias legais duramente conquistadas pelos trabalhadores”, diz o texto. O governo federal anunciou a abertura de sete mil vagas para a Copa das Confederações este ano, além de outras 50 mil para a Copa do Mundo de 2014. Fonte: CUT |
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Em nota, centrais prometem um ano de ampla mobilização em 2013
Reunido na última segunda-feira (17), o Fórum das Centrais Sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT) definiu um calendário de atividades para 2013 para reforçar as reivindicações contidas na Agenda da Classe Trabalhadora, aclamadas na 2ª Conclat (01/06/10).
As centrais também construíram um documento, no qual reiteram a crítica à política econômica do governo, apesar de reconhecer os avanços em relação às taxas de juros e spread bancário.
Os sindicalistas acreditam que há falta disposição do governo e da presidenta Dilma para negociar a agenda desenvolvimentista da classe trabalhadora, o que ocorre em contraste com o tratamento dispensado aos representantes do capital, que são beneficiados com isenção de impostos e outras medidas que visam estimular a produção e investimentos.
“Esse documento, assim como o ato do dia 06 de março em Brasília, reafirma a nosso posicionamento em defesa da pauta dos trabalhadores e convoca as categorias por todo o Brasil para a luta. Vamos iniciar o ano reforçando nossa defesa pelo fim do fator previdenciário e em torno das propostas contidas na Agenda da Classe Trabalhadora. Daquela pauta, pouco andou ou foi discutido. É preciso mobilizar”, reafirmou Wagner Gomes, presidente da CTB.
Confira abaixo na íntegra o documento das centrais:
Reunido em São Paulo nesta segunda-feira, 17, o Fórum das Centrais Sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, UGT e Nova Central), após analisar a conjuntura, aprovou a seguinte nota:
1 - Trabalhar no sentido de viabilizar em 2013 uma ampla mobilização nacional em torno da agenda da classe trabalhadora por um novo projeto nacional de desenvolvimento orientado por três valores fundamentais: valorização do trabalho, soberania e democracia;
2 - Realizar no dia 6 de março uma grande manifestação em Brasília com o objetivo de defender as bandeiras imediatas e históricas do sindicalismo contempladas no projeto nacional das centrais, destacando o fim do fator previdenciário, a reforma agrária e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários;
3 - Lutar contra o sucateamento do Ministério do Trabalho e pela revalorização do órgão;
4 - Reiterar a crítica à política econômica, apesar de reconhecer os avanços em relação às taxas de juros e spread bancário, tendo em vista a manutenção de uma política fiscal conservadora, ancorada num superávit primário que deprime a taxa de investimentos e impede o atendimento das demandas sociais, no câmbio ainda flutuante e na excessiva liberalidade em relação ao capital estrangeiro, que estimula a desnacionalização da economia e o aumento das remessas de lucros ao exterior;
5 - Criticar a falta de disposição do governo e da presidenta Dilma para negociar a agenda desenvolvimentista da classe trabalhadora, o que ocorre em notório contraste com o tratamento VIP dispensado aos representantes do capital;
6 - Cerrar fileiras pela manutenção e ampliação dos direitos e conquistas sociais e combater a retomada de uma agenda regressiva, postulada pelo patronato, que propõe a supressão de direitos trabalhistas a pretexto de reduzir o chamado Custo Brasil;
7 - Conclamar todas as categorias a preparar campanhas salariais unificadas, com a participação de todas as entidades representativas dos trabalhadores, e ao conjunto dos movimentos sociais, sociedade civil e forças democráticas e progressistas a participar solidariamente no esforço de mobilização nacional em torno da agenda pelo desenvolvimento com valorização do trabalho, soberania e democracia.
São Paulo, 17 de dezembro de 2012.
Wagner Gomes – Presidente da CTB
Paulo Pereira da Silva – Presidente da Força Sindical
Ricardo Pattah – Presidente da UGT
José Calixto – Presidente da Nova Central
Vagner Freitas – Presidente da CUT
As centrais também construíram um documento, no qual reiteram a crítica à política econômica do governo, apesar de reconhecer os avanços em relação às taxas de juros e spread bancário.
Os sindicalistas acreditam que há falta disposição do governo e da presidenta Dilma para negociar a agenda desenvolvimentista da classe trabalhadora, o que ocorre em contraste com o tratamento dispensado aos representantes do capital, que são beneficiados com isenção de impostos e outras medidas que visam estimular a produção e investimentos.
“Esse documento, assim como o ato do dia 06 de março em Brasília, reafirma a nosso posicionamento em defesa da pauta dos trabalhadores e convoca as categorias por todo o Brasil para a luta. Vamos iniciar o ano reforçando nossa defesa pelo fim do fator previdenciário e em torno das propostas contidas na Agenda da Classe Trabalhadora. Daquela pauta, pouco andou ou foi discutido. É preciso mobilizar”, reafirmou Wagner Gomes, presidente da CTB.
Confira abaixo na íntegra o documento das centrais:
Reunido em São Paulo nesta segunda-feira, 17, o Fórum das Centrais Sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, UGT e Nova Central), após analisar a conjuntura, aprovou a seguinte nota:
1 - Trabalhar no sentido de viabilizar em 2013 uma ampla mobilização nacional em torno da agenda da classe trabalhadora por um novo projeto nacional de desenvolvimento orientado por três valores fundamentais: valorização do trabalho, soberania e democracia;
2 - Realizar no dia 6 de março uma grande manifestação em Brasília com o objetivo de defender as bandeiras imediatas e históricas do sindicalismo contempladas no projeto nacional das centrais, destacando o fim do fator previdenciário, a reforma agrária e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários;
3 - Lutar contra o sucateamento do Ministério do Trabalho e pela revalorização do órgão;
4 - Reiterar a crítica à política econômica, apesar de reconhecer os avanços em relação às taxas de juros e spread bancário, tendo em vista a manutenção de uma política fiscal conservadora, ancorada num superávit primário que deprime a taxa de investimentos e impede o atendimento das demandas sociais, no câmbio ainda flutuante e na excessiva liberalidade em relação ao capital estrangeiro, que estimula a desnacionalização da economia e o aumento das remessas de lucros ao exterior;
5 - Criticar a falta de disposição do governo e da presidenta Dilma para negociar a agenda desenvolvimentista da classe trabalhadora, o que ocorre em notório contraste com o tratamento VIP dispensado aos representantes do capital;
6 - Cerrar fileiras pela manutenção e ampliação dos direitos e conquistas sociais e combater a retomada de uma agenda regressiva, postulada pelo patronato, que propõe a supressão de direitos trabalhistas a pretexto de reduzir o chamado Custo Brasil;
7 - Conclamar todas as categorias a preparar campanhas salariais unificadas, com a participação de todas as entidades representativas dos trabalhadores, e ao conjunto dos movimentos sociais, sociedade civil e forças democráticas e progressistas a participar solidariamente no esforço de mobilização nacional em torno da agenda pelo desenvolvimento com valorização do trabalho, soberania e democracia.
São Paulo, 17 de dezembro de 2012.
Wagner Gomes – Presidente da CTB
Paulo Pereira da Silva – Presidente da Força Sindical
Ricardo Pattah – Presidente da UGT
José Calixto – Presidente da Nova Central
Vagner Freitas – Presidente da CUT
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Nota do SINJUSC sobre o Abono de Natal
Em comunicado, publicado na manhã de hoje (17), a presidência do TJ informa que suspendeu o pagamento do abono de natal, subordinando-o à decisão do CNJ sobre os retroativos do auxílio-alimentação aos magistrados. A direção do SINJUSC apresentará recurso da decisão ao Plenário do Tribunal, que se reúne na quarta, mas afirma:
A decisão é de INTEIRA RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DO TJ. Assim como é de INTEIRA RESPONSABILIDADE do presidente do Tribunal o arquivamento do projeto de PCS negociado com a categoria e depois rejeitado.
É também da RESPONSABILIDADE da presidência a suspensão do pagamento aos magistrados visto que o presidente o fez antes mesmo de qualquer manifestação do Conselho Nacional de Justiça. Por que ao invés de suspender, não deixou o CNJ se manifestar e agora responsabiliza o procedimento no Conselho? Por que então não diz que a responsabilidade é do Conselheiro Bruno Dantas, que adiou a decisão, ou do presidente do CNJ Joaquim Barbosa, que também pediu o adiamento?
A decisão é de cunho exclusivamente político. Visa transferir a responsabilidade das decisões da Administração para o Sindicato, com o intuito claro de atacar a organização sindical da categoria, desviando o foco, como se o que estivesse em questão fosse uma briga da categoria consigo mesma.
Sobre o comunicado da presidência ressaltamos:
1) Não é verdade que a determinação do pagamento aos juízes não implicou em interferência ou prejuízo aos direitos dos servidores. Ao contrário disso, é nítido que houve gestões claras pela não aprovação do PCS. Isso está evidenciado pelo despacho do Diretor de Orçamento e Finanças de janeiro de 2012, portanto, antes do arquivamento do PCS, em que afirma que a possiblidade de pagamentos dos retroativos aos juízes dependeria de remanejamento de orçamento do ítem Despesas com Pessoal (que paga salários e portanto o PCS) para o ítem Despesas de Exercícios Anteriores. Falta com a verdade quem diz que uma coisa(decisão e pagar os retroativos) não vinculou a outra(arquivamento do PCS).
2) Não é verdade que os pagamentos do abono e do retroativo dizem respeito ao mesmo item orçamentário. Ao contrário, como admitido pelo Diretor de Orçamento e Finanças, os retroativos correspondem ao ítem orçamentário Despesas de Exercícios Anteriores, para o qual foram remanejados cerca de 25 milhões de reais, tirados do ítem Despesas com Pessoal, esse sim correspondente ao pagamento do auxílio-alimentação e, portanto, do ABONO.
3) A tentativa de promover chantagem institucionalizada com uma categoria inteira, ainda mais dando explícita intenção política de combater a direção sindical e interferir no julgamento próprio dos servidores sobre sua organização, constitui séria violação do direito internacional relativo à organização sindical, previsto na Resolução 151 da OIT, da qual o Brasil é signatário.
4) A direção do Sindicato atendeu ao despacho da presidência do TJ que solicitava os fundamentos do pedido para o pagamento do abono. Por que ao invés de manifestar-se sobre os fundamentos apresentados a Administração invoca agora outro tipo de argumento, vinculando duas questões que nada tem a ver uma com a outra e que pertencem a esferas de decisão diferentes?
5) A manutenção de tal decisão, bem como a sobra orçamentária decorrente do não pagamento aos magistrados, abre claras condições da imediata retomada do PCS e das demais reivindicações da categoria, estes sim, direitos duradouros não subordinados à absurda discricionariedade que leva à chantagem que busca colocar toda a categoria de joelhos.
6) A direção do Sindicato, no âmbito de suas responsabilidades, se submeterá democraticamente ao julgamento da categoria, seja nas eleições seja em qualquer espaço de discussão (assembléias, reuniões, congresso) REPUDIANDO toda e qualquer ação do TJ que pela COOPTAÇÃO ou pela VIOLÊNCIA visem silenciar a voz dos trabalhadores.
SINJUSC
É também da RESPONSABILIDADE da presidência a suspensão do pagamento aos magistrados visto que o presidente o fez antes mesmo de qualquer manifestação do Conselho Nacional de Justiça. Por que ao invés de suspender, não deixou o CNJ se manifestar e agora responsabiliza o procedimento no Conselho? Por que então não diz que a responsabilidade é do Conselheiro Bruno Dantas, que adiou a decisão, ou do presidente do CNJ Joaquim Barbosa, que também pediu o adiamento?
A decisão é de cunho exclusivamente político. Visa transferir a responsabilidade das decisões da Administração para o Sindicato, com o intuito claro de atacar a organização sindical da categoria, desviando o foco, como se o que estivesse em questão fosse uma briga da categoria consigo mesma.
Sobre o comunicado da presidência ressaltamos:
1) Não é verdade que a determinação do pagamento aos juízes não implicou em interferência ou prejuízo aos direitos dos servidores. Ao contrário disso, é nítido que houve gestões claras pela não aprovação do PCS. Isso está evidenciado pelo despacho do Diretor de Orçamento e Finanças de janeiro de 2012, portanto, antes do arquivamento do PCS, em que afirma que a possiblidade de pagamentos dos retroativos aos juízes dependeria de remanejamento de orçamento do ítem Despesas com Pessoal (que paga salários e portanto o PCS) para o ítem Despesas de Exercícios Anteriores. Falta com a verdade quem diz que uma coisa(decisão e pagar os retroativos) não vinculou a outra(arquivamento do PCS).
2) Não é verdade que os pagamentos do abono e do retroativo dizem respeito ao mesmo item orçamentário. Ao contrário, como admitido pelo Diretor de Orçamento e Finanças, os retroativos correspondem ao ítem orçamentário Despesas de Exercícios Anteriores, para o qual foram remanejados cerca de 25 milhões de reais, tirados do ítem Despesas com Pessoal, esse sim correspondente ao pagamento do auxílio-alimentação e, portanto, do ABONO.
3) A tentativa de promover chantagem institucionalizada com uma categoria inteira, ainda mais dando explícita intenção política de combater a direção sindical e interferir no julgamento próprio dos servidores sobre sua organização, constitui séria violação do direito internacional relativo à organização sindical, previsto na Resolução 151 da OIT, da qual o Brasil é signatário.
4) A direção do Sindicato atendeu ao despacho da presidência do TJ que solicitava os fundamentos do pedido para o pagamento do abono. Por que ao invés de manifestar-se sobre os fundamentos apresentados a Administração invoca agora outro tipo de argumento, vinculando duas questões que nada tem a ver uma com a outra e que pertencem a esferas de decisão diferentes?
5) A manutenção de tal decisão, bem como a sobra orçamentária decorrente do não pagamento aos magistrados, abre claras condições da imediata retomada do PCS e das demais reivindicações da categoria, estes sim, direitos duradouros não subordinados à absurda discricionariedade que leva à chantagem que busca colocar toda a categoria de joelhos.
6) A direção do Sindicato, no âmbito de suas responsabilidades, se submeterá democraticamente ao julgamento da categoria, seja nas eleições seja em qualquer espaço de discussão (assembléias, reuniões, congresso) REPUDIANDO toda e qualquer ação do TJ que pela COOPTAÇÃO ou pela VIOLÊNCIA visem silenciar a voz dos trabalhadores.
SINJUSC
Tribunal de Justiça tem sobra orçamentária e pode pagar o abono
Considerando os dados da evolução orçamentária do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), o judiciário deve chegar ao fim do ano com razoável sobra orçamentária. De acordo com parecer da Diretoria de Orçamento e Finanças (DOF), elaborado em 12 de janeiro de 2012, a evolução orçamentária do TJSC para 2012 apontava para um superávit de pelo menos 24 milhões de reais, além do que havia sido orçado.
Diz o parecer da DOF: “Entretanto, esclareço que o Poder Executivo encaminhou a estimativa da Receita Líquida Disponível no valor de R$ 24.724.672,13 (projeto 1325) superior à previsão efetuada pela DOF, após o TJSC ter concluído os cálculos da fixação de despesa (projetos)”.
Além desse superávit o TJSC chega ao final do ano sem ter utilizado outros 35 milhões de reais que estavam definidos no orçamento para utilização no Plano de Cargos e Salários (PCS), rejeitado pela Administração.
Somadas, as duas cifras chegam a cerca de 60 milhões de reais, o que viabiliza o pagamento do abono e atendimento de outras reivindicações da categoria. Cabe lembrar que a rubrica auxílio-alimentação já comporta em sua previsão o pagamento do abono de natal no final no valor aproximado de 30 milhões de reais. Fonte SINJUSC
Centrais se reúnem para reforçar agenda unitária
| As Centrais Força Sindical, UGT, Nova Central e CTB se reuniram hoje (17), na sede da CTB, na região central de São Paulo, para discutir a retomada da Agenda da Classe Trabalhadora, aprovada na Conclat 2010, com a adição de novos itens e propostas. A CUT não enviou representante, mas está integrada à articulação unitárias das Centrais. Um dos temas do encontro foi o combate ao Fator Previdenciário. As Centrais Sindicais vêm tentando conseguir reunião com a presidente Dilma Rousseff para discutir o assunto. A reunião, que teve a presença do presidente da Força, Paulo Pereira da Silva (Paulinho); da CTB, Wagner Gomes; da Nova Central, José Calixto Ramos; e da UGT, Ricardo Patah, entre outros dirigentes sindicais, serviu para reafirmar as deliberações da Conclat e agendar atos públicos para o começo do ano. A disposição entre os dirigentes é de que 2013 seja marcado por grandes atos públicos. O primeiro deles vai ocorrer em Brasília, no dia 6 de março, e cobrará o fim do Fator. Manifesto - Ficou definido que as entidades divulgarão manifesto unitário, apontando reivindicações e propostas de mudanças na política econômica e indicando bandeiras para o 1º de Maio. “Estamos prontos para começar 2013 mobilizados em torno dessa pauta. Temos que superar essa herança neoliberal”, ressalta o presidente da CTB, Wagner Gomes. Informações: Site das Centrais via Agência Sindical |
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Seminário avança na integração dos trabalhadores latino-americanos
| A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e o Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES) concluíram ontem (12), em São Paulo, o Seminário “O processo de integração latino-americano e os trabalhadores”. Na terça (11), os trabalhos começaram com debate acerca da crise econômica mundial. Para tanto, foram convidados o secretário de Relações Internacionais do PCdoB, Ricardo Abreu (Alemão), e o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral. Câmera - A Agência Sindical cobriu o evento e vai exibir a reportagem em um próximo Câmera Aberta Sindical. Nossa equipe entrevistou Wagner Gomes, presidente da CTB, e os sindicalistas Juan Castillo (Uruguai) e Ramon Cardona (Cuba). Integração - As posições dos três entrevistados são convergentes sobre avanços recentes na integração do movimento sindical latino-americano. Mas concordam que o avanço sindical não acompanhou o ritmo de integração econômica do Mercosul. Segundo Wagner Gomes, as conclusões do Seminário serão encaminhadas a todas as Centrais Sindicais. Fonte: www.portalctb.org.br |
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Sindicalismo e política antes de 64 foi tema do ciclo de debates
| Lideranças sindicais de diversos setores participaram ontem (11) do Ciclo de Debates promovido pelo Centro de Memória Sindical (CMS) e a Força Sindical. O tema foi sindicalismo e partidos políticos antes do golpe de 64. O evento aconteceu no auditório da Central e contou com palestra do historiador e professor do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense, Jorge Ferreira; mediação do sindicalista e fundador do CMS, Hugo Perez; e do consultor sindical João Guilherme Vargas Netto. “Quem não conhece a história não consegue fazer sindicalismo. É preciso conhecer as lutas heróicas, pois, nessa luta atual, os instrumentos que temos são os mesmo de 150 anos atrás. Então é preciso que os novos sindicalistas conheçam como tudo começou”, diz o sindicalista eletricitário Hugo Perez. Mais em www.memoriasindical.com.br |
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
CTB realiza seminário sobre integração latino-americana
| Entre hoje (11) e amanhã (12) acontece, em São Paulo (Hotel Excelsior), o seminário “O Processo de Integração Latino-Americano e os Trabalhadores”. O evento é organizado pela CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e o Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES). Em entrevista à Agência Sindical, o presidente da Central, Wagner Gomes, afirma: “A América Latina vem ganhando relevância no cenário econômico mundial. Diante disso, queremos saber como ficam os direitos dos trabalhadores. Vamos debater a situação política e econômica da região”. Debatedores - Roberto Amaral (ex-ministro e vice-presidente do PSB), Luis Manuel Rebelo Fernandes (professor do Instituto Rio Branco) e Samuel Pinheiro Guimarães (embaixador e ex-ministro chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos). O Seminário espera contribuir na formulação de estratégias que apontem para o fortalecimento dos organismos e da articulação do sindicalismo na América Latina. Direção - Segundo Wagner Gomes, as resoluções do Seminário serão debatidas na reunião da direção plena da CTB, quinta (13) e sexta (14). Ele diz: “As deliberações vão nortear a Central. Nossa meta é promover a integração dos trabalhadores latinos”. Informações portalctb.org.br |
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Cestas básicas serão muito úteis, diz representantes do Nosso lar
Os representantes do Núcleo dos Aposentados Dalmo Gérson Muniz e Luiz Nascimento Carvalho receberam o representante da entidade juntamente com o diretor do Sindicato Rodrigo Corrêa Simon, delegado em Mafra, na sede do SINJUSC por volta das 9 horas. Dalmo e Luizinho afirmaram que é objetivo prosseguir com este tipo de ação, pois faz emergir o espírito de solidariedade na categoria.
O
voluntário do Nosso Lar explicou que as duas unidades da entidade – em
Forquilhinhas, São José, e no Ribeirão da Ilha, em Florianópolis – atendem em
torno de 100 pessoas por ano, com vários tipos de necessidades. Deste total,
cerca de 3 mil são portadores de câncer. Flávio apontou que todas as doações são
bem recebidas, uma vez que o Nosso Lar despende cerca de R$ 65 mil mensais para
a manutenção e atendimentos, mesmo contando com cerca de 1.800 voluntários. O
Núcleo de Aposentados do SINJUSC agradece a contribuição, com as cestas básicas,
dos colegas, e aponta que esta ação tem efeito prático sobre a sociedade.
Sindicalistas debatem integração latino-americanal
| A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em parceria com o Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES), realiza na próxima terça e quarta-feira (11 e 12), em São Paulo, o seminário “O Processo de Integração Latino-Americano e os Trabalhadores”. Tema - O encontro visa chamar os trabalhadores à reflexão e formulação de estratégias para o fortalecimento dos organismos e da mobilização do movimento sindical na América Latina. Os debates objetivam a valorização do trabalho, a defesa dos direitos e o resgate histórico do papel do trabalhador nos processos de Integração entre os povos da região. |
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
SINJUSC participa de ato dos trabalhadores da Saúde na Capital
Os trabalhadores da Saúde do Estado realizaram manifestação no centro de Florianópolis na tarde deste 06/12, em repúdio à falta de negociação por parte do governo Colombo após mais de 40 dias de paralisação. O SINJUSC e o Núcleo de Aposentados participaram do ato, em apoio às reivindicações dos trabalhadores.
Os trabalhadores da Prefeitura da Capital também participaram do ato após assembleia que deliberou greve geral no serviço público municipal a partir de terça-feira. Eles cobram do prefeito Dário Berger o cumprimento de acordo firmado em março último, de reestruturação das carreiras e reajustes de vencimentos.
O SINJUSC, junto com outros sindicatos e organizações sociais, caminhou junto com os manifestantes. Em entrevista para a Rádio Campeche, o diretor Volnei Rosalen destacou que os trabalhadores somente estão paralisados por conta da orientação dada ao Estado pelos eleitos, e que há recursos disponíveis e possibilidades de chegar a um acordo tanto no caso de Colombo quanto no de Berger.
Os trabalhadores da Prefeitura da Capital também participaram do ato após assembleia que deliberou greve geral no serviço público municipal a partir de terça-feira. Eles cobram do prefeito Dário Berger o cumprimento de acordo firmado em março último, de reestruturação das carreiras e reajustes de vencimentos.
O SINJUSC, junto com outros sindicatos e organizações sociais, caminhou junto com os manifestantes. Em entrevista para a Rádio Campeche, o diretor Volnei Rosalen destacou que os trabalhadores somente estão paralisados por conta da orientação dada ao Estado pelos eleitos, e que há recursos disponíveis e possibilidades de chegar a um acordo tanto no caso de Colombo quanto no de Berger.
Núcleo de Aposentados entrega cestas básicas do 8º Encontro para o Nosso Lar
Representantes do Núcleo de Aposentados do SINJUSC entregam 32 cestas básicas para o Núcleo Espírita Nosso Lar – Centro de Apoio ao Paciente com Câncer às 9 horas desta sexta-feira, 7/12, na sede do Sindicato.
As cestas básicas foram arrecadadas com inscrições de acompanhantes no 8º encontro da Experiência, realizado no Hotel São Sebastião da Praia, Florianópolis, de 26 a 28 de novembro.
Mais de 150 pessoas participaram, inclusive delegações do Rio Grande do Sul e do Paraná. Os seminários debateram a organização da sociedade, com vistas a articulação para a cobrança de direitos, e questões do trabalho do campo.
A Diretoria do Sindicato considerou que o 8º Encontro foi um grande sucesso, pela participação e também pelos palestrantes – o juiz-corregedor Alexandre Karazawa Takaschima e o advogado Luiz Gonzaga – e pelos temas propostos.
Também elogiou o encaminhamento dado para as inscrições dos acompanhantes, afirmando que todos os trabalhadores e aposentados devem ter presente nas ações diárias e militantes a solidariedade.
As cestas básicas foram arrecadadas com inscrições de acompanhantes no 8º encontro da Experiência, realizado no Hotel São Sebastião da Praia, Florianópolis, de 26 a 28 de novembro.
Mais de 150 pessoas participaram, inclusive delegações do Rio Grande do Sul e do Paraná. Os seminários debateram a organização da sociedade, com vistas a articulação para a cobrança de direitos, e questões do trabalho do campo.
A Diretoria do Sindicato considerou que o 8º Encontro foi um grande sucesso, pela participação e também pelos palestrantes – o juiz-corregedor Alexandre Karazawa Takaschima e o advogado Luiz Gonzaga – e pelos temas propostos.
Também elogiou o encaminhamento dado para as inscrições dos acompanhantes, afirmando que todos os trabalhadores e aposentados devem ter presente nas ações diárias e militantes a solidariedade.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
A saúde em Santa Catarina
Texto da Jornalista Elaine Tavares sobre a situação da Saúde em Santa Catarina
As mulheres falavam alto, porque, afinal, o ônibus é espaço pedagógico. Discutiam a greve dos trabalhadores da saúde que, em Santa Catarina, já passa dos 30 dias. No dia anterior trabalhadores do transporte público e os bancários haviam feito uma paralisação em apoio aos grevistas, provocando horas de filas e ansiedade, tendo o apoio de estudantes, sindicalistas e militantes sociais.
E, no dia seguinte, a imprensa catarinense tocava o pau em todo mundo, alegando que o "pobre" governador Raimundo Colombo, não tinha como dar o aumento "absurdo" que os trabalhadores pediam. Não bastasse isso, ainda vinham os "baderneiros" dos motoristas e cobradores fazer confusão.
O tema era esse. As mulheres discutiam a eterna capacidade da imprensa de distorcer os fatos. Ao longo da greve, passa para a população a ideia de que o "absurdo" é os trabalhadores quererem aumento, e não o fato de um governo deixar a população sem atendimento de saúde simplesmente porque não quer se render à luta.
Algumas pessoas viravam o rosto com um olhar fulminante até as mulheres, numa clara atitude de discordância. Certamente acreditavam na imprensa e nas inverdades que cria.
Mas, no banco da frente, uma outra mulher espiava com o rabo do olho, até que não se conteve. "As pessoas não sabem o que a gente passa". Explicou que era trabalhadora da saúde, aposentada há alguns anos. "O que faz os trabalhadores entrarem em greve agora é que foi tirada do salário a hora-plantão,
E é isso que dá alguma dignidade ao que a gente ganha. Sem isso, o meu salário, por exemplo, fica 800 reais. Como é que uma família vai se sustentar assim?".
Então, enquanto partilhavam o trajeto, as mulheres foram ouvindo aquela cuidadora de gente. Ela contou que a maioria dos trabalhadores da saúde é obrigada a ter dois e até três empregos para garantir um salário digno.
E que isso se reflete no trabalho. "Imagine a gente passar duas, três noites sem dormir, nos plantões. Quanto erros não são cometidos? O perigo que isso é? Não porque a gente seja incompetente, é o cansaço. Fico pensando porque as pessoas não se indignam com isso.
Amanhã ou depois elas vão parar num hospital e vão ser cuidadas por nós, trabalhadores esgotados, cansados, aturdidos. Isso sim deveria ser discutido".
A greve na saúde é de fato um transtorno e uma fonte de dor. Os empobrecidos, que sofrem tanto no dia-a-dia, sem médico, sem atendimento digno, sem acesso aos equipamentos modernos de diagnósticos, sem opções de tratamento nas cidades do interior, submetidos a ambulancioterapia, acabam enfrentando mais um obstáculo.
Mas, se formos observar bem, nada muito diferente do cotidiano, o qual só é vencido por conta desses mesmos trabalhadores, alguns deles verdadeiros heróis, que conseguem tirar leite de pedra.
O governador Raimundo Colombo, que não precisa de atendimento público, prefere ignorar o grito dos trabalhadores. Faz queda de braço e se mantém inflexível. A imprensa reproduz os argumentos dizendo que o Estado não tem condições de dar a gratificação que substituiria a hora-plantão.
Observem que a reivindicação dos trabalhadores ainda é modesta: apenas uma gratificação, que viria para substituir a hora-plantão, diminuída ou retirada. Ainda assim, o governador manda corta salários, humilha, recebe com gás de pimenta.
Ora, não tem condições de dar a gratificação? Segundo dados do governo, no Portal da Transparência, só em recursos próprios o estado arrecada por mês 12 milhões para a saúde, gastando apenas 1,5 com pessoal.
Do total do orçamento anual a saúde representa 15% de gasto. Que tal então cortar os comissionados que têm salários variando de 5 a 12 mil? Ou a publicidade, que consome 110 milhões ao ano? Dinheiro o estado tem, o fato que não quer investir na saúde. É, porque salário é investimento.
A questão é simples. Um trabalhador como o da saúde, que atua diretamente na sustentação da vida, precisa estar bem pago e bem descansado. O certo seria ter um único emprego, descansar o suficiente para poder cuidar bem de si e dos outros.
Mas, o que se vê é um trabalhador desesperado, esgotado pelo excesso de trabalho, tendo de atuar com uma estrutura sucateada, um sistema desmontado, equilibrando-se no milagre. É esse o que cuida do doente, que pode ser o teu filho ou tua mãe. Aí está o ponto que deveria ser discutido pela imprensa.
O ódio da população deveria voltar-se para isso. Para o descaso com a saúde pública, com os trabalhadores, com a estrutura dos postos e dos hospitais. Mas, a maioria das gentes prefere odiar o trabalhador que luta.
E mais, quando um trabalhador, esgotado pela exploração, comete um erro que custa a vida de alguém, todos os holofotes se voltam contra ele, apontado como o monstro, o assassino, o irresponsável. Lembram da enfermeira que injetou café na veia de uma pessoa?
Pois é. Essa é crucificada! Não há nenhum dedo apontando para o Estado, para o governador, o prefeito ou para o diretor do hospital. A culpa é sempre individual, e do mais fraco.
O fato é que o desmonte da saúde é responsabilidade de quem governa, de quem gere os recursos, de quem decide para onde vai cada centavo. A negativa da gratificação aos trabalhadores é só uma ponta do problema.
Há que pagar os trabalhadores, garantir a sua dignidade, há que garantir atendimento à população nos postos de saúde, nos hospitais, há que modernizar a estrutura, garantir os melhores equipamentos. E as pessoas também precisam se mobilizar para que isso aconteça de fato. Não basta choramingar. Há que lutar.
Mas, para isso seria necessária uma articulação estadual e nacional, para além do sindical, que pudesse avançar para uma mudança radical do Estado brasileiro. Esse é o desafio da esquerda nacional. Ser capaz de gestar no meio das gentes o desejo de um mundo outro, que não esse, no qual os direitos precisam ser diuturnamente lembrados, na esgrima com o poder.
Resta saber se isso é possível num país onde as lideranças sindicais e sociais estão - na maioria - domesticadas e cooptadas.
As mulheres falavam alto, porque, afinal, o ônibus é espaço pedagógico. Discutiam a greve dos trabalhadores da saúde que, em Santa Catarina, já passa dos 30 dias. No dia anterior trabalhadores do transporte público e os bancários haviam feito uma paralisação em apoio aos grevistas, provocando horas de filas e ansiedade, tendo o apoio de estudantes, sindicalistas e militantes sociais.
E, no dia seguinte, a imprensa catarinense tocava o pau em todo mundo, alegando que o "pobre" governador Raimundo Colombo, não tinha como dar o aumento "absurdo" que os trabalhadores pediam. Não bastasse isso, ainda vinham os "baderneiros" dos motoristas e cobradores fazer confusão.
O tema era esse. As mulheres discutiam a eterna capacidade da imprensa de distorcer os fatos. Ao longo da greve, passa para a população a ideia de que o "absurdo" é os trabalhadores quererem aumento, e não o fato de um governo deixar a população sem atendimento de saúde simplesmente porque não quer se render à luta.
Algumas pessoas viravam o rosto com um olhar fulminante até as mulheres, numa clara atitude de discordância. Certamente acreditavam na imprensa e nas inverdades que cria.
Mas, no banco da frente, uma outra mulher espiava com o rabo do olho, até que não se conteve. "As pessoas não sabem o que a gente passa". Explicou que era trabalhadora da saúde, aposentada há alguns anos. "O que faz os trabalhadores entrarem em greve agora é que foi tirada do salário a hora-plantão,
E é isso que dá alguma dignidade ao que a gente ganha. Sem isso, o meu salário, por exemplo, fica 800 reais. Como é que uma família vai se sustentar assim?".
Então, enquanto partilhavam o trajeto, as mulheres foram ouvindo aquela cuidadora de gente. Ela contou que a maioria dos trabalhadores da saúde é obrigada a ter dois e até três empregos para garantir um salário digno.
E que isso se reflete no trabalho. "Imagine a gente passar duas, três noites sem dormir, nos plantões. Quanto erros não são cometidos? O perigo que isso é? Não porque a gente seja incompetente, é o cansaço. Fico pensando porque as pessoas não se indignam com isso.
Amanhã ou depois elas vão parar num hospital e vão ser cuidadas por nós, trabalhadores esgotados, cansados, aturdidos. Isso sim deveria ser discutido".
A greve na saúde é de fato um transtorno e uma fonte de dor. Os empobrecidos, que sofrem tanto no dia-a-dia, sem médico, sem atendimento digno, sem acesso aos equipamentos modernos de diagnósticos, sem opções de tratamento nas cidades do interior, submetidos a ambulancioterapia, acabam enfrentando mais um obstáculo.
Mas, se formos observar bem, nada muito diferente do cotidiano, o qual só é vencido por conta desses mesmos trabalhadores, alguns deles verdadeiros heróis, que conseguem tirar leite de pedra.
O governador Raimundo Colombo, que não precisa de atendimento público, prefere ignorar o grito dos trabalhadores. Faz queda de braço e se mantém inflexível. A imprensa reproduz os argumentos dizendo que o Estado não tem condições de dar a gratificação que substituiria a hora-plantão.
Observem que a reivindicação dos trabalhadores ainda é modesta: apenas uma gratificação, que viria para substituir a hora-plantão, diminuída ou retirada. Ainda assim, o governador manda corta salários, humilha, recebe com gás de pimenta.
Ora, não tem condições de dar a gratificação? Segundo dados do governo, no Portal da Transparência, só em recursos próprios o estado arrecada por mês 12 milhões para a saúde, gastando apenas 1,5 com pessoal.
Do total do orçamento anual a saúde representa 15% de gasto. Que tal então cortar os comissionados que têm salários variando de 5 a 12 mil? Ou a publicidade, que consome 110 milhões ao ano? Dinheiro o estado tem, o fato que não quer investir na saúde. É, porque salário é investimento.
A questão é simples. Um trabalhador como o da saúde, que atua diretamente na sustentação da vida, precisa estar bem pago e bem descansado. O certo seria ter um único emprego, descansar o suficiente para poder cuidar bem de si e dos outros.
Mas, o que se vê é um trabalhador desesperado, esgotado pelo excesso de trabalho, tendo de atuar com uma estrutura sucateada, um sistema desmontado, equilibrando-se no milagre. É esse o que cuida do doente, que pode ser o teu filho ou tua mãe. Aí está o ponto que deveria ser discutido pela imprensa.
O ódio da população deveria voltar-se para isso. Para o descaso com a saúde pública, com os trabalhadores, com a estrutura dos postos e dos hospitais. Mas, a maioria das gentes prefere odiar o trabalhador que luta.
E mais, quando um trabalhador, esgotado pela exploração, comete um erro que custa a vida de alguém, todos os holofotes se voltam contra ele, apontado como o monstro, o assassino, o irresponsável. Lembram da enfermeira que injetou café na veia de uma pessoa?
Pois é. Essa é crucificada! Não há nenhum dedo apontando para o Estado, para o governador, o prefeito ou para o diretor do hospital. A culpa é sempre individual, e do mais fraco.
O fato é que o desmonte da saúde é responsabilidade de quem governa, de quem gere os recursos, de quem decide para onde vai cada centavo. A negativa da gratificação aos trabalhadores é só uma ponta do problema.
Há que pagar os trabalhadores, garantir a sua dignidade, há que garantir atendimento à população nos postos de saúde, nos hospitais, há que modernizar a estrutura, garantir os melhores equipamentos. E as pessoas também precisam se mobilizar para que isso aconteça de fato. Não basta choramingar. Há que lutar.
Mas, para isso seria necessária uma articulação estadual e nacional, para além do sindical, que pudesse avançar para uma mudança radical do Estado brasileiro. Esse é o desafio da esquerda nacional. Ser capaz de gestar no meio das gentes o desejo de um mundo outro, que não esse, no qual os direitos precisam ser diuturnamente lembrados, na esgrima com o poder.
Resta saber se isso é possível num país onde as lideranças sindicais e sociais estão - na maioria - domesticadas e cooptadas.
Contagem regressiva para o 4º Congresso do Sintrafesc
Inicia, na próxima quarta-feira, dia 05, o 4º Congresso do Sintrafesc, que terá como tema central "Movimento sindical, transformações no mundo do trabalho e desafios ambientais". O evento seguirá até o dia 08, sábado, no Hotel Canto da Ilha (Escola Sul da CUT), em Ponta das Canas, na Capital, e terá a participação de representantes dos/as servidores/as públicos/as federais de todo o estado, eleitos em assembléias, realizadas nas últimas semanas.
A abertura oficial, marcada para as 18 horas de quarta-feira, contará com o Painel Temático sobre o Balanço do Período. No dia seguinte, os trabalhos iniciam às 09 horas, com o painel Conjuntura – Mundo Trabalho e Desafios para o Sindicalismo, com o supervisor do DIEESE/SC (Departamento Intersindical Economia e Estatísticas Socioeconômicas de Santa Catarina), José Álvaro Cardoso, seguido por dois painéis sobre ética.
O primeiro será Ética, Democracia e Desenvolvimento Sustentável, ministrado pela doutoranda em Sociologia Política da UFSC, Luciana Butzke, e o segundo, Ética, Democracia e Serviço Público Federal, com Annita Valléria Calmon Mendes, doutoranda em administração pela UnB (Universidade de Brasília) e servidora do Ministério das Relações Exteriores.
À tarde estão previstos mais dois painéis. O primeiro inicia às 14 horas e será sobre Saúde e Qualidade de Vida para o Serviço Público Federal num Projeto de Desenvolvimento Sustentável, ministrado pela psicóloga, consultora em saúde do trabalhador, Elisa Ferreira. Em seguida, será a vez do painel sobre Política de Carreira e de Remunerações para os/as Servidores/as Públicos/as Federais, pelo assessor jurídico do Sintrafesc, Luis Fernando Silva.
Na sexta-feira, pela manhã, haverá o painel Direitos Sindicais, Negociação Coletiva e Greve no Serviço Público, também ministrado pelo assessor jurídico do Sintrafesc. À tarde serão formados quatro Grupos de Trabalho para debater e votar as Propostas de Resolução do 4º Congresso, que estão distribuídas em três eixos básicos. No sábado, último dia do evento, ocorrerá a Plenária Final e o Encerramento Oficial do Congresso. Fonte: Sintrafesc - Assessoria de Imprensa
A abertura oficial, marcada para as 18 horas de quarta-feira, contará com o Painel Temático sobre o Balanço do Período. No dia seguinte, os trabalhos iniciam às 09 horas, com o painel Conjuntura – Mundo Trabalho e Desafios para o Sindicalismo, com o supervisor do DIEESE/SC (Departamento Intersindical Economia e Estatísticas Socioeconômicas de Santa Catarina), José Álvaro Cardoso, seguido por dois painéis sobre ética.
O primeiro será Ética, Democracia e Desenvolvimento Sustentável, ministrado pela doutoranda em Sociologia Política da UFSC, Luciana Butzke, e o segundo, Ética, Democracia e Serviço Público Federal, com Annita Valléria Calmon Mendes, doutoranda em administração pela UnB (Universidade de Brasília) e servidora do Ministério das Relações Exteriores.
À tarde estão previstos mais dois painéis. O primeiro inicia às 14 horas e será sobre Saúde e Qualidade de Vida para o Serviço Público Federal num Projeto de Desenvolvimento Sustentável, ministrado pela psicóloga, consultora em saúde do trabalhador, Elisa Ferreira. Em seguida, será a vez do painel sobre Política de Carreira e de Remunerações para os/as Servidores/as Públicos/as Federais, pelo assessor jurídico do Sintrafesc, Luis Fernando Silva.
Na sexta-feira, pela manhã, haverá o painel Direitos Sindicais, Negociação Coletiva e Greve no Serviço Público, também ministrado pelo assessor jurídico do Sintrafesc. À tarde serão formados quatro Grupos de Trabalho para debater e votar as Propostas de Resolução do 4º Congresso, que estão distribuídas em três eixos básicos. No sábado, último dia do evento, ocorrerá a Plenária Final e o Encerramento Oficial do Congresso. Fonte: Sintrafesc - Assessoria de Imprensa
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Movimentos Sindicais cobram postura diferente do governo do Estado
Movimentos Sociais e Sindicais são recebidos pelo Secretario de negociação do estado, para tratar sobre a greve da saúde.
Uma comissão representativa dos Movimentos Sociais e Sindicais catarinenses, participaram hoje pela manhã, dia 30 de novembro, de uma audiência com o gerente de Auditoria da Folha de Pessoal da Secretaria da Administração, Décio Augusto de Vargas.
O grupo tinha como objetivo pedir para que o governo sente para negociar com os/as servidores/as da saúde, mas novamente recebeu uma negativa, mostrando mais uma vez a falta de respeito e consideração que o governo do estado tem para com os seus/suas trabalhadores/as.
Além do tratamento abrupto que o governo tem dado para os/as servidores/as grevistas, bloqueando a folha de pagamento e registrando Boletim de Ocorrência, com alegação de abandono de incapaz, caracterizando os/as grevistas como criminosos/as. Agora ele trata os Movimentos Sindicais e Sociais de Santa Catarina de forma desrespeitosa, seja jogando spray de pimenta nos/as sindicalistas, como aconteceu na última segunda dia 26 de novembro, e até não valorizando o pedido das entidades para que o governo negocie com os/as servidores/as.
Na audiência foram levantados diversos pontos e questionamentos sobre a precarização do serviço público e em especial do setor da saúde, de acordo com Anna Julia Rodrigues, Secretaria Geral da CUT-SC, todas estas falhas caracterizam a falta de gestão do serviço público por parte do governo do estado e a falta de uma política salarial “Hoje são mais de mil servidores/as da saúde que estão em greve, o gestor maior que é o governo precisa sentar com o sindicato para que possam chegar num consenso. O que nós queremos, como representantes de entidades sindicais e sociais, é saúde pública de qualidade e que o/a servidor/a seja valorizado/a”, ressaltou Anna Julia.
Representante do Fórum Catarinense em Defesa da Saúde pública e professora da Rede estadual de ensino, Adriana Carvalho, destacou que não há possibilidade de acabar um movimento grevista sem uma proposta concreta por parte do estado “Nós da educação estamos cansados disto, da outra vez que nós fizemos greve na educação, nós voltamos a trabalhar e o governo não sentou para negociar conosco, então essa possibilidade não existe, os/as servidores/as da saúde só voltam a trabalhar depois de uma proposta decente deste governo”.
O representante da Associação dos Praças de Santa Catarina – Aprasc, Manoel João Costa, destacou que a culpa deste estado de caos é do governo “Não dá para o governo penalizar os/as servidores/as, quem criou esta situação foi uma atitude irresponsável do governo. Não dá agora para o governo se esconder e vir com a conversa de que não negocia, é preciso ter uma postura e resolver o caos que ele mesmo colocou”.
Para finalizar a audiência, percebendo a falta de flexibilidade e desinteresse por parte do Secretário em resolver e atender a categoria dos/as servidores/as da saúde, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano, Rodoviário, Turismo, Fretamento e Escolar de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis – Sintraturb, Dionísio Lendel, alertou do caos que o estado pode ter, caso não solucione o problema com os/as servidores/as da saúde “O nosso recado foi dado, agora a luta é de toda classe trabalhadora, essa greve da saúde passou o portão entre saúde e governo e já perpassa por toda a população. Nós enquanto trabalhadores/as vamos cumprir o nosso papel histórico e o quanto for preciso nós vamos fazer a luta”, ressaltou Dionísio.
A greve da saúde continua e agora os Movimentos Sociais e Sindicais programam atividades e manifestações para o decorrer da semana que vem, o governo continua irredutível, mas esta atitude esta fortalecendo cada vez mais e unindo todos/as os/as servidores/as públicos e trabalhadores/as da iniciativa privada, pois saúde, educação, segurança e transporte fazem parte das políticas públicas e afetam toda a população. Fonte: CUT/SC por Sílvia Medeiros.
Uma comissão representativa dos Movimentos Sociais e Sindicais catarinenses, participaram hoje pela manhã, dia 30 de novembro, de uma audiência com o gerente de Auditoria da Folha de Pessoal da Secretaria da Administração, Décio Augusto de Vargas.
O grupo tinha como objetivo pedir para que o governo sente para negociar com os/as servidores/as da saúde, mas novamente recebeu uma negativa, mostrando mais uma vez a falta de respeito e consideração que o governo do estado tem para com os seus/suas trabalhadores/as.
Além do tratamento abrupto que o governo tem dado para os/as servidores/as grevistas, bloqueando a folha de pagamento e registrando Boletim de Ocorrência, com alegação de abandono de incapaz, caracterizando os/as grevistas como criminosos/as. Agora ele trata os Movimentos Sindicais e Sociais de Santa Catarina de forma desrespeitosa, seja jogando spray de pimenta nos/as sindicalistas, como aconteceu na última segunda dia 26 de novembro, e até não valorizando o pedido das entidades para que o governo negocie com os/as servidores/as.
Na audiência foram levantados diversos pontos e questionamentos sobre a precarização do serviço público e em especial do setor da saúde, de acordo com Anna Julia Rodrigues, Secretaria Geral da CUT-SC, todas estas falhas caracterizam a falta de gestão do serviço público por parte do governo do estado e a falta de uma política salarial “Hoje são mais de mil servidores/as da saúde que estão em greve, o gestor maior que é o governo precisa sentar com o sindicato para que possam chegar num consenso. O que nós queremos, como representantes de entidades sindicais e sociais, é saúde pública de qualidade e que o/a servidor/a seja valorizado/a”, ressaltou Anna Julia.
Representante do Fórum Catarinense em Defesa da Saúde pública e professora da Rede estadual de ensino, Adriana Carvalho, destacou que não há possibilidade de acabar um movimento grevista sem uma proposta concreta por parte do estado “Nós da educação estamos cansados disto, da outra vez que nós fizemos greve na educação, nós voltamos a trabalhar e o governo não sentou para negociar conosco, então essa possibilidade não existe, os/as servidores/as da saúde só voltam a trabalhar depois de uma proposta decente deste governo”.
O representante da Associação dos Praças de Santa Catarina – Aprasc, Manoel João Costa, destacou que a culpa deste estado de caos é do governo “Não dá para o governo penalizar os/as servidores/as, quem criou esta situação foi uma atitude irresponsável do governo. Não dá agora para o governo se esconder e vir com a conversa de que não negocia, é preciso ter uma postura e resolver o caos que ele mesmo colocou”.
Para finalizar a audiência, percebendo a falta de flexibilidade e desinteresse por parte do Secretário em resolver e atender a categoria dos/as servidores/as da saúde, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Urbano, Rodoviário, Turismo, Fretamento e Escolar de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis – Sintraturb, Dionísio Lendel, alertou do caos que o estado pode ter, caso não solucione o problema com os/as servidores/as da saúde “O nosso recado foi dado, agora a luta é de toda classe trabalhadora, essa greve da saúde passou o portão entre saúde e governo e já perpassa por toda a população. Nós enquanto trabalhadores/as vamos cumprir o nosso papel histórico e o quanto for preciso nós vamos fazer a luta”, ressaltou Dionísio.
A greve da saúde continua e agora os Movimentos Sociais e Sindicais programam atividades e manifestações para o decorrer da semana que vem, o governo continua irredutível, mas esta atitude esta fortalecendo cada vez mais e unindo todos/as os/as servidores/as públicos e trabalhadores/as da iniciativa privada, pois saúde, educação, segurança e transporte fazem parte das políticas públicas e afetam toda a população. Fonte: CUT/SC por Sílvia Medeiros.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
"Mistanasia - a morte miserável"
A diretoria da Associação Catarinense de Medicina lançou
nota onde faz críticas a situação dos hospitais públicos em Santa Catarina. Segundo
o presidente da ACM Aguinel Bastian Junior, que assina a nota divulgada nesta
segunda-feira “estamos diante da condição inegável de FALÊNCIA DO ESTADO,
passível de intervenção por parte da sociedade civil organizada e do poder
público federal”.
"Mistanasia - a morte miserável"
"O que assistimos nos hospitais públicos de Santa
Catarina é o exemplo mais concreto e duro de MISTANÁSIA. A morte miserável de
pessoas pobres. O Poder Público não tem o direito de optar, nem a prerrogativa
de elencar prioridades quando os direitos fundamentais da cidadania estão em
pauta. É dever do Estado PARAR TUDO em prol das necessidades essenciais. DEVE
suspender campanhas, realocar recursos de investimentos de outra ordem, enxugar
seus recursos humanos administrativos e consequentes cabides de emprego e
CUMPRIR a missão primeira de um governante democrático: atender o CIDADÃO nas
suas necessidades mais essenciais: SAÚDE, SEGURANÇA PÚBLICA e EDUCAÇÃO.
Enquanto isso não for feito estamos diante da condição
inegável de FALÊNCIA DO ESTADO, passível de intervenção por parte da sociedade
civil organizada e do poder público federal. As Entidades Médicas notificaram o
Estado de Santa Catarina, na figura de sua Secretaria de Estado da Saúde, sobre
a iminente inviabilidade ética de funcionamento das emergências dos hospitais
públicos e consequente interdição das mesmas pelo Conselho Regional de Medicina
de SC.
Não cabe ao cidadão discernir sobre os momentos da
administração pública, atribuir responsabilidade a essa ou àquela gestão porque
no prisma do povo o governo é único, com projetos e responsabilidades
continuadas, que não podem ser restringidas às marcas divisórias dos 4 anos de
governo, tão convenientemente usadas como DESCULPA pra não fazer ou por não ter
feito. Na ótica do cidadão valem mais os projetos de Estado do que os projetos
de Governo.
Na mesma medida, não cabe ao poder público se escusar
atribuindo as falências aos seus predecessores, mesmo que isso seja fato. Ao
pleitear a função de dirigir o Estado, a equipe que o faz assume a realidade
como ela é e herda as benesses e as mazelas. Qualquer entendimento diferente é
puro casuísmo e assunção de incompetência.
Sem relegar Segurança Pública e Educação, me cabe opinar
sobre a Saúde. As Entidades Médicas representadas pelo Conselho Superior das
Entidades Médicas - COSEMESC - têm reiteradamente denunciado as carências de
recursos humanos nos hospitais da rede pública em Santa Catarina, seja por meio
das cartas de "apelo ao governador" publicadas ativamente na
imprensa, seja através dos "Boletins do COSEMESC" veiculados pelos
sites das Entidades Médicas.
A atual greve dos servidores é um direito
constituído do trabalhador e expõe o desmantelamento das estruturas públicas da
saúde. Não defendemos a desassistência e enaltecemos os que se desdobram
enfrentando a precariedade e atendendo os doentes, mas penalizar primariamente
o servidor público pelos prejuízos de uma greve tão indesejada é BATER NO MAIS
FRACO. Nós médicos apoiamos o direito de greve dos funcionários da saúde DESDE
QUE RESPEITADO O DEVER DE MANTER OS ATENDIMENTOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA.
Clamamos aos funcionários em greve que RESPEITEM essa indispensável pauta pra
que não percam o apoio dos profissionais médicos, da sociedade e da imprensa.
Finalizando, se MISTANÁSIA pode ser definida como a morte
miserável dos excluídos e, se como cidadãos não pactuamos com o processo de
"reificação“ (transformação em coisa) e "nadificação" do
indivíduo, combatemos explicitamente a impunidade e concordamos que a responsabilidade
do Estado (na figura de seus representantes eleitos) transcende a linha do
tempo, só temos uma retórica coerente: cobrar do poder público constituído a
responsabilidade pela desassistência e pelas mortes de nossos irmãos
catarinenses abandonados na doença."
O retrato de um governo pífio
Artigo Mario Zunino, cidadão catarinense e servidor da saúde.
Estamos finalizando o segundo ano do Governo Raimundo Colombo, um governo eleito em primeiro turno, nas eleições de 2010, que prometeu priorizar a saúde, educação e a segurança.
Estamos finalizando o segundo ano do Governo Raimundo Colombo, um governo eleito em primeiro turno, nas eleições de 2010, que prometeu priorizar a saúde, educação e a segurança.
Passados 700 dias de governo o que a sociedade catarinense assiste é uma atuação pífia de um governante que prometeu valorizar os professores e no mesmo ano de sua posse após enfrentar uma greve de 63 dias destruiu a carreira do magistério e confiscou direitos, apoiado por uma Assembleia Legislativa subserviente, que se posicionou de quatro diante dos ditames do executivo.
O que vemos é o desmoronamento de uma Escola Estadual num total e absoluto descaso e abandono do poder constituído para com a Educação.
Passados 700 dias da promessa de que nenhum catarinense estaria a menos de 100 Km de distância de um hospital, o que a sociedade catarinense assiste é o aumento da ambulacioterapia, sucateamento das unidades hospitalares, entrega das Unidades hospitalares às OS (organizações sociais, materializando a incompetência governamental).
Passados 700 dias da promessa de que nenhum catarinense estaria a menos de 100 Km de distância de um hospital, o que a sociedade catarinense assiste é o aumento da ambulacioterapia, sucateamento das unidades hospitalares, entrega das Unidades hospitalares às OS (organizações sociais, materializando a incompetência governamental).
Vemos a terceirizações, falta de manutenção, falta de medicamentos e materiais e uma profunda repulsa pelos trabalhadores da saúde que estão em greve. O governo das pessoas em primeiro lugar ignora redondamente os pleitos da categoria.
Passados 700 dias do governo o que vemos é a polícia tendo que colocar barreiras diante dos postos militares, vemos a sociedade encurralada, trancada dentro das casas gradeadas, com cachorros nos portões face a insegurança reinante, e veículos da segurança e ônibus incendiados pela bandidagem que faz o que quer.
Passados 700 dias do governo o que vemos é a polícia tendo que colocar barreiras diante dos postos militares, vemos a sociedade encurralada, trancada dentro das casas gradeadas, com cachorros nos portões face a insegurança reinante, e veículos da segurança e ônibus incendiados pela bandidagem que faz o que quer.
Enquanto isso o governador transfere-se de mala e cuia para Lages para apoiar o seu candidato, derrotado nas eleições municipais, passada as eleições efetua mais uma viagem internacional inócua.
Eis o que podemos chamar de um governo pífio, sem musculatura política, de fala mansa, de ações titubeantes que abriga em seu secretariado políticos fracos, sem iniciativas, sem projetos, sem ações coletivas, acomodados apenas para garantir suplentes na legislatura da Assembleia Legislativa.
Eis o que podemos chamar de um governo pífio, sem musculatura política, de fala mansa, de ações titubeantes que abriga em seu secretariado políticos fracos, sem iniciativas, sem projetos, sem ações coletivas, acomodados apenas para garantir suplentes na legislatura da Assembleia Legislativa.
Pior ainda é que o governo passa a agir e pensar única e exclusivamente na sua reeleição em 2014, mesmo faltando mais de 800 dias para terminar seu mandato pífio. É impossível calar-se diante de um descaso tão grande com todos os catarinenses. Fonte: Sindsaúde
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